Corsino António FORTES
(1933 - 2015)

Biographie


Corsino António Fortes est né le 14 février 1933 à Mindelo, sur l'île de São Vicente, et décéda le 24 juillet 2015 dans la même ville.
Il épousa Maria Madalena Spencer Rodrigues.
Après nombre de petits boulots, il est devenu tout à la fois un poète, un homme politique et un diplomate cap-verdien.
Juriste de formation à l'Université de Lisbonne en 1966, il fut notamment juge du Tribunal du travail en Angola, puis, en 1975, le premier ambassadeur nommé au Portugal et, de 1989 à 1991, ministre de la Justice dans son pays.
Pour une biographie un peu plus fournie et précise, nous renvoyons à l'interview accordée par Fortes à Nos Genti  en 2016, ainsi qu'au blog barrosbrito.com.

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Oeuvre littéraire


Il est connu pour avoir écrit une trilogie intitulé A cabeça calva de Deus, un long poème épique, dont la première partie, Pão e fonema, est parue en 1974, l'année de la Révolution des Œillets qui entraîna la chute de la dictature salazariste au Portugal, soit également un an avant l'indépendance du Cap-Vert.
Le second volet, Árvore e tambor, est paru en 1986, alors que le troisième et dernier volet, Pedras de sol e substância  est sorti en 2001 dans une édition complète de la trilogie intitulée A cabeça calva de Deus.
Il collabora à plusieurs revues capverdiennes et du monde lusophone.

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Pão e fonema  (1974) s'articule comme suit:

- Proposição

Canto primeiro
TCHON DE POVE TCHON DE PEDRA

- De boca a barlavento
- Carta de Bia d'Ideal
- Meio-dia
- Conto
- Três versículos para banjo e cavaquinho (Ilha, Milho, Tchuva)
- Tchon de pove tchon de pedra

Canto segundo
MAR & MATRIMÓNIO

- De pé nu sobre o pão da manhã
- Nova largada
- Osvaldo Alcântara
- Pesadèle na terra de gente ou Pesadèle em trânsito (Lode squerde, Lode dreita)
- Postais do mar alto
- Recode d'Umbertona
- Emigrante

Canto terceiro
PÃO & PATRIMÓNIO

- Do nó de ser ao ónus de crescer (Ilha, Agora povo agora, Agora pulso agora, Agora pão agora, Agora poema agora)
- Terra-a-terra (segundo Ovídio Martins)
- Porta de sol
- Há navio morto na cidadela
- Pilão
- O pilão e a mó de pedra
- Konde palmanhã manchê
- De rosto a sotavento (Canção, Ovo, Mas antes muito antes)

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Árvore e tambor  s'articule comme suit:

Proposição e prólogo
Canto I: De Manhã! Os tambores amam a chama da palavra mão
Canto II: Hoje Chovia a chuva que não chove
Canto III: O pescador, o peixe e a sua península
Canto IV: Odes de Corsa de David
Canto V: Tal espaço e tempo
Prólogo e proposição

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Quelques poèmes disponibles sur ces pages web:
- (PT) "Mulher" (web)
- (PT) "Pecado original", "Girasol", "Proposiçao", "De pé nu sobre o pão da manhã", "O povo o poente o pão permeio", "Não há fonte que não beba da fronte deste homem", "Como Noé", "De boca concêntrica na roda do sol", "P.A.I.G.C." e "De boca a barlavento"  (web)
- (PT) "Pecado original", "Girasol" e "De boca a barlavento"  (web)
- (PT) "Pecado original", "Proposiçao", "De pé nu sobre o pão da manhã", "Como Noé", "De boca concêntrica na roda do sol", "A cesariana dos três continentes", "Postais do Mar Alto" e "Konde Palmanhã Manchê"  (web)
- (PT - GB) "Postais do Mar Alto", "Carta de bia d'ideal", "Emigrante", "Konde Palmanhã Manchê" e "A cesariana dos três continentes"  (web: excellent site qui illustre comment traduire un poème)


DE BOCA A BARLAVENTO
I
Esta
     a minha mão de milho & marulho
Este
     o sol a gema E não
     o esboroar do osso na bigorna
                                             E embora
O deserto abocanhe a minha carne de homem
E caranguejos devorem
                    esta mão de semear
Há sempre
Pela artéria do meu sangue que
                                                      g
                                                      o
                                                      t
                                                      e
                                                      j
                                                      a
                 De comarca em comarca
A árvore E o arbusto
Que arrastam
As vogais e os ditongos
               para dentro das violas

