Guilherme Augusto da Cunha DANTAS
(1849 - 1888)

Biographie


​Guilherme Augusto da Cunha Dantas serait né le 25 juin 1849 sur l'île de Brava et meurt le 24 mars 1888 sur celle de Santiago.
Fils de Isabel Maria da Conceição et de Vitorino João Carlos Dantas Pereira, professeur sur l'île de Brava de 1848 à 1854, puis directeur de l'Escola Real de Mafra (Portugal), où Guilherme étudia de 1860 à 1867.
On lui connaît au moins une soeur, Mariana Olímpia Dantas, qui épouse António Pedro Silves Ferreira, un camarade de classe de Guilherme à Mafra, et qui décède en 1880. Et peut-être aussi un frère, Augusto da Cunha Dantas.
A la mort de son père, la famille se retire un temps à Lisbonne. Puis Guilherme retourne par la suite au Cap Vert où il exerce la profession de journaliste et de bibliothécaire en 1886, à la Biblioteca e Museau nacionais.
A noter qu'à la suite d'un bain trop froid, Guilherme Dantas devient sourd, ce qui aura pour conséquence, comme le précise José Lopes qui l'a connu, une modification certaine de son caractère, devenu plus taciturne.
Pour plus de détails et de précisions sur la biographie de Guilherme Dantas, nous renvoyons à l'introduction des Contos singelos e outros textos  écrite par Tânia Solano Ardito et Francisco Topa (2013, p. 11-23).

Il occupe le siège n° 05 des Patronos / Imortais da Academia Cabo-verdiana de Letras, fondée en 2013.

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Oeuvre littéraire


Il est tout à la fois un poète lirique et romantique, un écrivain (le 1er véritable romancier capverdien écrivant sur le Cap Vert), mais aussi un journaliste vif et critique qui collabora au Boletim official de Cabo Verde, aux journaux O independente  (Praia, 1877-1889) qu'il co-fonda et à A voz de Cabo Verde  (Praia, 1911-1919), ainsi qu'à l'Almanach de lembraças luso-brasileiro  (Lisboa, 1851-1932).
Il signe tour à tour A.C., Antonio da Cunha, Guilherme da Cunha ou encore Guilherme Dantas, peut-être même J.A. ou L.A. da Cunha (Almanach de lembraças luso-brasileiro), sans que l'on puisse préciser.

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A ILHA BRAVA

Há um pais mimoso onde florescem
As rosas duma eterna primavera,
Onde há matos floridos que parecem
Os bosques peregrinos de Citera;

Onde os vales sombrios de verdura
São catedrais de domos ondulantes,
E o incenso da baunilha se mistura
Do cafezeiro ás flores odorantes.

A laranjeira, a cidra, o limoeiro
São as colunas de sombria nave,
Há um altar singelo em cada outeiro,
Cada colina de pendor suave.

É organista a brisa maviosissima
Por entre os troncos sussurando o cântico,
E são degraus da igreja formosissima
As ondas azuis do oceano Atlântico.

E para em tudo ser um templo santo,
São anjos na beleza as meigras filhas
Da ilha Brava, redobrando o encanto
À mais formosa das formosas ilhas.

Tudo respira nela amor, ventura!
E a minha terra a todos causa inveja
Quando o nevoeiro a veste dessa alvura
Dum véu de noiva, que entra numa igreja.

Cada manhã é uma hilaridade,
Um delirio nas flores orvalhadas!
E do Oriente a rósea claridade
Se reflecte nas ondas azuladas.

Mas, que mago pincel nos pintaria
Seu pôr do sol, quando no mar se crava?
E quem pode cantar toda a magia
Das belas noites da formosa Brava?

Quando a lua surgindo atrás dos montes
Venerandos nos mudgos seculares,
Dilata numa glória os horizontes
Como a Hóstia se eleva nos altares.

E há nos vales mistérios deslumbrantes,
Luz e sombras, perfumes e cicio...
Quem sabe se das flores ou d'amantes?...
Oh! Os mistérios dum luar sombrio!...

Ou quando o azul escuro das campinas
Do céu esmaltam multidões de estrelas
Brilhando como flores diamantinas
Fulgentes, palpitantes... Noites belas!...

Jardim de Cabo Verde! Paraiso,
Onde os olhos abrindo à luz primeira,
De minha mãe num beijo e num sorriso
Bebi o amor duma existência inteira!

