Manuel dos Santos LOPES
​(1907 - 2005)

Biographie

Manuel dos Santos Lopes est un auteur de fictions, de poésies et d’essais, né le23 décembre 1907 à Campinho, sur l'île de São Nicolau, au Cap-Vert. Il meurt le 25 janvier 2005 à Lisbonne, au Portugal.
A peine né, sa mère déménage à Mindelo (où nombre de gens pensent qu'il est né, car il y est baptisé à l'âge de deux ans, dans la paroisse de Nossa Senhora da Luz. Il réside en fait à quelques kilomètre de Mindelo, sur le site de Mato Inglês. A la suite du décès de son père, il part en 1920 pour Coimbra avec sa mère, où il fait ses études secondaires jusqu'en 1923, au Collège São Pedro, puis à l’École commerciale.
Il rentre alors au Cap-Vert et entre au lycée de Mindelo, mais il n'achève pas son cursus et finalement travaille dans une compagnie anglaise, la Western Telegraph Company, à l'âge de 16 ans, puis dans l'Italcable. Dans le même temps, en 1936, il fonde la revue Claridade  en compagnie de Jorge Barbosa et Baltasar Lopes da Silva. En 1940, il part pour l'île de Santo Antão sur laquelle il devient agriculteur, mais la Seconde Guerre mondiale qui sévit et la sécheresse particulièrement dure font de cette époque une période extrêmement difficile qui marquera tout son œuvre à venir. Il finit par revenir à Mindelo où il devient trésorier de la Câmara municipal. En 1944, il réintègre la Western Telegraph Compagny situé à Faial, et part donc pour les Açores, où il vit jusqu’en 1956. Il rejoint alors la ville de Cascais, au Portugal, à une trentaine de kilomètres de Lisbonne.
Amateur de peinture, il s'adonne également à cet art et réalise des expositions individuelles aux Açores et au Portugal.

Il occupe le siège n° 20 des Patronos / Imortais da Academia Cabo-verdiana de Letras, fondée en 2013.

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Oeuvre littéraire

Manuel Lopes est l'un des fondateurs de la littérature capverdienne moderne et l'un des créateurs, avec Baltasar Lopes da Silva et Jorge Barbosa, de la revue Claridade, en 1936, et l'auteur de trois oeuvres majeures de la littérature capverdienne: Chuva braba  (1956), O galo cantou na Baía  (1959) et Os flagelados do vento leste  (1960).
Il a rédigé ses textes en portugais, utilisant souvent des expressions créoles, et a été traduit en plusieurs langues dont le français, l'italien ou encore l'ukrainien.
Il a collaboré avec de nombreux journaux au Cap-Vert (Notícias de Cabo Verde, O eco de Cabo Verde, Ressurgimento, Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, O arquipélago...), aux Açores (Boletim do núcleo cultural da Horta) et au Portugal (Novo almanaque de lembranças luso-brasileiro, Atlântico, O mundo português, Actividades, Estudos ultramarinos...).

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O galo cantou na baía
Guarda Toi não tinha sono essa madrugada. Quem ignora que a inspiração tira o sono como qualquer dor? Como, por exemplo, e segundo a comparação do próprio Toi, a dor do parto. Uma inquietação que ele bem conhecia formigava-lhe no espírito, coisa parecida com a inspiração. Mas era inspiração mesmo, uma irreprimível vontade de fazer algo, de se dar. Todo o mundo sabia que o guarda de Alfândega, Toi, era "mornador" brabo, e as mornas que inventava eram dançadas e cantadas com entusiasmo nos bailes nacionais, menos de uma semana depois de nascidas.
Toi tinha uma equipa de propaganda e divulgação bem instruída, composta quase toda de colegas. Morna nova de Toi era coisa boa, "sabe coma mel, pra todo o mundo", como gostava de dizer a Salibânia, da Rua de Coco ...
 A estrada marginal refresca a caixa de pensar. Lá na sua – porque Toi tinha ideias fixas que ele chamava de filosofia – ficara assente que a morna veio do mar. Como Vénus (imagem colhida num tal Alcindo que fazia parte dum grupo literário), surgiu pura e nua das espumas do mar, e também como Vénus, é a protectora do amor porque foi à sua sombra que os nossos avós armaram casamento e o farão também os filhos dos nossos filhos, afirmara Toi, como evidente eloquência, num baile nacional do Tolentino. Foi ali que Jack de Inácia repontou dizendo que não sabia o que é que ele queria dizer com esta história de Vénus e outras, que de Vénus só conhecia uma coisa de borracha que chamavam camisa e que vendiam na farmácia. Os companheiros falavam das basófias do Toi, convencidos de que estas e outras ideias e algumas palavras difíceis não eram de sua lavra. Transmitia-as tal qual as ouvia, para espantar a malta. Mas não deixavam de ser seus amigos por isso, pois era um bom compincha. Nunca acrescentou, todavia, qualquer justificação à convicção de que foi na ilha da Boavista, entre os pescadores, que nasceram as primeiras toadas rítmicas e queixosas da morna – razão, acres - centava, por que a morna tinha a cadência de remo na forqueta, e embalava os pares, na sala, como o bote embalava os pescadores no mar da costa. --Foi para esquecerem as horas que os pescadores arranjaram uma cantilena ao ritmo do balanço do bote. Vão lá tirar razão ao Toi com provas que sim ou que não numa terrazinha pobre onde não havia documentação sobre nada do passado, como se o passado das gentes e das ilhas não tivesse importância nenhuma! Quem nada tem todo o mundo é seu – não é assim que a gente costuma dizer? – o que pode significar que quando não há documento sobre sim ou não de uma coisa, o sim ou o não pode constituir prova suficiente em si, isto é, todo o bicho-careta pode agarrar umas das duas opiniões sem deixar de ter a verdade na mão. "Porquê que havia de ser os pescadores de Boavista e não outros?" "Ora essa! Porque não? Se vocês querem saber tratem de indagar..." Lógico. Mas Toi tinha outras opiniões mais graves. Um dia gritou para todo o mundo ouvir, ali no reservado da Salibânia: “Ouvi uma conversa que me entrou na cabeça e daqui não sai. Porque é mesmo assim. Pois fiquei sabendo que a morna é mais antiga que o tango. E tango tem alguma coisa que ver com os nossos antigos emigrantes na Argentina. Eu por mim afirmo, de alma e coração, que o tango veio da nossa morna.“ Ai, ai, guarda Toi metido em cavalarias altas. "Mas ó Toi..." "Aqui não tem discussão. Quem quiser saber trate de indagar..." Toi era guarda, podia livrar um de uma enrascadela, de modo que era melhor deixar tudo como ele dizia ...
Gostava dessas nocturnas e solitárias deambulações – um pouco puxado por hábito profissional – e a Pontinha prestava-se para aliviar a caixa do juízo depois da meia fusca com que deixara a festa de guarda-cabeça em casa do compadre Severino, no Alto-de-S. Nicolau. Mas o que se estava a passar com o Toi essa madrugada não se relacionava já apenas com o grogue bebido no Severino. Havia nele uma euforia que opunha tonto e confuso e o fazia sofrer. Do mesmo modo, uma inquietação muito doce parecia suspendê-lo no ar e assobiava-lhe harmonias musicais cadenciadas ao ouvido. Era assim o "estado de transe" de Toi. Nesses momentos angustiosos qualquer coisa crescia no seu espírito a forçar uma saída. A válvula de escape dava passagem a umamorna. Morna de Toi.
A última que fez entusiasmou deveras. Título pirandélico: "Sôdade ô non". Quem faz "Sôdade ô non" tem destino traçado. Foi depois dum baile no Tolentino, na madrugadinha, durante o passeio solitário para os lados da Cova da Inglesa, com o vento do mar abater-lhe na cara e as ondas fosforescentes ali a dois passos rebolando na areia invisível, "como Vénus na sua luminosa aparição, parte onda parte mulher... ou meia morna".
"Digo e torno a dizer a vocês que morna veio do mar, cada vez tenho mais a certeza. Toada de morna é toada de mar. Minhas mornas têm um gostinho salgado – dizem – pois se é lá no mar onde nascem que as vou buscar ..." Basofe, mas mornador quente – dizia Jack da Inácia. E Teodora mordia Toi na nuca, sadicamente, porque gostava das mornas que ele fazia. E lá veio a explicação. Foi num piquenique, e Toi tinha dois grãos na asa: "Sou como bicho fêmea grávida. Quando sinto que estou para "ter" morna, procuro sombra. E sombra com mar diante. Só com mar diante..."