II
Poeta! todo o poema:
               geometria de sangue & fonema
Escuto Escuta
Um pilão fala
                 árvores de fruto
                                ao meio do dia
E tambores
               erguem
                         na colina
               Um coração de terra batida
E lon longe
Do marulho à viola fria
               Reconheço o bemol
Da mão doméstica
                              Que solfeja
Mar & monção mar & matrimónio
Pão pedra palmo de terra
                            Pão & património

​C. Fortes, Pão & fonema, Lisboa: Sá da Costa, 1980, p. 7–8


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ÎLES AU VENT (fragment)
I
Voici
     ma main de maïs et la houle
Voici
     le soleil le jaune d'oeuf Et non
     le broiement de l'os sur l'enclume
                                             Et bien que
Le désert morde dans ma chair d'homme
Et les crabes dévorent
                    cette main qui sème
Il y a toujours
Dans les artères de mon sang qui coule goutte à
                                                      g
                                                      o
                                                      u
                                                      t
                                                      t
                                                      e
                 D'île en île
L'arbre Et l'arbuste
Qui entraînent 
Les voyelles et les diphtongues
               à l'intérieur des guitares

Traduction française, in Dominique Stoenesco / Téofilo Chantre (dir.), Petite anthologie du Cap Vert, archipel de poèmes et de chansons, Trouville: Editions Evènements trouvillais, 2006, p. 71


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Bibliographie


Oeuvres

  • Sinos de silêncio: canções e haikais, Lisboa: Rosa de Porcelana editora, 2015, 127 p., 22 cm. (pref. Simone Caputo Gomes)
  • Selected Poems of Corsino Fortes, Brooklyn (NY): Archipelago Books, 21/10/2014 (2nd ed. 21/04/2015), 150 p. (trad. Daniel Hahn / Sean O'Brien) 
  • A cabeça calva de Deus, São Paulo (Brasil): Escrituras, 2010, 288 p.  (web)
  • Corsino Fortes Poems - Poemas, London: Enitharmon  Press / Poetry Translation Center, 2008, 32 p. (10 vol. concernant Al-Saddiq Al-Raddi (Soudan), Coral Bracho (Mexique), Corsino Fortes (Cape Verde), Farzaneh Khojandi (Taijikistan), Gagan Gill (India), Kajal Ahmad (Kurdistan), Maxamed Xaashi Dhamac 'Gaarriye' (Somali), Noshi Gilani (Pakistan), Partaw Naderi (Afghanistan) and Toeti Herati (Indonesia)). Version auditive par Corsino Fortes: web1 - web2
  • A cabeça calva de Deus: pão e fonema, árvore e tambor, pedras de sol e substância, Lisboa: Dom Quixote, 2001, 303 p. (posf. Ana Mafalda Leite)
  • Na morna! Na mazurca o trompete da evasão, Praia: Movimento Pró-Cultura, 1997, pag. var.
  • Árvore e tambor, Praia: ICL / Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1986, 130 p.
  • Pão e fonema, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1986, 130 p.  (pref. Ana Mafalda Leite)
  • Pão e fonema. Poemas, Lisboa: Sá da Costa Editora, 1980, 104 p., 21 cm. (post. Mesquitela Lima; coll. Vozes do mundo, n° 15)
  • Poemas. Pão e fonema, s.l.: Edição do autor, (07/1974), 68 p.


