José LOPES da Silva
(1872 - 1962)

Biographie


José Lopes da Silva est né le 15 janvier 1872 à Ribeira Brava, sur l'île de São Nicolau, et meurt le 2 septembre 1962 à Mindeo.
Il étudie au Séminaire-Lycée. Mais orphelin de père, il s'engage à l'âge de 15 ans, en 1887, dans la 1a Companhia de Polícia à Praia où, semble-t-il, il devint ami avec Guilherme Dantas et Luís Medina e Vasconcelos. Par la suite, il est muté sur São Vicente, puis sur Boa Vista où il se marie.
En 1891, il part pour l'Angola. Pour des raisons de santé, il retourne au Cap Vert, à Praia.
Là, il est nommé professeur d'enseignement primaire par le gouverneur et obtient un poste sur Boa Vista de 1894 à 1900. Puis, il est muté à l'Escola principal da Vila de Ponta do Sol, sur l'île de Santo Antão où il reste 28 ans. Il y ouvre une école où l'on enseigne le français, l'anglais, l'Histoire et la Géographie. Il passe les trois années qui suivent à Mindelo, comme professeur du Liceu Infante Dom Henrique.
Il obtient plusieurs postes de prestige et décoration dont la Légion d'honneur française qui lui a été remise par le Général De Gaulle en considération de sa traduction "paraphrastique" du sonnet Viva a França!  écrit durant ou à la suite de la Première Guerre mondiale par Pedro Monteiro Cardoso (les deux versions étant publiées dans le journal O manduco  en août 1923). Il fut également admis à l'Académie française. Quant à son propre poème Helvetia, il aurait été intégré au patrimoine suisse, ce dont nous n'avons pour l'heure retrouvé aucune trace. 

Un buste a été hérigé en son honneur sur la place du même nom à Mindelo, près de sa résidence, dans la zone d'Alto Mira.

Il occupe le siège n° 10A des Patronos / Imortais da Academia Cabo-verdiana de Letras, fondée en 2013.

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ORIGINAL (PORTUGUÊS)

VIVA A FRANCA!
                        (A Mr. Diagne, meu irmão de raça)

Entre as Nações do mundo a França é a primeira!
Do homem proclamou os imortais Direitos;
Pondo em sua defesa o muro dos seus peitos,
Com seu sangue os regou, generosa e altaneira!

E, como sempre, audaz "Paladino" do Bem,
Os Negros nela só carinhos têm de mãe!

Nos campos de batalha e da Arte e da Sciência
Teve sempre os troféus e clara proeminência.

Joana d'Arc, Napoleão, Pasteur, Hugo e Pascal,
Onde, em que historia, fulge um astro, um nom igual?

Dos povos mestra e guia, - ao som da Marselhesa
No amor da Liberdade a alma divina acesa,
Luta e vence e redime, augusta e justiceira...

Entre as Nações do mundo a França à a primeira!

Ilha do Fogo (Cabo Verde)
                                                               Pedro Monteiro Cardoso

O manduco, n° 1 (08/1923), p. 3; reprint 2016, p. 15


TRADUCTION PARAPHRASTIQUE

VIVE LA FRANCE!
                        (A Mr. Diagne, mon frère de race)

Parmi les Nations, la France est la première,
Elle qui proclama les sacrés "Droits de l'homme"
Et, plus libre que Sparte et plus forte que Rome,
De son sang nous sauva, généreuse et fière,
En faisant de ses fils une épique muraille
Contre la Tyrannie, sur les champs de bataille.
Juste et noble toujours, les Nègres ont en elle
La tendresse et l'amour d'une mère immortelle!
A la guerre, à la paix, dans l'Art, dans la Science,
C'est elle qui toujours l'emporte! - c'est la France!
Jeanne d'Arc, Napoléon, Pasteur, Hugo, Pascal,
Dans l'Histoire, quel nom leur fut jamais égal?
Institutrice et guide à notre Humanité,
Dans son amour du Bien et de la Liberté,
Brûlant d'un feu sacré, la grande âme française,
Aux échos de nos coeurs jetant la Marseillaise,
Lutte, vainc et rédime, auguste et justicière.

Parmi les Nations, la France est la première!