Manuel Lopes, Galo cantou na Baía e outros contosLisboa: Caminho, 1998, p. 15–17

Structures de Galo cantou na baía (1998)

  • Apresentaçõ do Autor, p. 9
  • "Galo cantou na Baía", p. 13
  • "O Jamaica  zarpou", p. 51
  • "As férias do Eduardinho", p. 83
  • "No terreiro do bruxo Baxenxe", p. 115
  • "So sim  da Rosa Caluda", p. 129
  • "Ao desamparinho", p. 183
  • Glossário, p. 211

Bibliographie


Oeuvres

  • Chuva Braba, Praia: IBNL, 2018, n/a p. (coll. Os clássicos)
  • Os flagelados do vento leste, Lisboa: Nova Vega, 06/2017, 222 p., 23 cm. (coll. Palavra africana)
  • (IT) I flagellati del vento dell'est, Roma: Gruppo Albatros Il Filo, 2010, 239 p.
  • O verbo contido - poesia até aqui, São Paulo: Ática / Siciliano, 2002, 190 p., 21 cm. (coll. Maranhão sempre)
  • Galo cantou na Baía e outros contos, Lisboa: Editorial Caminho, 04/1998, 212 p., 22 cm. (coll. Uma terra sem amos, n° 91)
  • Chuva braba: romance, Lisboa: Editorial Caminho, 1997, 197 p., 22 cm. (coll. Uma terra sem amos, n° 83); rééditions: 04/2001, 2007
  • Falucho ancorado: poesias, Lisboa: Cosmos, 1997, 128 p., 23 cm. (coll. Poesia - pref. Alberto Carvalho)
  • (FR) Les victimes du vent d'est, Saint-Maur: Ed. Sépia / Praia: ICLD, 1996, 250 p. (trad. française Marie-Christine Hanras / Françoise Massa)
  • (GB) Rosendo Evora Brito, Translation of the Cape Verdean Novel  Chuva Braba (Wild Rain), Kingston (US): University of Rhode Island, 1993, 264 p. 
  • Os flagelados do vento leste, Lisboa: Nova Vega, 1991, 239 p., 21 cm. (coll. Palavra africana); réédition: 2001
  • (?) (IT) Manuel Lopes: solitudine e "naufrágio", Lecce (IT): Universitá di Lecce, 1991, 3 p.
  • Os flagelados do vento leste, São Paulo: Editora Ática - Circulo do livro, 1986, 232 p. 
  • O galo cantou na Baía, Lisboa: Edições 70, 1984, 184 p., 22 cm. (coll. Autores de Cabo Verde, n° 2)
  • Chuva braba, Lisboa: Edições 70, 1982, 166 p., 22 cm. (coll. Autores de Cabo Verde, n° 1): rééditions: 1985, 1988
  • Os flagelados do vento leste, São Paulo: Editora Ática, 1979, 271 p., 21 cm. (coll. Autores africanos, n° 2)
  • (UA) Chuva braba / Os flagelados do vento leste, Kiev (Ukraine): Dniepr, 1977, 370 p., 21 cm. (coll. Série de belles lettres Dniepr / trad. ucrainienne Victor Choukun)
  • (?) Ofício no escuro, São Luís (Brasil): Edições Sioge, 1977, 50 p., 23 cm.
  • Chuva braba, Lisboa: Club português do livro e do disco, 1974, 190 p., 21 cm. (coll. Romances do nosso tempo)
  • Considerações sobre as personagens de ficção e seus modelos, Lisboa: s.n., 1973, 18 p., 24 cm. (Sep. Comunidades portuguesas, n° 29)
  • Os flagelados do vento leste, Lisboa: Edições 70, 1972, 216 p., 22cm. (coll. Autores de Cabo Verde, n° 3); réédition: 1985
  • (?) Colonato do Limpopo: aspectos sociais do povoamento  (mémoire de licence), Lisboa: Universidade técnica de Lisboa, 1968, 538 p.
  • Chuva braba, Lisboa: Editora Ulisseia, 1965, 258 p. (coll. Atlântida, n° 14)
  • Crioulo e outros poemas, Lisboa: s.n., 1964, 88 p., 20 cm.
  • Os flagelados do vento leste, Lisboa: Ulissea, 1960, 266 p., 21 cm. (coll. Atlântida, n° 12 / Prémio Meio milénio do achamento das ilhas de Cabo Verde 1960)
  • O galo cantou na Baía.... e outros contos cabo-verdeanos, Lisboa: Orion distribuidora, 1959, 220 p., 20 cm. (coll. Hoje e amanhã, n° 1 / Prémio Fernão Mendes Pinto 1959))
  • Chuva braba: novela cabo-verdiana, Lisboa: Instituto de cultura e fomento de Cabo Verde, 1956, 310 p., 20 cm. (Prémio Fernão Mendes Pinto - 1956)
  • Os meios pequenos o a cultura  (palestra proferida em 1950 na cidade da Horta), Horta (Açores): Tipografia Hortense, 1951, 56 p.
  • Poemas de quem ficou, Horta (Açores): Tipografia Hortense, 1949, n/a p.
  • Paúl: descrição de um vale  (crónica), Mindelo: Sociedade de tipografia e publicidade Lda, 1932, 29 p., 19 cm.
  • Colar de pérolas: cintilações, Lisboa: Henrique Torres, 1923, n.p., 20 cm.
Périodiques
  • "Naufrágio", Latitudes: la diaspora capverdienne en France, n° 32 (04/2018), p. n/a
  • Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XIII, n° 66 (02-03/2005):
  1. "Écran", p. 3
  2. "Cais", p. 3
  3. "Solilóquio junto do mar parado: I - III", p. 3