Nós entramos na vida embevecidos
Na infinita doçura desses beijos...
Passa a infância... e após anos decorridos,
SaÍmos... devorados de desejos!

Oh minha terra!... Exausto da romagem,
Só no teu seio encontro algum descanso!
És o oásis florido, a branda aragem
Do meu deserto, o plácido remanso!...

E eu que vaguei errante pelo mundo,
Sem ter nenhum amor, nenhem esteio...
Quando a ti fôr, cansado e moribundo,
Abre-me, ó patria, o carinhoso seio!

Dá-me um cantinho teu no cemitério,
À sombra dessas flores que amei tanto...
E onde talvez, da Morte no mistério,
Eu goze ainda teu sublime encanto!...


AO PARTIR! (no alto mar)

Bem vês , sou como a flâmula ondulante
Que a hoste impele, e para trâs acena!
(Teófilo Braga - Tempestades sonoras - A pérola d'Ofir)


Vou partir, vou deixar-te! E novamente
Seguir o rumo duma estrela infausta!
Sinto de forças a existência exausta,
Erma, vazia de ilusões a mente!

Onde vou? Não o sei. Pergunta à onda
Que segue e embala meu baixel funéreo,
Donde vem, onde vai... e o seu mistério
No fundo abismo azul ou verde sonda.

Ave estrangeira, erguera o vôo errante,
Mal ferido d'amor e de saudade...
E vim buscar a paz na soledade,
Deixando a cause de meu mal distante.

Mas ai! A estrela, que meus passos guia...
Mas este mal, que me devora a vida...
É estrela, que não pode ser vencida!
É mal, que nem a morte curaria!

Morro d'amor, estrela de martírio
Do que a Tristeza acalentou no seio,
Do que nasceu poeta - e ao mundo veio
Como à torva corrente vai um lírio...

Foi meu primeio amor - primeiro beijo
Do fogo ardente ao mármore gelado!
D'alaúde fremente dedilhado
O som primeiro e derradeiro arpejo!

Sofri... Oh! Quem pudera dizer quanto
Pôde conter um peito d'amargura,
Quando após ledo sonho de ventura
Se desperta na dor, desfeito o encanto!...

Alfim venci o meu amor perverso!
Do férreo jugo de paixão traidora
Descativei o coração, embora
Ficasse em ondas de tristeza imerso!

E triste, solitário, eu vinha errante
Buscando em vão a estrela da esperança,
Quando súbito vi, gentil criança,
Abrir-se o céu num teu olhar radiante!

E agora vou deixar-te e novamente
Seguir o rumo duma estrela infausta...
Tendo de forças a existência exausta,
Erma, vazia d'ilusões a mente!...

E partir, é perder-te... Quantas penas
Sobre a pena cruel da despedida!...
E não mais te verei talvez na vida,
Ai! Flor, que um dia me sorriste apenas!

Bem hajas-tu, porém! O sonho é findo,
Mas fica dele o recordar celeste...
Assim, a branca flor que tu me deste, 
De teu rosto me lembra o encanto lindo!

A vida é só sofrer... mas breve passa!
O amor é céu na terra... e tão formoso!...
Que vale a vida inteira ante este gozo
Que num momento a eternidade abraça?...

Vou partir... vou de novo à soledade,
Buscar a paz ao coração revolto!
Mas o olvido... não mais! Oh anjo! Eu volto
​Novamente aos abismos da saudade...

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Structure de Poesias

Album
  • Sombras e luz
  1. À beira-mar
  2. A madrugada
  3. Queixumes
  4. Delírios
  5. Fiat lux!...
  • A um amor perfeito
  • Lembrança
  • Um anjo no purgatório
  • Duas rosas
  • A Emília
  • Amélia
  • A uma açucena
  • Eu quisera...
  • No campo
  • As três irmãs
  • Tristeza (Mafra - 1867)
  • A um pai
  • Bem vinda!
  • Virgínia
  • Malmequer nos cabelos
  • Reparo
  • Sempre!
  • A uma leitora
  • Felicitação
  • Anelos
  • Salmos do amor
  • Saudades
  • Enleio
  • O poeta
  • Ao florir da sua 15.a primavera
  • Maselina
  • Gratia plena
  • A missão
  • Esperança
  • A liberdade
  • Rei João
  • A uma esquiva
  • Súplica
  • A um homem de coração
  • Hino
  • Por ti
  • Um anjo
  • mais
  • Último canto
  • Parabens
  • O beijo
  • A virgem de Rafael
  • Na valsa
  • Regina
  • Folha perdida
  • Brinde
  • Impossível
  • Abismos
  • A uma criancinha morta
  • A ausência de Délia
  • Uma flor dentre o gelo
  • A um homem mau
  • Amar, sofrer
  • O despertar
  • Á morte de minha irmã