Périodiques

  • (FR) "Deux poèmes par Corsino Fortes traduits du portugais par Laurent Jenny", Poésie  (Paris), n° 157-158 (2016), p. 99-102  (web)
  • (FR) "Corsino Fortes. Trois poèmes, traduits du portugais par Laurent Jenny", Poésie  (Paris), n° 153-154  (2016), p. 170-175  (web)
  • Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XXIV, n° 130-131 (07-08/2015): dossier spécial Corsino Fortes:
  1. "Não há fonte que não beba da fronte desse homem, I-III", p. 6
  2. "Não há sol que morra na sombra do poente: I-III abraços", p. 6
  3. "O poeta escreveu", p. 7
  4. "Ilha", p. 8
  5. "Tempo de amar : I – ave de amor", p. 8
  6. "Canto primeiro de manhã! Os tambores amam a chama da palavra mão: IV + X", p. 8
  7. "Gosto de ser a palavra na prosa de Aurélio Gonçalves: prólogo", p. 8
  8. "Os olhos da ilha que o arquipélago amou (segundo a Paixão na poética de Oswaldo Osório)", p. 13
  9. "Golpe d’estode na paraíse", p. 17
  10. "Terra e terra", p. 20
  11. "Há navio morto na cidadela", p. 20
  12. "Ars poetica", p. 20
  13. "Haikais", p. 21
  14. "Tchon de pove tchon de pedra", p. 23
  15. "Chão do povo chão de pedra", p. 23 (trad. Arnaldo França)
  • "Tchuva (Chuva)", Cadernos do povo: revista internacional da lusofonia, n° 65-75 (2007), p. 69
  • "Mulher", Charrua  (Maputo / Mozambique), n° 7 (08/1985), p. 8
  • "Mulher", Voz di povo  (Praia), n° 445 (03/1985), p. 5
  • "Conselho de Ministros: comunicado do porta-voz do C.M.", Voz di povo  (Praia), ano VI, n° 279 (1981), p. 2
  • "Camarada Agostinho Neto", África: literatur, arte e cultura  (Lisboa), n° 7 (1980), p. 134-139
  • "Não ha fone que não beba da fronte deste homem", África: literatur, arte e cultura  (Lisboa), ano I, n° 4 (1979), p. 408-411
  • "Tempo de ser ovo ovo de ser tempo", Raízes, ano IV, n° 7-16 (07/1978-12/1980), p. 105-111
  • "Na boca dos homens nasceram costelas de Sahel", Raízes, ano I, n° 4 (10-11/1977), p. 79-81
  • "Hoje queria ser apenas tambor no coração do imbondeiro", Raízes, ano I, n° 3 (07-09/1977), p. 70-71
  • "De boca concêntrica na roda do sol", Raízes, ano I, n° 1 (01-04/1977), p. 74-75
  • "Discussion générale: Cap Vert", ONU. Chronique mensuelle, vol. XIII, n° 10 (11/1976), p. 40-41
  • "28a pagina do meu diário imaginário", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XII, n° 139 (04/1961), p. 25
  • "Oda para além do choro", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XII, n° 138 (03/1961), p. 17 
  • "Verbo", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XII, n° 136 (01/1961), p. 28
  • Claridade: revista de arte e letras, n° 9 (12/1960)
  1. "Girasol", p. 24
  2. "Vendeta", p. 25
  3. "Pecado original", p. 26
  4. "Meio dia", p. 27
  5. "Paixão", p. 28-29
  6. "Noite de S. Silvestre", p. 29-30
  • Boletim dos alunos do Liceu Gil Eanes  (Mindelo), n° 1 (1959):
  1. "Mindelo", p. 4
  2. "Folclore", p. 4