  • "Parentesis", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano IX, n° 34-35 (06-07/2000), p. 41
  • "Do meu paicevismo", A semana, ano IV, n° 158 (1994), p. 10
  • "Parentesis: Eugénio Tavares poeta de amor e de saudade", Artiletra: jornal de intercâmbio cultural, ano III, n° 16-17 (1994), p. 9
  • "Porto Novo (extraido do romance Chuva Braba)", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano III, n° 9 (05/1988), p. 41
  • "Desordenar para libertar", Cadernos de biblioteconomia, arquivística e documentação, n° 1-2 (1988), p. 1-34
  • M.L. / Baltasar Lopes, "No cinquentenário de Claridade", ICALP: revista do Instituto de cultura e língua portuguesa, n° 10 (1987), p. 128-131
  • "Espanha pretende estar mais presente em África", África hoje, n° 10 (03/1986), p. 6-7
  • "Cebola branca: uma stória da ilha de S. Vicente", Colóquio / Letras  (Lisboa), n° 52 (11/1979), p. 50-56
  • "Notas sobre o emigrante cabo-verdiano", Rumo Novo  (Lisboa), n° n/a (25/12/1978), p. 32-35
  • "Considerações sobre as personagens de ficção e seus modelos", Boletim cultural da Guiné portuguesa  (Bissau), vol. XXVIII, n° 110 (1973), p. 213-235; Comunidades portuguesas  (Lisboa), n° 29 (01/1973), p. n/a
  • "Jorge Barbosa e a revista Claridade", Permanência: revista mensal de actualidades ultramarinas, ano I, n° 10 (04/1971), p. 30-31
  • "Cabo Verde perante o futuro", Permanência: revista mensal de actualidades ultramarinas, ano I, n° 7 (11/1970), p. 14-15
  • "A riqueza desta pequena literatura é a medida da pobreza do ambiente que a produziu (entrevista no Diário popular com intelectuais cabo-verdianos - 02/05/1963?)", Cabo Verde: boletim documental e de cultura, vol. XIV (nova fase), n° 10-12 / 166-168 (07-09/1963), p. 7-11
  • "Na contracosta", Missões, vol. XIV, n° 5 (1961), p. 18-24
  • "Luta braba (capitulo do romance Flagelados do vento leste)", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XI, n° 135 (12/1960), p. 33-36
  • Estudos ultramarinos: literatura e arte, n° 3 (1959),
  1. "Temas cabo-verdianos: Claridade", p. 81-88
  2. "Écran", p. 229-230
  • "O programa da Claridade: era fincar pés na terra cabo-verdiana", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XI, n° 121 (10/1959), p. 7-9
  • "Preenchendo lacunas", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano X, n° 120 (09/1959), p. 4-7
  • "Colóquios cabo-verdianos em Lisboa", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano X, n° 114 (03/1959), p. 6-8
  • "Evocação faialense, os trabalhos em Miolo de Figueira e as miniaturas de Euclides Rosa", Boletim do nucléo cultural da Horta  (Açores), ano I, n° 3 (12/1958) p. 211-216
  • "Apontamentos sobre Cabo Verde e o seu povo", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano X, n° 110 (11/1958), p. 5-7
  • "Notas sobre os modelos literários", Cabo Verde: boletim de propaganda e informão, ano VIII, n° 91 (04/1957), p. 9-13
  • "Uma novela cabo-verdiana: Chuva braba", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 88 (01/1957), p. 30-33
  • "Chuva braba", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 87 (1956), p. 24-26
  • "Uma poema: condição", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VII, n° 79 (1956), p. 25
  • "Sons de viola e cantiga", Cabo Verde: boletim de propaganda e informações, ano VII, n° 77 (1956), p. 17-19
  • "Pintura, pintores e público", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VII, n° 76 (1956), p. 18-19
  • "Carregadeiras de Santo Antão, excerto da novela Chuva braba", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VI, n° 68 (1955), p. 21-23
  • "Emigração e problema de recuperação de mão-de-obra", Boletim geral das colónias, ano XXVI, n° 297 (03/1950), p. 13-24
  • "Psicotécnica e colonização", Boletim geral das colónias, ano XXVI, n° 295 (01/1950), p. 3-12
  • Claridade: revista de arte e letras, n° 7 (12/1949):
  1. "Vozes", p. 1
  2. "As férias do Eduardinho", p. 2-16
  • "Poemas cabo-verdianos", Atlântico: revista luso-brasileira, nova série, n° 4 (1947), p. 34-37
  • Claridade: revista de arte e letras, n° 4 (01/1947):
  1. "O Jamaica  zarpou (do romance Terra viva)", p. 2-11
  2. "Consummatum", p. 14