Ilha de Santo Antão (Cabo Verde)
                                                                               José Lopes


O manduco, n° 1 (08/1923), p. 3; reprint 2016, p. 15

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Buste à Alto Mira, Mindelo.
Timbre capverdien en l'honneur de José Lopes da Silva

Oeuvres littéraires


En plus d'être professeur, José Lopes est connu pour être poète et journaliste.
Il est considéré comme l'une des trois figures majeures de la littérature capverdienne pré-Claridade, avec Eugénio Tavares et Pedro Monteiro Cardoso. Plus encore, il appartient à une famille comprenant des écrivains aussi célèbre que António Aurélio Gonçalves, Baltasar Lopes da Silva, ou Orlanda Amarílis et Ivone Ramos, ses cousines.
D'après Fio do Tempo  (web), il collabore à de très nombreux journaux capverdiens ou lusophones: Boletim oficial, Almanaque luso-africano, Revista de Cabo Verde  (1899), A esperança, A opinião, A voz de Cabo Verde, O independente  (1912), O progresso, A defesa  (1913-14), O Caboverdeano, O manduco, Notícias de Cabo Verde, O eco de Cabo Verde, Defesa (1934), Ressurgimento  (crítica literária), Juventude, A colónia de Cabo Verde, Cabo Verde, Correio de Portugal, A família Portuguesa, O ultramarino, Correio d’África, Boletim da Sociedade de geografia de Lisboa, Boletim da Agência geral das Colónias, A mocidade portuguesa, Vida contemporânea, etc. 
En plus du portugais, il a la particularité d'écrit ses poèmes dans le créole de São Nicolau ou celui de São Vicente, voire en français et en anglais, langues qui lui valent de prestigieuses reconnaissances nationales.

Note: José Lopes a de nombreux homonymes (ou quasi homonymes), ce qui rend l'établissement de sa bibliographie délicat. Un travail de fond est nécessaire pour préciser, compléter et épurer son oeuvre.

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A TARDE

A mimose poetisa patricia, Mademoiselle Gertrudes Ferreira Lima, de Santo Antão.
(A proposito d'uma pergunta da mesma, na Praia,
em casa do Ex.mo Sr. Augusto F. Fructuoso de Barros)

"Ave Maria!" - Tis the hour of prayer!
"Ave Maria!" - Tis the hour of love!
Byron-porisina.


Hora convidativa da saudade, 
Quando no mar a luz do sol desmaia,
E o triste oceano - a triste immensidade -
Seus desmaios d'amor envia à praia:

Das orações e dos amores hora,
E ingenua Musa da recordação,
Ella aviva as saudades de quem chora.
Ella esmaga o prazer no coração.

Contam, que no Egypto uma fonte,
Cuja agua de gelo parecia,
Quando o sol dardejava no horisonte
O raio ardente que avigora o dia:
-
Mas, - coisa singular! - depo), p. is, mais tarde
Só continha um brandissimo calor,
Na hora saudosa quando ja não arde
O astro diurno de gentil fulgor!

Ha certas almas, que, durante o dia,
Em quanto a luz o firmamento innunda,
Sentem, quem sabe? a indifferença fria
Dos que repousam numa campa funda,

Mas que á hora saudosa do crepusculo
Sentem, talvez, o coração no peito
Vibrar-lhe com ardor - sanguineo musculo -
Nos extasis sublimes d'um eleito.

Assim as tristes, quando ao sol poente
Vão ver a extrema luz morrer no mar,
Devem sentir no coração doente
As tristezas da luz crepuscular.

Gosto de abrir meu coração - o cofre,
Que esconde as minhas affeiçòes saudosas,
N'aquellas horas tristes, duvidosas,
Da solidão tremenda de quem soffre.

Hora, em que o sol desmaia no Occidente,
E o mar envia seu lamento á plada,
E a flor que pende á beira da corrente,
Perfuma a brisa, que passando a esmaga,

E as pombas buscam seus porabaes distantes,
E ao longe os sinos das egrejas sôam,
E para as verdes selvas sussurrantes
As avesitas afinadas vôam,

E as tristes vão, morrendo de saudade,
Dizer ao sol o derradeiro adeus,
E a moribunda paz da immensidade,
Condensa as nuvens n'amplidão dos céos,

E o poeta pergunta á natureza
Quem deu encantos á florzinha esquiva!
Amo a tarde - um momento de tristeza -
Hora amena d'amôr, convidavita.