Receuils collectifs - Anthologies - Autres

  • Erica Antunes Pereira / Maria de Fátima Fernandes / Simone Caputo Gomes (ed.), Cabo Verde, 100 poemas escolhidos, Praia: Ed. Pedro Cardoso, 2016:
  1. "De boca a barlavento", p. 80-81
  2. "Não há fonte que não beba da fronte desse homem", p. 82-84
  3. "Quarteto para um retrato", p. 85-87
  4. "Zen", p. 88
  • Silvie Spánková (ed.), Literaturas africanas de l'ingua portuguesa I. Antologia de textos literários, Brno (Tchèquie): Masarykova univerzita, 2014:
  1. "De boca a barlavento", p. 105-106
  2. "Osvaldo Alcântara", p. 106-107
  • "Olhos da ilha que o arquipélago amou", in Francisco Fonte (ed.), Destino de bai: antologia de poesia inédita cabo-verdiana, Coimbra: Saúde em português, 2008, p. 153-155
  • José Luis Tavares (ed.), "6 poetas vivos de Cabo Verde", Confraria. Arte e literatura, n° 18 (01-02/2008), en ligne (non paginé):
  1. "Emigrante"
  2. "A cabana oca de vocábulos"
  • (FR) Dominique Stoenesco / Téofilo Chantre (ed.), Petite anthologie du Cap Vert, archipel de poèmes et de chansons, Trouville: Editions Evènements trouvillais, 2006:
  1. "De boca a barlavento (part. I)", p. 70
  2. "Îles au vent (part. I)", p. 71
  3. "Il n'y a pas de fontaine qui ne boive du front de cet homme" (fragment), p. 72
  4. "Femme" (fragment), p. 73
  • "Na morna! Na mazurca o trompete da evasão", in Ana Mafalda Leite (ed.), Cape Verde: Language, Literature, and Music  (Portuguese Literary & Cultural Studies 8), London: Tagus Press, 2002, p. 429-433
  • Carmen Lúcia Tindó Ribeiro Secco (ed.), Antologia do mar na poesia africana de língua portuguesa do século XX, Rio de Janeiro: UFRJ, vol. II, 1999:
  1. "Fragmentos poéticos", p. 80-87
  2. "De boca a barlavento", 87-88
  3. "Pilão", p. 88-89
  • Alice Brás / Armandina Maia (ed.), Vozes poéticas da lusofonia, Sintre: Câmara Municipal, 1999, p. 120. Remarque: dans le même temps un CD éponyme de 17 "titres" est paru, comprenant le poème "Hoje chovia a chuva que não chove" de Fortes (web)
  1. "Ilha", p. 119
  2. "De boca concêntrica na roda do sol", p. 120
  3. "Hoje chovia a chuva não chove", p. 121-122
  • (IT) Roberto Francavilla / Maria R. Turano (ed.), Isole di poesia: antologia di poeti capoverdiani, Lecce: Argo, 1999:
  1. "Di entrata a sopravento" (De boca a barlavento), p. 81-82
  2. "Di entrata a sottovento" (De rosto a sotavento), p. 83-85
  3. "Emigrante", p. 86-88
  4. "Atto di cultura", p. 89
  • (IT) "Poesie", Il gallo silvestre: rivista semestrale  (Siena), n° 10 (1998), p. n/a  (trad. Roberto Francavilla)
  • Salvato Trigo (ed.), Matrilíngua: antologia de autores de língua portuguesa, Viana do Castelo: Câmara municipal de Viana do Castelo, vol. II, 1997:
  1. "De boca a barlavento", p. 230-231
  2. "De rosto a sotavento", p. 232-233
  3. "Canção", p. 233-234
  4. "Mas antes muito antes", p. 234-235
  • "De boca a barlavento", in Ana Maria Galano, Língua mar: criações e confrontos em portugues, Rio de Janeiro: Funarte, 1996 (1997 (2e éd.)), p. 163-164