  • "Poema de quem ficou", Claridade: revista de arte e letras, n° 3 (03/1937), p. 1
  • "Um galo que cantou na baía...", Claridade: revista de arte e letras, n° 2 (08/1936), p. 2-3 et 9
  • Claridade: revista de arte e letras, n° 1 (03/1936):
  1. "Écran", p. 4 et 7
  2. "Tomada de vista", p. 10
  • "A poesia de Cabo Verde: nocturno", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. III, n° 26 (1934-1947), p. 51-52
  • "Paúl e o turismo", Ressurgimento, ano I, n° 10 (1934), p. 1-2
  • "Indiferença", Ressurgimento, ano I, n° 6 (1934), p. 1-4
  • "A crise agrícola em Santo Antão", Notícias de Cabo Verde: semanário regionalista independente, ano III, n° 50 (1933), p. 3
  • "Parentesis: a imperatriz", Notícias de Cabo Verde: semanário regionalista independente, ano III, n° 41 (1932), p. 4
  • "Subindo a Ribeira do Paúl", Notícias de Cabo Verde: quinzen´rio regionalista independente, ano II, n° 30 (1932), p. 3
  • "Fragmento duma carta", in O. Xavier Cordeiro (dir.), Novo almanach de lembranças luso-brasileiro para o ano de 1931, Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1930rééditionAlmanaque..., vol. II (1901-1932), Praia: IBNL, 2013, n° 244, p. 256-258
  • O. Xavier Cordeiro (dir.), Novo almanach de lembranças luso-brasileiro para o ano de 1930, Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1929rééditionAlmanaque..., vol. II (1901-1932), Praia: IBNL, 2013:
  1. "O beijo" (poema), p. II-283; 2013, n° 232, p. 247
  2. "Voz longínqua" (poema), p. II-347; 251-252
  • O. Xavier Cordeiro (dir.), Novo almanach de lembranças luso-brasileiro para o ano de 1929, Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1928rééditionAlmanaque..., vol. II (1901-1932), Praia: IBNL, 2013:
  1. "Idolatria" (poema), p. II-131; 2013, n° 212, p. 230-231
  2. "Romanticismo", p. II-308-381; 2013, n° 220, p. 237-238
  • O. Xavier Cordeiro (dir.), Novo almanach de lembranças luso-brasileiro para o ano de 1928, Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1927rééditionAlmanaque de lembranças luso-brasileiro. Presença cabo-verdiana, vol. II (1901-1932), Praia: IBNL, 2013:
  1. "Perdido" (poema), p. II-23; 2013, n° 185, p. 206-207
  2. "Visão da madrugada", p. II-61-62; 2013, n° 186, p. 207-208
  3. "Vida" (poema), p. II-79; 2013, n° 187, p. 208-209
Recueils collectifs - Antologies - Autres
  • Erica Antunes Pereira / Maria de Fátima Fernandes / Simone Caputo Gomes (ed.), Cabo Verde, 100 poemas escolhidos, Praia: Ed. Pedro Cardoso, 2016:
  1. "Caís", p. 46
  2. "Écran", p. 47-48
  3. "Sísifo", p. 49
  • "Galo cantou na Baía", in Silvie Spánková, Literaturas africanas de l'ingua portuguesa I. Antologia de textos literários, Brno (Tchèquie): Masarykova univerzita, 2014, p. 97-98
  • Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XIII, n° 66 (02-03/2005):
  1. Maria Armandina Maia, "Manuel Lopes, a permanente viagem", p. 5
  2. Mário Fonseca, "Uma espécie de oração fúnebre", p. 5
  3. Veladimir Romano, "Planeta Terrace: Manuel Lopes, de Claridoso à fidelidade somática", p. 6
  4. Rui Machado, "Os meus encontros com Manuel Lopes", p. 7
  • Maria João Pinto (ed.), Manuel Lopes: rotas da vida e da escrita, Lisboa: Instituto Camões, 2001:
  1. "Os meios pequenos e a cultura", p. 137-195
  2. "Considerações sobre as personagens de ficção e seus modelos", p. 197-216
  3. "Uma homagem e um apelo", p. 219
  • Carmen Lúcia Tindó Ribeiro Secco (ed.), Antologia do mar na poesia africana de língua portuguesa do século XX, Rio de Janeiro: UFRJ, vol. II: Cap Vert, 1999:
  1. "Solilóquio junto do mar parado", p. 46-48
  2. "Cais", p. 48
  3. "Écran", p. 48-50
  4. "Naufrágio", p. 50
  • (IT) Roberto Francavilla / Maria R. Turano (ed.), Isole di poesia: antologia di poeti capoverdiani, Lecce: Argo, 1999:
  1. "Poesia di chi é rimasto (Poesia de quem ficou)", p. 59
  2. "Creolo (Crioulo)", p. 60
  3. "Molo (Cais)", p. 60-61
  4. "Naufragio (Naufrágio)", p. 61-62
  5. "Solitudine (Isolamento)", p. 62
  • Salvato Trigo (ed.), Matrilíngua: antologia de autores de língua portuguesa, Viana do Castelo: Câmara municipal de Viana do Castelo, vol. II, 1997:
  1. "Naufragio", p. 211
  2. "Crioulo", p. 212
  • (FR) Poésie 94, n° 52 (04/1994):