Revista de Cabo Verde, n° 1 (1899), p. 18-19


A "NOITE DE SETE"
(Costume populares de Cabo Verde)

Deve-se interpretar o título como significando a noite do sétimo dia.
O assunto é alusivo a certa prática relacionada com a Medicina e cuja origem é antiquissima, -- não se podendo averiguar como, quando e onde começou.

De-mais-a-mais nela entra, ou, pelo menos, entrava no princípio, preponderante dose de supertição.
Esta era inevitável nos tempos em que as populações insulares eram ainda então muito atrasadas, tanto mais que nas mais baixas camadas preponderavam elementos étnicos preveniente da Guiné.
Afora isso está provado que, mesmo entre povos civilizados, a Instrução não influi em absoluto na superstição a ponto de a extirpar.
Os povos germânicos acreditam nas Ondinas dos Lagos e nas Fadas que habitam as montanhas. O mesmo acontece em todos os países, donde as inúmeras lendas da Escócia, Irlanda e Escandinávia, principalmente. Assuntos esses que inspiram sempre os seus bardos ou poetas.
As tradições gaélicas são pura poesia popular.
O poeta preferido de Napoleão I, o Grande, era Ossian - Ora, Napoleon era corso, e a Córsega é terra de superstições.
Aonde quer que vamos, em suma, là iremos encontrar por toda parte a superstição e sua inevitável influência na imaginação das gentes. E tudo isso nada mais é que a pressuposição de existir o que não vemos e o ansioso desejo de o descobrir.
Disse que o caso da chamada "noite de sete" se relaciona com a Medicina em seu sentido especifico de pretender curar. De resto essa insigne Ciência começou pelo Empirismo, e o próprio Bichat afirmava que trazia caminho errado. Ainda hoje abundam as práticas empíricas, e é de ter em consideração que influem nelas as crendices de carácter religioso. As mézinhas nunca se fazem sem benzeduras e rezas. O espiritual não pode separar-se do físico. Os melhores ensalmadores possuem todos um ritual de fórmulas. A palavra mèzinha é mesmo deturpação de Medicina.
O ser humano observou que muitas crianças recém-nascidas eram atacadas dentro dos primeiros sete o oito dias de existência do mal chamado trismo  ou trismus, o tétano infantil. Daí a prática de a familia velar o infante durante esses dias críticos, mas princípalmente no sétimo. Sabia-se que o facto se dava amiúde, mas ignorava-se a causa. Só mais tarde se soube que a origem do mal era microbiana, e ainda muito mais tarde que um ilustre sábio, Nicolaër, descobrira e separara o terrível micróbio do tétano.
Ora, é sabido pelos menos ignorantes que o micróbio de Nicolaër é do tipo telúrico (de télus = terra), isto é, que em geral vivo no solo podendo encontrar-se no ó vulgar, em excrementos de cavalo, etc., formam-se os chamados esporos que servem de veículo àquele temível elemento patogénico. Esses podem abundar mais em certos lugares. Parece, por exemplo, que abundam mais na Praia que um Mindelo de S. Vicente. Compete aos da especialidade averiguar se é, ou não, assim. Se é seco o pó em que se aninha o micróbio, com facilidade pode o vento transportá-lo como faz (por exemplo) ao pólen das flores. Alguns insectos podem também servir de veículo.
Havia o costume (não sei se ainda hoje existe) de as parteiras curarem às vezes com pó de terra muito fino o umbigo dos recém-nascidos. O Doutor José António Alves Ferreira Lemos, distinto e benemérito médico-cirurgião que outrora prestou notáveis serviços em Cabo Verde, onde deixou saudosa memória, comentou num relatório que algumas parteiras empregavam o pó fino que àa vezes se forma nos beirais das casas, chegando a colhê-lo dos casulos de certo insecto grylhida, parecido no formato com o ichnêrmon, a que a gento do povo chama, en S. Nicolau, bananinha seca. Esse ou outro pó seria portador do micróbio de Nicolaër e por isso causa do tétano de que morriam muitas criancinhas recém-nascidas.
Como já ficou dito o morbo manifesta-se dentro dos primeiros oito dias, e daí veio o costume de velar na sétima noite o menino. Também lhe chamam ainda hoje guardar a cabeça (do recém-nascido). Aí fica a explicação da chamada noite de sete.
O costume, verdadeiramente lendário, servia de pretexto, mesmo no seio de famílias cultas da terra, para uma verdadeira festa em que até se tocava e dançava pela noite fora, não faltando o famoso liquido a que o célebre Almirante Vernon deu o nome, derivado do capote de grogran (gorgorão) que habitualmente usava.
Hoja, certamente, ainda se fazem tais reuniões em certas casas como para perpetuar a tradição, mas necessàriamente vão-se tornando mais raros os casos de tétano infantil, visto que a Civilização vai avançando sempre, os insulares vão-se ilustrando mais e por isso vão banindo certas práticas filhas da ignorância, mãe da superstição. Hoje qualquer parteira vai à ambulância ou farmácia e mune-se do necessário prescrito cientificamente para curar umbigo ao recém-nascido. Apesar disso muita gente (de todas as classes) continua a acreditar em bruxas e feiticeiras e sortilégios e outras superstições. Nem a Religião o impede, porque nas práticas inerentes entram até os objectos sagrados e os santos. Isto, porém, já pertence a ordem de ideias.