Crepúsculos
  • A minha mãe
  • Ao partir (Boa Vista - Maio de 1876)
  • Não! (Sal - Junho de 1876)
  • No Álbum (Sal - Junho de 1876)
  • Cismando (São Vicente - Junho de 1876)
  • Deus (São Nicolau - Agosto de 1876)
  • No Átrio do hospital I-IV(Praia - Nov' de 1876)
  • O canto da Madrugada (Praia - Dez' de 1876)
  • Neve na primavera (Brava - Jan' de 1877)
  • Madalena (Brava - Fev' de 1877)
  • O velho Cristo (Brava - Fev' de 1877)
  • A noite seguinte (Praia - Fev' de 1877)
  • Deixa sonhar (Praia - Junho de 1877)
  • Pálida (Praia - Agosto de 1877)
  • Desesperança (Praia - Setembro de 1877)
  • No hospital (Praia - Nov' de 1877)
  • A um morto
  • Sem culpa...
  • Esparsas
  • Como eu amo
  • Cambiantes
  • Perdão!
Aurora e crepúsculo
  • A ilha Brava
  • Flor efémera
  • Os noivos
  • Uma resposta
  • Violeta
  • Quadro
  • Aurora e crepúsculo
  • Souvenir
  • As mães
  • Encontro
  • Confidência
  • Estrela vespertina
  • Depois da tempestade
  • Tempestades da vida
  • Jean Valgean
  • O cavalo do hospital
  • Soneto
  • O salgueiro
  • A Mademoiselle
  • O que eu desejava ser!
  • Um almoço!...
  • Soneto a S. Guilherme
  • A sede
  • Um jantar em casa do padre João
  • Nise
  • Esta farsada

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Bibliographie


Editions posthumes et rééditions:

  • Contos e bosquejos, s.l.: Pedro Cardoso Livraria, 2016, 163 p., 24 cm.
  • "A ilha Brava", in Erica Antunes Pereira / Maria de Fátima Fernandes / Simone Caputo Gomes (org.), Cabo Verde, 100 poemas escolhidos, Praia: Ed. Pedro Cardoso, 2016, p. 14-15
  • Contos singelos e outros textos, Porto: Sombra pela cintura (SPC), 2013, 225 p., 23 cm. (éd. Francisco Topa / Tânia Solano Ardito)  (web - pdf)
  • "A um pai", Artiletra: revista de educação, ciência e cultura, ano XXII, n° 114-115 (01-03/2013), p. 2
  • Memórias dum pobre rapaz: romance, Praia: Instituto da Biblioteca nactional e do livro, 2007, 158 p., 21 cm. (préf. Manuel Brito-Semedo)
  • Arnaldo França (ed.), Antologia da ficção cabo-verdiana: vol. I - Pré-Claridosos, Praia: AEC Edições, 1998 (réédition 2017):
  1. "Nhô José Pedro (in A voz de Cabo Verde, 1913)", p. 79-91
  2. "Memórias de um rapaz pobre: extractos (in A voz de Cabo Verde, 1913)", p. 93-100
  • Poesias, [Praia]: Instituto cabo-verdiano do livro e do disco, 1996, 211 p. , 21 cm. (préf. d'Arnaldo França): plus de 120 poèmes écrit de 1867 (Mafra) à septembre 1875 d'après un carnet manuscrit écrit en 1880.
  • "O sonho (Memórias dum doido)" (conte), A voz de Cabo Verde  (Praia), n° 228 (24/01/1916), p. 3; n° 230 (07/02/1916), p. 3; n° 231 (14/02/1916), p. 3; n° 232 (21/02/1916), p. 3 et n° 233 (01/03/1916), p. 3
  • "Os intrujões: estudo crítico por Venceslau Policarpo Banana" (chronique), A voz de Cabo Verde (Praia), n° 224 (27/12/1915), p. 3 et n° 227 (17/01/1916), p. 3
  • "Memórias dum rapaz pobre" (roman), A voz de Cabo Verde  (Praia), n° 105 (18/08/1913), p. 4; n° 106 (25/08/1913), p. 4; n° 107 (01/09/1913), p. 4; n° 108 (08/09/1913), p. 6; n° 113 (13/10/1913), p. 4; n° 114 (20/10/1913), p. 4; n° 115 (27/10/1913), p. 4; n° 116 (03/11/1913), p. 4; n° 120 (01/12/1913), p. 4; n° 122 (15/12/1913), p. 4; n° 123 (22/12/1913), p. 4; n° 125 (05/01/1914), p. 4; n° 128 (26/01/1914), p. 4; n° 129 (02/02/1914), p. 4; n° 130 (09/02/1914), p. 4; n° 131 (16/02/1914), p. 4; n° 133 (01/03/1914), p. 4; n° 135 (16/03/1914), p. 3; n° 136 (23/03/1914), p. 4; n° 137 (30/03/1914), p. 4; n° 138 (06/04/1914), p. 4; n° 139 (13/04/1914), p. 4; n° 140 (20/04/1914), p. 4; n° 142 (04/05/1914), p. 4; n° 143 (11/05/1914), p. 4; n° 144 (18/05/1914), p. 4; n° 146 (01/06/1914), p. 4; n° 147 (08/06/1914), p. 4; n° 150 (29/06/1914), p. 4; n° 151 (06/07/1914), p. 4; n° 153 (20/07/1914), p. 4; n° 154 (27/07/1914), p. 4; n° 161 (14/10/1914), p. 3; n° 162 (21/09/1914), p. 3; n° 163 (28/09/1914), p. 3; n° 164 (05/10/1914), p. 3; n° 169 (09/11/1914), p. 3; n° 170 (16/11/1914), p. 3; n° 173 (07/12/1914), p. 3; n° 178 (11/01/1915), p. 3; n° 180 (25/01/1915), p. 3; n° 181 (01/02/1915), p. 3; n° 185 (01/03/1915), p. 3; n° 186 (08/03/1915), p. 3; n° 187 (15/03/1915), p. 3; n° 188 (22/03/1915), p. 3; n° 190 (05/04/1915), p. 3; n° 191 (12/04/1915), p. 3; n° 192 (19/04/1915), p. 3; n° 193 (26/04/1915), p. 3; n° 194 (03/05/1915), p. 3 et n° 195 (10/05/1915), p. 3
  • "Nhô José Pedro ou cenas da Ilha Brava" (conte), A voz de Cabo Verde  (Praia), n° 78 (10/02/1913), p. 4; n° 79 (17/02/1913), p. 3; n° 80 (24/02/1913), p. 3; n° 82 (10/030/1913), p. 4; n° 84 (24/03/1913), p. 3; n° 85 (31/03/1913), p. 4; n° 86 (07/04/1913), p. 4; n° 89 (28/04/1913), p. 4; n° 90 (05/05/1913), p. 4; n° 91 (12/05/1913), p. 4; n° 92 (19/05/1913), p. 4; n° 93 (26/05/1913), p. 4 et n° 96 (16/06/1913), p. 5; partiellement réédité dans Félix Monteiro, "Páginas esquecidas de Guilherme Dantas", Raízes  (Praia), n° 21 (1984), p. 155-164
  • "Bosquejos dum passeio ao interior da Ilha de Santiago" (récit), A voz de Cabo Verde  (Praia), n° 22 (15/01/1912), p. 2, n° 23 (22/01/1912), n° 25 (05/02/1912), p. 2, n° 26 (12/02/1912), p. 2, n° 27 (19/02/1912), p. 3, n° 29 (04/03/1912), p. 2, n° 30 (11/03/1912), p. 3, n° 31 (18/03/1912), p. 4, n° 34 (08/04/1912), p. 3, n° 36 (22/04/1912), p. 3, n° 39 (13/05/1912), p. 5, n° 41 (27/05/1912), p. 3, n° 42 (03/06/1912), p. 3, n° 43 (10/06/1912), p. 3, n° 44 (17/06/1912), p. 5, n° 45 (24/06/1912), p. 3, n° 46 (01/07/1912), p. 3, n° 49 (22/07/1912), p. 3, n° 52 (12/08/1912), p. 3, n° 54 (26/08/1912), p. 3, n° 56 (09/09/1912), p. 3, n° 61 (14/10/1912), p. 3, n° 62 (21/10/1912), p. 3 et n° 63 (28/10/1912), p. 5
  • "A Mademoiselle (traduzido de Alfredo de Musset)", Revista de Cabo Verde, n° 5 (04/1899), p. 8
  • "Souvenir", Revista de Cabo Verde, n° 4 (04/1899), p. 8
  • "Caboverdianos illustres", Revista de Cabo Verde, n° 1 (01/1899), p. 13-15: article contenant les poèmes "Soneto", "Resposta" et "Flor ephemera"
  • G.A.C.D. / Luís Medina e Vasconcelos, "Um jantar em casa do Padre João" (poème), in Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1890. Supplemento, Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira, 1889, p. 110-111; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n° 231, p. 256-257
  • Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1890, Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira, 1889rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014)
  1. "O que eu desejava ser!..." (poème), p. 156; 2012, n° 211, p. 235-236
  2. "Estrela vespertina" (poème), p. 379-380; 2012, n° 224, p. 250
  3. "Fragmento do poema O salgueiro  de A. Musset" (traducção), p. 379-380 (?)
  • "Resposta", Revista de Cabo Verde, n° 1 (1889), p. 15
  • "Confidência" (poème), in Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1889, Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira, 1888, p. 228; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n° 189, p. 207 