  1. "Carrefour", p. 86
  2. "Brèche-dent", p. 87
  • (GB) Don Burness (ed.), A Horse of White Clouds. Poems from lusophone Africa, Ohio: Ohio University Press, 1989:
  1. "Crioule (Crioulo)", p. 104-105
  2. "Quay (Cais)", p. 106-107
  • "Apresentação", in Elsa Rodrigues dos Santos, As máscaras poéticas de Jorge Barbosa e a mundividência cabo-verdiana, Lisboa: Caminho, 1989, p. n/a
  • (FR) Contes et récits de l'archipel du Cap Vert, Paris: CILF / Vanves (Hauts-de-Seine): EDICEF, 1988:
  1. "Le coq a chanté dans la baie", p. 15-55
  2. "Le sorcier Bachenche", p. 57-69
  • Lúcia Cechin (ed.), Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe: poesia e conto, Porto Alegre (Brasil): UFRGS, 1986:
  1. "Nocturno", p. 47
  2. "A garrafa", p. 48
  3. "Cais", p. 49
  4. "Crioulo", p. 49
  5. "Nem navio", p. 49
  6. "Libertação", p. 50
  • "Terra de pedra na chom / Terra de pedragais", in Luís Romano (ed.), Contravento. Antologia bilingue de poesia cabo-verdiana, Taunton (MA / USA): Atlantis Publishers, 1982, p. 240-241
  • Mário de Andrade (ed.), Antologia temática da poesia africana. Vol. I: Na noite grávida dos punhais, Lisboa: Editora Sá da Costa, 1975:
  1. "Sililiquio junto do mar parado", p. 25-26
  2. "Poema de quem ficou", p. 27
  • Serafim Ferreira (ed.), Resistência africana (antologia poética), Lisboa: Edição di Abril, 1975:
  1. "Crioulo", p. 88
  2. "Libertação", p. 88-89
  3. "Mochinho", p. 89
  • Manuel Fereira (ed.), No reino de Caliban: antologia panorãmica da poesia africana de expressão portuguesa, Lisboa: Seara Nova, vol. I,  1975 (3a ed. 1988):
  1. "Nocturnos (Porto Grande)", p. 102-103
  2. "Cais", p. 104
  3. "Naufrágio", p. 104-105
  4. "A garrafa", p. 105
  5. "Crioulo", p. 105-106
  6. "Encruzilhada", p. 106
  7. "Ruína", p. 106
  8. "Mochinho", p. 107
  9. "Nem navio", p. 107
  10. "Libertação", p. 107-108
  • Mário de Andrade (ed.), Literatura afrícana de expressão portuguesa, vol. 1: poesia, Lendeln: Kraus Reprint, 1970:
  1. "Soliloquio junto do mar parado", p. 11-12
  2. "Poema de quem ficou", p. 13
  •  "Porto Novo", in Mário de Andrade (ed.), Literatura afrícana de expressão portuguesa, vol. 2: prosa, Lendeln: Kraus Reprint, 1970, p. 88-103
  • "No terreiro do bruxo Baxenxe", in Amândio César (ed.), Contos portugueses do Ultramar: antologia, s.l.: Portucalense editora, vol. 1, 1969, p. 101-114
  • "No terreiro do bruxo Baxenxe", in José Alves da Neves (ed.), Poetas e contistas africanos, Saõ Paulo: Editôra Brasiliense, 1963, p. n/a
  • Luís Forjaz Trigueiros (ed.), Cabo Verde, Guiné, S. Tomé e Príncipe, Macau e Timor: o Ultramar português, Lisboa: Livraria Bertrand, 1963:
  1. "Écran", p. 50-53
  2. "Vento rijo e chuva braba", p. 53-55
  3. "O grande livro aberto, só cores", p. 55-60
  4. "A hora dos corvos", p. 61-64
  • Jaime de Figueiredo (ed.), Modernos poetas cabo-verdianos: antologia, Praia: Edições Henriquinas Achamento de Cabo Verde, 1961:
  1. "Écran", p. 37-39
  2. "Momentos", p. 40-41
  3. "Poema de quem ficou", p. 42
  4. "Isolamento", p. 43-44
  5. "Nocturnos", p. 45-46
  6. "Vozes", p. 47-48
  7. "Terra", p. 49-50
  • Baltasar Lopes (ed.), Antologia da ficção cabo-verdiana contemporânea, Praia: Edições Henriquinas Achamento de Cabo Verde, 1960:
  1. "O galo que cantou na Baía", p. 299-336
  2. "No terreiro do bruxo Baxenxe", p. 337-350
  3. "Ao desamparinho", p. 351-367
  4. "A chuva (capitulo do romance Chuva braba)", p. 369-384
  • "Reflexões sobre a literatura cabo-verdiana ou a literatura nos meios pequenos", in Jorge Dias (ed.), Colóquios cabo-verdianos, Lisboa: Junta de investigação do Ultramar, 1959, p. 3-22 (coll. Estudos de ciências política e sociais, n° 22)
  • José Osório de Oliveira (ed.), Poesia de Cabo Verde, Lisboa: Agência geral das Colônias / Editorial Ática, 1944:
  1. "Poema de quem ficou", p. 33
  2. "Solilóquio junto do mar parado", p. 34-35
Traductions par Manuel Lopes
  • Quino (Joaquín Salvador Lavado, alias), Deixem a Mafalda Voar!, Lisboa: Dom Quixote, 1980, 114 p., 26 cm. (co-trad. avec Manuel J. Palmerim) 
  • Roger Garaudy, O projecto esperança (Le projet espérance), Lisboa: Dom Quixote, 1976, 182 p., 21 cm. (coll. Viragem, n° 15)