  • "De boca a barlavento", in Pires Laranjeira (ed.), Antologia literária de língua portuguesa, Coimbra: A Mar Arte, 1996, p. 27-28
  • (FR) "Terre du peuple terre de pierres" (Tchon de pove tchon de pedra), in Poésie d'Afrique au sud du Sahara 1945-1995. Anthologie composée et présentée par Bernard Magnier, Arles: Actes Sud / Ed. Unesco, 1995, p. 98 (trad. Michel Laban)
  • (FR) "Porte de soleil", Poésie 94, n° 52 (04/1994), p. 95-96
  • (GB) Gerald Max Joseph Moser (ed.), Changing Africa. The First Literary Generation of Independent Cape Verde, Philadelphia: The American Philosophical Society, 1992:  (web)
  1. "Mindelo", p. 38
  2. "Mindelo", p. 39
  3. "Konde palmanhã manchê", p. 40-41
  4. "When the Morn was Dawning", p. 41-42
  5. "A lestada de lés a lés", p. 43-44
  6. "Eastwind from End to End", p. 44-46
  • (GB) "Mindelo", in Don Burness (ed.), A Horse of White Clouds: Poems from Lusophone Africa, Ohio: Ohio University, 1989, p. 120-123
  • (GB) Maira M. Ellen (ed.), Across the Atlantic: an anthology of Cape Verdean Literature, North Dartmouth (USA): Center for the Portuguese Speaking World, Southeastern Massachusetts University, 1988:
  1. "Rain" (Tchuva), p. 35
  2. "Emigrant" (Emigrante), p. 35
  • Lúcia Cechin (ed.), Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe: poesia e conto, Porto Alegre (Brasil): UFRGS, 1986:
  1. "Girassol", p. 21
  2. "Mindelo", p. 22
  • Luís Romano (ed.), Contravento: antologia bilingue da poesia cabo-verdiana, Taunton: Atlantis, 1982:
  1. "Tchon de pove tchon de pedra / Chão do povo chão de pedras", p. 64-65
  2. "Pesadèle na terra de gente ou pesadèle em trânsito / Pesadelo em terra estrangeiro ou pesadelo em trânsito", p. 66-71
  3. "Konde palma nhã manché / Quando a aurora amanhecer", p. 72-75
  4. "Tchuva / Chuva", p. 76-77
  • Mario de Andrade (ed.), Antologia tematica de poesia africana, vol. 2: o canto armado, Lisboa: Editora Sá da Costa, 1979:
  1. "Emigrante", p. 143-145
  2. "Recode d'Umbertona (texto crioulo)", p. 146-147
  3. "Recado de Umbertona (versão em português por Arnaldo França)", p. 148-149
  • Manuel Fereira (ed.), No reino de Caliban: antologia panorãmica da poesia africana de expressão portuguesa  (vol. I: Cabo Verde / Guinée-Bissau), Lisboa: Seara Nova, 1975 (3a ed. 1988):
  1. "Mindelo", p. 203-204 (1988: p. 197-198)
  2. "Girassol", p. 205 (1988: p. 199)
  3. "Vendeta", p. 206 (1988: p. 199-200)
  4. "Pecado original", p. 206-207 (1988: p. 200-201)
  5. "Paixão", p. 207-208 (1988: p. 201-202)
  6. "Ode para além do choro", p. 208-209 (1988: p. 202-203)
  7. "De boca a barlavento", p. 209-210 (1988: p. 203-204)
  8. "Pilão", p. 210-211 (1988: p. 204-205)
  9. "Emigrante", p. 211-214 (1988: p. 206-208)
  10. "De rosto a sotavento", p. 214-216 (1988: p. 208-210)
  11. "Recode d'Umbertona", p. 313-314; 1988, p. 307-308
  • Jaime de Figueiredo (ed.), Modernos poetas cabo-verdianos: antologia, Praia: Edições Henriquinas Achamento de Cabo Verde, 1961:
  1. "Meio dia", p. 161-162
  2. "Noite de S. Silvestre", p. 163-164
  3. "Ode para além do choro", p. 165-166