Du vivant de l'auteur:

  • "Encontro" (poème), in António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.), Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1888. Supplemento, Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira, 1887, p. 70; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n° 180, p. 200-201
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1888, Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira, 1887rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "Jean Valgean" (poème), p. 146; 2012, n° 172, p. 193-194
  2. "A sêde" (poème), p. 380; 2012, n° 176, p. 197
  • "Soneto", in António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1887. Supplemento, Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1887, p. 155-156; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n° 170, p. 191
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),  Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1887, Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1886 (?); rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "Souvenir" (poème), p. 163; 2012, n°163, p.183-184
  2. "As mães" (poème), p. 186; 2012, n°164, p. 184-185
  3. "A ilha Brava" (chronique), p. 373-375; 2012, n° 166, p. 186-188
  • "O cavalho do hospital", in António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1886. Supplemento, Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1886, p. 155-156; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n° 162, p. 181-183
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1886, Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1885rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "Aurora e crepúsculo" (poème), p. 300; 2012, n°155, p. 175-176
  2. "Soneto a S. Guilherme" (poème), p. 444; 2012, n°158, p. 177
  • "Quadro" (poème), in António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1885, Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1884, p. 312; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n°149, p. 169
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1884, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1883rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "Um almoço!..." (poème), p. 60; 2012, n°137, p. 159
  2. "A um pae" (poème), p. 125; 2012, n°140, p. 161
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1882, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1881rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "A noite seguinte" (poème), p. 68; 2012, n°125, p. 146
  2. "Invocação a minha mãe oferecendo-lhe os meus versos" (poème), p. 181; 2012, n° 127, p. 149
  • "A morte de D. João: memórias do hospital" (conte), A imprensa, orgõ do commercio, industria e agricultura das colonias portuguezas, Praia: n/a, n° 52 (23/06/1881), p. 1-2 et n° 54 (07/07/1881), p. 1-2 
  • "Amor! Ai! Quem dera" (conte), A imprensa, orgõ do commercio, industria e agricultura das colonias portuguezas, Praia: n/a, n° 44 (28/04/1881), p. 1-2
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1881, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1880rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "Supplica. Da carteira de um doido", p. 12; 2012, n°107, p. 131
  2. "Violeta (madrigal circular), p. 277; 2012, n°119, p. 142
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1880, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1879rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "Supplica!" (poème), p. 12-13; 2012, n° 100, p. 124-125
  2. "Duas roas (madrigal)", p. 277; 2012, n°106, p. 130
  • "Eu quizera..." (poème), in António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1879, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1878, p. 239; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n°94, p. 120
  • "Desgraçado nariz! (Fragmento duma cena cómica, inédita)", in António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1877, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1876, p. 231-232; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n° 79, p. 107
  • "Milho falante" (chronique), in António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1876, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1875, p. 290-291; rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n° 72, p. 99-100
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1875, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1874rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "Regina" (poème), p. 193; 2012, n°61, p. 90
  2. "A cidade da Praia de Cabo Verde" (chronique), p. 262-263; 2012, n°64, p. 91-92 
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1874..., Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1873rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. "O dinheiro em Cabo Verde" (chronique), p. 123-124; 2012, n° 54, p.85
  2. "Reparo" (poème), p. 330; 2012, n° 56, 86
  • "Frei José e o diabo", in Alexandre Magno de Castilho (dir.), Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1872..., Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1871, p. 152-154; rééditionAlmanaque de lembranças luso-brasileiro. Presença cabo-verdiana, vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014), n° 45, p. 74-75
  • Contos singellos, Mafra (Portugal): Typographia Mafrense, 1867, 96 p., 16 cm.