Etudes critiques


  • Chissana Magalhães, "Cabo Verde volta a ter Chuva Braba", Expresso das ilhas, n° 891 (24/12/2018), p. 24  (web)
  • Simone Donegá Marques, Partir o ficar: um estudo do dilemna cabo-verdiano em  Chuva braba de Manuel Lopes, Assis (Brasil): Universidade Estadual Paulista (UNESP), 2018, 160 p.  (web)
  • Maria Luiza Carvalho de Barros Paraense, Na raiz, a fome: uma leitura dos romances  Vidas secas de Graciliano Ramos, Os flagelados do vento leste de Manuel Lopes e  Famintos de Luís Romano  (tese de doutorado), São Paulo: Universidade de São Paulo, 2017, 187 p.  (web)
  • Luís Oliveira Freitas, Figuração da paisagem: percepção da geograficidade em  Vidas secas e  Os flagelados do vento leste (dissertação de mestrado), São Luís (Brasil): Universidade federal do Maranhão, 2017, 158 p.  (web)
  • Avani Souza Silva, "Macunaíma de Mário de Andrade e Os flagelados do vento leste  de Manuel Lopes: leituras encantadas da tradição oral", Gragoatã  (Niterói / Brasil), n° 41 (2016), p. 730-743  (web)
  • Francyélle Ribeiro da Silva / Silvana Rodrigues Quintilhano, "Entre imagens e flagelos: o regionalismo cabo-verdiano de Manuel Lopes / Between Images and Flagella. The Regional Sectionalism Capeverdian of Manuel Lopes", Revista Línguas e letras  (Unioeste), vol. XVI, n° 33 (2015), p. 32-52  (web)
  • Pedro Eiras, Facetas da adaptação: teoria e prática em  Os flagelados do vento leste, Amherst (USA), University of Massachusetts Amherst, 2014, n/a p.  (web)
  • Silvania Ferreira Nunes Mandú, "Literatura e catástrofe nos romances O quinze  de Rachel de Queiroz e Os flagelados do vento leste  de Manuel Lopes", Anais do seminário de ensino, pesquisa e extensão na graduação do câmpus de Campos Belos (SEPEG), vol. I, n° 2 (2014), p. 153-159  (web)
  • Hélio Márcio Nunes Lacerda, "África: a relação do homem com o divino em Os flagelados do vento leste", Anais do I Simpósio de linguística, literatura e ensino do Tocantins, 11-13/11/2013, p. 239-251  (web)
  • Gerlane Gomes de Sousa, Entre o mar e a morna: a ficção em Manuel Lopes  (dissertação de licenciatura), Campina Grande (Brasil): Universidade estadual da Paraíba, 11/2013, 27 p.  (web)
  • Martins José Chelene Mapera, Realismo e lirismo em  Terra sonânbula de Mia Couto e  Chuva braba de Manuel Lopes  (tese de doutoramento), Aveiro (Portugal): Universidade de Aveiro, 2013, 333 p.  (web)
  • Adilson Emanuel Vieira Varela Monteiro, A Claridade e a assunção da realidade cabo-verdiana: Os flagelados do vento leste do claridoso Manuel Lopes, entre ficção e a realidade do arquipélago  (dissertação de mestrado em estudos portugueses), Lisboa: Universidade autónoma de Lisboa, 2013, 124 p.  (web)
  • Izabel Cristina Gimenez, "Os flagelados do vento leste  de Manuel Lopes: uma leitura da práxis discursiva", Trama: revista científica  (Oeste do Paraná / Brasil), vol. IX, n° 17 (2013), p. 81-93  (web)
  • Fernando Alberto Torres Moreira, "Cultura e identidade nos contos de Manuel Lopes", in Ana Mafalda Leite / Elena Brugioni (org.), Itinerâncias: percursos e representações da pós-colonialidade / Journeys: postcolonial trajectories and representations, Vila Nova de Famalição (PT): Edições Húmus, 2012, p. 291-299
  • Maria Manuela Fontes Inácio, Vidas secas e Os flagelados do vento leste: veredas da seca e da fome  (dissertação de mestrado em ensino de português), Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 2011, 85 f.
  • Maria Luzia Carvalho de Barros Paraense, "O canto do galo, o pouso da mosca": exclusão social nas obras de Manuel Lopes e Graciliano Ramos  (dissertação de post-graduação), São Paulo: Universidade de São Paulo, 2011, 148 p.  (web)
  • Alberto Carvalho, "Manuel Lopes: realismo e existência, Eduardinho e Edumir", in António Apolinário Lourenço / Osvaldo Manuel Silvestre / Pires Laranjeira (org.), Baltasar Lopes (1907-1989) e o movimento da Claridade, Coimbra: Centro de literatura portuguesa, 2010, p. 31-51
  • Fátima Bettencourt / Auzenda Silva (ed.), Claridade: a palavra dos outros, Praia: IBNL - Ministério da Cultura, 2010:
  1. Manuel Ferreira, "Entrevista a Manuel Lopes", p. 829-838
  2. Simone Caputo Gomes / Manuel Veiga / Arménio Vieira, "Metamorfoses da literatura cabo-verdiana do nascimento à atualidade: reverberações de Claridade  e da produção de Manuel Lopes", p. 855-874
  3. Maria Luís Baptista, "Da cabo-verdianidade segundo Manuel Lopes", p. 877-883
  4. Arnaldo França, "Vida e obra de Manuel Lopes", p. 929-935
  5. Simone Caputo Gomes, "Manuel Lopes: o nascimento de Vênus, a génese da cultura e da literatura em Cabo Verde", p. 953-979
  6. Antonellla Rita Roscilli, "Manuel Lopes: a defesa da terra e do homem cabo-verdiano", p. n/a
  • Maria Isabel Azevedo Assis, "Os flagelados do vento leste  e Vidas secas: o espelho da realidade social e psicológica dos ambientes e sua gente como um laço entre a literatura brasileira e a cabo-verdiana", Revista crioula, n ° 6 (2009), n.p.  (web)