Enregistrements sonores
  • Juliet Perkins / Corsino Fortes / Hugo Valter, Contemporary Lusophone Poets, Part of the series 'Waxing Lyrical' a series o poetry events featuring contemporary British and International Lusophone poets for Poet in the City's New Audiences initiative, London: British Library, 01/07/2010, 52 min., 47 s.  (web)
  • Corsino Fortes Poems - Poemas, London: Enitharmon  Press / Poetry Translation Center, 2008, 32 p. (collection de 10 volumes concernant Al-Saddiq Al-Raddi (Soudan), Coral Bracho (Mexique), Corsino Fortes (Cape Verde), Farzaneh Khojandi (Taijikistan), Gagan Gill (India), Kajal Ahmad (Kurdistan), Maxamed Xaashi Dhamac 'Gaarriye' (Somali), Noshi Gilani (Pakistan), Partaw Naderi (Afghanistan) et Toeti Herati (Indonesia)). Version auditive par Corsino Fortes: web1 - web2

Etudes critiques


  • Gonçalo Cordeiro, "Modulações teopoéticas da história: épica e profecia em Corsino Fortes", Alea: estudos neolatinos  (Rio de Janeiro), vol. 19, n° 2 (05-08/2017), p. 377-388  (web)
  • Cristina Ramalho, A cabeça calva de Deus de Corsino Fortes, o epos de a nação solar no cosmos da épica universal, Natal (Brasil): Lucgraf, 2017 (2a ed. modificata e ampliada), 337 p.  (web); (1ère éd. e-book: Aracaju (Brasil): Editora ArtNer, 2012, 534 p.  (web
  • "O segredo do sucesso dos Cabo-verdianos é a ideia universalista que têm do mundo (entrevista a Corsino Fortes)", Nos Genti, 12/08/2016  (web)
  • Elisa Alberani, "In ricordo del poeta capoverdiano Corsino Fortes (1933-2015). Corsino Fortes e Sérgio Frusoni: due generazioni "claridose" a confronto", I creativi / Hacedores / Les créatifs / The Creative, n° 16 (11/2016), p. 186-231  (web)
  • Maria de Fátima Fernandes, Percursos identitários e estéticos na literatura cabo-verdiana contemporânea: João Varela, Corsino Fortes e José Luís Tavares, São Paulo: Pedro Cardoso Livraria, 2016, 226 p.; thèse originale: A expressão metafórica do sentido de existir na literatura caboverdiana contemporânea: João Varela, Corsino Fortes e José Luís Tavares , São Paulo: Universidade de São Paulo, 2013, 275 p.  (web)
  • Raquel Aparecida dal Cortivo, "No fogo das três pedras": leitura comparada das poéticas de Corsino Fortes, Arménio Vieira e Filinto Elísio, São Paulo: Universidade de São Paulo, 2016, 338 p.  (web)
  • Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XXIV, n° 130-131 (07-08/2015):
  1. Jorge Talentino, "Ou do jeito generoso de ser Corsino", p. 7
  2. Filinto Elísio, "Casa das rosas", p. 8
  3. Jéssica Bruna, "Poeta", p. 8
  4. Carvalho Santos, "Contributo de Corsino Fortes à comunicação social", p. 9
  5. Maria Luisa C.S. Lopes Cardoso, "Mistérios do Arcada", p. 10 +16 + 19
  6. Rui Araújo, "Não há sol que morra na sombra do poente", p. 12
  7. Oswaldo Osório, "Na morte do poeta paladino de Pão, voz e substancia: opus 33 em sol maior", p. 13
  8. Cláudia Sofia Spencer Rodrigues Fortes, "Semear e colher", p. 14
  9. "Que saudade, pai!", p. 15
  10. Fátima Bettencourt, "Corsino Fortes – vida e obra", p. 16
  11. Vera Duarte, "Corsa de David – um épico cabo-verdiano", p. 17
  12. Simone Caputo Gomes, "De pedra ao cosmos: corsa de David, Corsino Fortes", p. 19
  13. Ana Cordeiro, "Sinos de silêncio, canções e haikais  de Corsino Fortes", p. 20-21
  14. Fátima Fernandes, "Corsino Fortes: pronúncia de uma renovação eterna", p. 22
  15. Daniel Medina, "Simples testemunho de um amigo", p. 23
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  • Virgínia Boechat, "Ilha e poema: a celebração do arquipélago na poesia de Corsino Fortes", dEsEnrEdoS, ano VI, n° 20 (01/2014), 8 p.  web)
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  • Simone Caputo Gomes / Érica Antunes Pereira, "O poeta faz oitenta anos: homenagem a Corsino Fortes", A nação: jornal independente  (Praia), n° n/a (14/02/2013), p. cultura
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  • Esla Rodrigues dos Santos, "Corsino Fortes, de Pão e fonema  à Arvore e tambor", Cadernos do terceiro mundo, ano V, n° 49 (12/1982), p. 87-91
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  • Avicena, "Comunidades de Cabo-Verdianos emigrados levaram Corsino Fortes à França e à Itália", Voz di povo, ano IV, n° 170 (1978), p. 3
  • Russel G. Hamilton, "Corsino Fortes, João Varela e a nova poesia cabo-verdiana", África: literatura, arte e cultura, vol. I, n° 2 (10-12/1978), p. 164-170
  • Ana Mafalda Leite, Corsino Fortes e Saint-John Perse: a poesia como celebração, s.l.: s.n., 1978, 10 p.
  • Arnaldo França, "Recado de Umbertona: versão em português do poema Recode d'Umbertona  de Corsino Fortes", Raízes, ano I, n° 3 (07-09/1977), p. 74-75
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Pão e fonema

s.l. (1974)

Pão e fonema

Portugal (1980)

Arvore e Tambor

Portugal (1986)

A Cabeça calva de deus 

Portugal (2001)

Poems

London (2008)

A cabeça calva de Deus

Brasil (2010)

Selected poems

USA (2014-15)

Sinos de Silênco

Lisboa (2015)