Oeuvres disparues

  • Noites de Cabo Verde (poesia): publicité faite dans le Boletim official do Governo geral da pronvincia de Cabo Verde, le 29 mai 1886, p. 122
  • Embryões, pequena bibliotheca de Cabo Verde por Guilherme da Cunha Dantas: publicité faite dans le Boletim official do Governo geral da pronvincia de Cabo Verde, le 11 octobre 1884, p. 210

Attributions possibles:

  • "Um requerente", Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1872, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1871, p. 261: signé J. A. da Cunha (Cabo Verde)
  • "As muralhas de Jericó", Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1870, Lisboa: Typ. Lallemant Frères, 1869, p. 261: signé L. A. da Cunha (Cabo Verde)

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Etudes critiques - Articles


  • ​"Eurídice Monteiro descreve Contos e Bosquejos  como livro extraodinário", site Libraria Pedro Cardoso, 20/02/2018  (web)
  • ​"Esquina do tempo: Guilherme Dantas, escritor com obre completa", Expresso das Ilhas, n° 790 (18/01/2017) (web)
  • Tânia Solano Ardito, Nos primórdios da literatura em Cabo Verde: a prosa menor de Guilherme da Cunha Dantas  (mémoire de maîtrise), Porto: Université de Porto, 16/10/2013, 212 p.  (web)
  • Manuel Ferreira, "A propósito de duas obras: O escravo  e Contos singelos, dois autores: José Evaristo de Almeida e Guilherme Dantas, fundadores da ficção cabo-verdiana", in Simpósio internacional sobre cultura et literatura cabo-verdiana  (Mindelo, 1986), Praia: Instituto da Biblioteca nacional e do livro, 2010, p. n/a
  • Francisco L. da Silva, "Lembrando Guilherme Dantas", Notícias, ano II, n° 20 (1989), p. 5
  • Félix Monteiro, "Páginas esquecidas de Guilherme Dantas", Raízes  (Praia), n° 21 (1984), p. 123-192
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1890, Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1889 (rééditionAlmanaque..., vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014): 
  1. Africana, "Guilherme Dantas", p. 270-271; 2012, n° 217, p. 241
  2. Hipólito Olímpio da Costa Andrade, "Guilherme Dantas", p. 139-142; 2012, n° 210, p. 232-235
  • António Xavier Rodrigues Cordeiro (dir.),​ Novo almanach de lembranças luso-brazileiro para o anno de 1889. Supplemento, Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1888 (rééditionAlmanaque de lembranças luso-brasileiro. Presença cabo-verdiana, vol. I (1851-1900), Praia: IBNL, 2012 (reprint: 2014):
  1. José Lopes da Silva, "Guilherme Dantas", p. 151-153; 2012, n° 207, p. 228-229
  2. J.S.A., "Guilherme da Cunha Dantas", p. 91-94; 2012, n° 205, p. 222-224
  • Eugénio Tavares, "Guilherme Dantas", Revista de Cabo Verde, n° 12 (08/1899), p. 9-10
  • Eugénio Tavares, "Caboverdianos illustres: Guilherme Dantas", Revista de Cabo Verde, n° 1 (01/1899), p. 13-15
  • Luis de Camões, "n/a", Echo de Cabo Verde  (Praia), n° 10 supplément (1889), p. n/a
  • Hipólito O. da Costa Andrade, "Guilherme Dantas", Boletim official do Governo geral da provincia de Cabo Verde  (Praia), n° n/a (07/04/1888), p. 64-65

Contos singelos

​Mafra - 1867

Poesias

​Praia - 1996

Memorias dum rapaz

Praia - 2007

Contos e bosquejos

Lisboa - 2016