  • Eneile Santos Saraiva, "O regionalismo literário: um estudo de Os flagelados do vento leste  e de Vidas secas", Revista Africa e africanidades  (Brasil), ano II, n° 7 (11/2009), n.p.  (web)
  • Renildo Ribeiro, Do chão brasileiro do Nordeste ao insulamento cabo-verdiano: a narrativa de Gracilliano Ramos e Manuel Lopes, Maceió (Brasil): Universidade federal de Alagoas, 2009, 154 p.  (web)
  • Teresa Sofia Fortes, "Juventude em marcha adapta Chuva braba ao teatro", Kriolidadi: cultura e variedades  (suplemento cultural - A semana), n° 161 (28/11/2008), p. 2  web)
  • Patrícia Camargo, "Os flagelados do vento leste  de Manuel Lopes, um ícone da literatura cabo-verdiana", Revista Africa e africanidades  (Brasil), ano I, n° 2 (08/2008), n.p.  (web)
  • José Manuel Leite Teixeira, O realismo na escrita poética de Manuel Lopes  (tese de mestrado), Lisboa: Universidade de Lisboa, 2007, 117 p.  web)
  • Maria Luísa Baptista, Vertentes da insularidade na novelísitca de Manuel Lopes, Porto: Universidade do Porto, 2007, p.  (​web)
  • Urbano Bettencourt, "Manuel Lopes, escritor - um Cabo-Verdiano nos Açores", Núcleo cultural da Horta, n° 15 (2006), p. 117-125  (web)
  • Renildo Ribeiro, Um itinerário de lutas e buscas: esperança e resistência em  Vidas secas de Graciliano Ramos e  Os flagelados do vento leste (dissertação de mestrado), Maceió: Universidade federal de Alagoas, 2006, 121 p.  (web)
  • António Faria, "Luz e História: filmar Cabo Verde", Latitudes, n° 20 (05/2004), p. 40-44  (web
  • Fátima Monteiro, "Manuel Lopes - a voz da estiagem cabo-verdiana", O mundo em português, n° 54 (03/2004), p. n/a
  • Jeosafá Fernandez Gonçalves, Bem para além da ilha: Os flagelados do vento leste do cabo-verdiano Manuel Lopes, em diálogo com  Seara Vermelho do brasileiro Jorge Amado  (tese de doutorado), São Paulo: Universidade de São Paulo, 2002, 276 p.  (web)
  • Elga Cristina Vilela Viana Pereira da Costa, Chuva braba: o testemunho Claridoso de Manuel Lopes, Glasgow (GB): University of Glasgow, 2002, 286 p.: entrevista a M. Lopes, p. 227-243  web)
  • Maria Armandina Maia (coord.), Manuel Lopes: rotas da vida e da escrita, Lisbonne: Instituto Camões, 2001, 228 p. (préf. Jorge Couto)
  1. Jorge Couto, "Manuel Lopes: rotas da vida e da escrita", p. 7-9
  2. Maria Armandina Maia, "O eu o seu duplo", p. 9-14
  3. António Loja / Maria Armandina Maia, "A entrevista", p. 49-89
  4. António Leão de Aguiar Cardoso Correia e Silva, "Manuel Lopes e a história do pensamento sobre as formes", p. 121-124
  5. Germano Almeida, "Manuel Lopes: um homem comprometido", p. 125-130
  6. Rui Machado, "O meu encontro com Manuel Lopes", p. 131-133
  7. Manuel Lopes, "Os meios pequenos e a cultura", p. 137-195
  • Rosangela Vieira Freire, O quinze e  Os flagelados do vento leste: sertão e o arquipélago em pânico  (dissertação de mestrado), Paraíba (Brasil): Universidade federal de Paraíba, 2000, n/a p. 
  • Henrique Teixeira de Sousa, "Manuel Lopes: sob o manto diáfano da poesia e da ficção literária", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano VIII, n° 31 (1999), p. 13
  • "Parabéns: Manuel Lopes", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano VII, n° 26-27 (04-05/1998), p. 3
  • Pré-textos: revista de letras, arte e cultura - Homenagem a Manuel Lopes, n° n/a (09/1998): 
  1. Arnaldo França, "Vida e obra de Manuel Lopes", p. 6-15
  2. Fernando Monteiro, "O universo do conto em O galo cantou na baía", p. 22-30
  3. Dulce Almada Duarte, "As personagens femininas de Chuva braba", p. 38-46
  4. Dina Salústio, "Flagelados do vento leste: a visão dolorosa de um corredor da morte", p. 47-55
  5. Manuel Veiga, "Chuva braba  e o ideário programático da revista Claridade", p. 56-65
  • (GB) Ebezener Adedeji Omoteso, "Love in the poetry of Manuel Lopes", Palaver: culture dell'Africa e della diaspora  (Lecce), n° 10 (1997), p. 85-92
  • Maria Armandina Maia, "Manuel Lopes: entre a terra e o mar", in Fernando Cristóvão / Maria de Lourdes Ferraz / Alberto Carvalho (coord.), Nacionalismo e regionalismo nas literaturas lusófonas, Lisboa: Cosmos, 1997, p. 263-267
  • Filipe Correia de Sá, A semana, ano V, n° 251 (1996):
  1. "De Manuel Lopes ao crioulo", p. 2
  2. "Manuel Lopes: um itinerário iniciático", p. 4
  • António Cândido Franco, Simbologia telúrico-marítima na obra de Manuel Lopes: exercício sobre o imaginário cabo-verdiano, Evora (Portugal), Pendor Editorial, 1996, n/a p. (tese de mestrado - texto policopiado: Lisboa: Universidade de Lisboa, 1987, 285 f.)
  • "Manuel Lopes: um itinerário iniciático", Novo jornal de Cabo Verde, ano III, n° 346 (1995), p. 9
  • Marie-Christine Hanras, Manuel Lopes: Um itinerario iniciatico, Praia: Instituto cabo-verdiano do livro e do disco, 1995, 398 p. (tthèse de Portugais, Université de Rennes 2, 1991)
  • Rubens Pereira dos Santos, Vidas secas Os flagelados do vento leste: insulamento e tragédia, São Paulo: Universidade de São Paulo, 1995, 220 f.
  • Maria R. Turano, "A poesia antropologica  de tres poetas claridosos: Jorge Barbosa, Manuel Lopes Oswaldo Alcantara", Palaver: culture dell'Africa e della diaspora  ​(Lecce), n° 8 (1994-1995), p. 87-100
  • Maira Luísa Baptista, Vertentes da insularidade na novelística de Manuel Lopes, Porto: Edições Afrontamento, 1993, 186 p. (tese de mestrado, Universidade do Porto, 1988, 210 f.)  (web)
  • Rosendo Evora Brito, Translation of the Capeverdean novel  Chuva Braba (Wild Rain - Ph.D. Dissertation - Universita of Rhode Island), Ann Arbor (MI): UMI, 1993, 262ca p.  (web)
  • Rosendo Brito, ""O tema emigração" nas obras de Baltasar Lopes, Manuel Lopes e Manuel Ferreira", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano VI, n° 16 (1991), p. 21-22
  • Marie-Christine Hanras, L'oeuvre littéraire de Manuel Lopes, écrivain capverdien  (thèse de doctorat), Rennes (FR): Université Rennes 2, 1991, n/a p.
  • Manuel Ferreira, "Manuel Lopes e o apelo da Terra-Mãe", Artiletra: jornal de intercâmbio cultural, ano I, n° 1 (1991), p. 5; autre édition: Lecce: Universitá di Lecce, 1991, 4 p.
  • Letras e letras: Dossier Manuel Lopes  (Porto), n° 37 (1990): 
  1. Maria Luísa Baptista, "Gosto do crioulo: entrevista a Manuel Lopes"; p. 7-8
  2. Salvato Trigo, "Manuel Lopes: claridosamente escrevendo...", p. 8
  3. Gerald Moser, "Um escritor exigente", p. 9
  4. Ana Maria Mão-de-Ferro Martinho, "Os flagelados do vento leste: predestinação e exemplo", p. 10
  5. Maria Luísa Baptista, "Lembrando os 30 anos de Os flagelados do vento leste", p. 11-13
  6. Jean-Michel Massa, "Os flagelados do vento leste. Tradução Maria Luísa Baptista", p. 14
  7. Elsa Rodrigues dos Santos, "Manuel Lopes, dos anos 30 a primeira década de 90", p. n/a
  8. Maria Cristina Pacheco, "Manuel Lopes: um ensaísta (talvez) esquecido", p. n/a
  9. António Cândido Franco, "Carta de Augusto Casimiro a Manuel Lopes", p. n/a
  10. Eduardo Lourenço, "Manuel Lopes: o sobrevivente do movimento Claridade", p. n/a
  • Francisco L. da Silva, "As "tomadas de vista" de Manuel Lopes", Notícias, ano II, n° 14 (1988), p. 2
  • Manuel Ferreira, "Manuel Lopes: "Sou um bocado indisciplinado, gostosamente indisciplinado"", Voz di letra  (suplemento daVoz di povo, ano XI, n° 654), n° 6 (1986/7), p. 4-5
  • Maria Elsa Rodrigues dos Santos, "Chuva braba  de Manuel Lopes (crítica literaria)", África: literatura, arte e cultura, n° 12 (1985-86), p. 95-96
  • (FR) Ameth Kebe, "Processus d'identification et phénomène d'aliénation dans Chuva braba  de Manuel dos Santos Lopes", in José-Augusto França (dir.), Les litteratures africaines de langue portugaise : a la recherche de l'identité individuelle et nationale (actes du colloque international: Paris, 28/11-01/12/1984), Paris: Fondation Calouste Gulbenkian / Centre Culturel, 1985, p. 251-256
  • Maria Luísa Baptista, "Manuel Lopes, um elaborado ecletismo?", n/a (Porto), n° n/a (07/1985), p. n/a
  • Michel Laban, "Passagem extraída de entrevista a Manuel Lopes", Ponto e virgula: revista de intercâmbio cultural  ​(Mindelo), n° 14 (1985), p. 13
  • João Lopes Filho, "Conversando com Manuel Lopes (entrevista conseguida em Lisboa, em Maio de 1984)", Ponto e virgula: revista de intercâmbio cultural  (Mindelo), n° 9 (05-06/1984), p. 16-21
  • Lucia Santana Martins, "Os flagelados do vento leste  de Manuel Lopes", Estudos portugueses e africanos, n° 3 (1984), p. 161-163  (web)
  • Augusto Mesquitela Lima, "Apontamentos sobre a obra de Manuel Lopes", Ponto e virgula: revista de intercâmbio cultural  (Mindelo), n° 6 (1983), p. 20-25
  • Alfredo Margarido, "Crónicas de Lisboa: Os flagelados do vento leste  e a  humanidade cabo-verdiana", in Alfredo Margarido, Estudos sobre literaturas das nações africanas de língua portuguesa, Lisboa: A regra do jogo Edições Lda, 1980, p. 435-445
  • "Entrevista a Manuel Lopes", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XI, n° 125 (02/1960), p. 5-6
  • Jorge Barbosa, "5 estrofes de amizade para o poeta Manuel Lopes", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 97 (10/1957), p. 12
  • Félix Monteiro, "Uma novela cabo-verdiana: Chuva braba  de Manuel Lopes", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 88 (01/1957), p. 30
Notons une adaptation cinématographique de Os flagelados do vento leste  réalisée par António Faria en 1988.

Paul

Mindelo - 1932

Chuva braba

Lisboa - 1956

O Galo...

Lisboa - 1959

Os falgelados

Lisboa - 1960

Crioulo...

Lisboa - 1964

Chuva braba

Lisboa - 1965

Os flagelados

Lisboa - 1972

Chuva braba

Lisboa - 1974

Os flagelados

São Paulo - 1979

Chuva braba

Lisboa - 1982

Galo Cantou

Lisboa - 1984

Os flagelados

São Paulo - 1986

O flagelados

Lisboa - 1991 (2001)

Les victimes

Saint-Maur (FR) - 1996

Chuva braba

Lisboa - 1997

Falucho...

Lisboa - 1997

Galo cantou

Lisboa - 1998

O verbo...

São Paulo - 2002

I flagellati

Roma - 2010

O flagelados

Lisboa - 2017

Chuva Braba

Praia - 2018