Cabo Verde, n°148 (11/1961), p. 12-13
 

Note: L'amiral anglais Edward Vernon était en effet surnommé "Old Grog" à cause d'un vêtement qu'il portait constamment, fait de "grogram", soit un mélange de laine et de soie. Pour être plus précis, l'histoire est la suivante: "l'Amiral Vernon, en 1740, décida de diluer la ration quotidienne de rhum de ses matelots. Cet Amiral portait un habit de grogram (du Français "gros-grain", tissu grossier) et les matelots qui n'avaient pas du tout apprécié cette nouvelle mesure le surnommèrent "Old Grog", ce qui a été étendu à sa boisson. De là proviennent aussi, en France, notre grog  contre le rhume ou encore l'expression groggy".

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Bibliographie


Oeuvres (A VERIFIER)

  • (?) BNP: Fugir ao sonho, (Vila Nova de Gaia): Corpos, 2006, 65 p., 20 cm. (coll. Nus)
  • Poesias escolhidas, Mindelo, 1972, n/a p.
  • BNP: Marcha triunfal da mocidade portuguesa, Praia: s.n., 1960, 2 f., 26 cm.
  • Cecil de Kebran, 1958, n/a p.
  • BNP: Helvetia: poème, s.l.: s.n., 1958, 8 p., 21 cm.
  • BNP: Meu preito, Praia: s.n., 1957, 15 p., 20 cm.
  • Alma arsinaria: poemas em aditamento aos do livro hesperitanas, Lisboa: (Tip. Supergrafia), 1952, 103 p., 20 cm. (pref. Henrique de Vilhena)
  • Saudades da Pátria, 1952, n/a p.
  • BNP: (GB) Braits; The Nurses of Hong-Kong; President Roosevelt; Saudoso adeus; Inscriptio, Lisboa: Império, 1945, 55 p., 19 cm.
  • BNP: A bem da mulher, (Praia: Tip. Minerva), 1945, 12 p., 19 cm.
  • BNP: Winston Churchill, (Lisboa: Imp. Médica), 1943, 14 p., 19 cm.
  • BNP: Winston Churchill, (S. Vicente: Sociedade de tipografia e de publicidade), 1943, 8 p., 21 cm.
  • BNP: Saudosamente, (Lisboa: Escolas prof. oficinas de S. José), 1941, 16 p., 22 cm.
  • BNP: (FR) Ombres immortelles: sonnets, Lisboa: J. Rodrigues e Ca, 1940, 26 p., 20 cm.  (web)
  • Mensagem do ilustre poeta caboverdeano Comendador José Lopes da Silva dirigiada à Sociedade de socorros mútuos union caboverdeana de Buenos Aires, Buenos Aires: s.n., 1938, 4 f.
  • BNP: Quadras, (Santo Tirso: Tip. Central), 1938, 12 f., 11 cm. / 24 p., 17 cm.?
  • BNP: Mussolini, Rio de Janeiro: Of. Graphicas do Journal do Brasil, 1937, 18 p., 23 cm.
  • BNP: O vandalismo hispano-russo, s.l.: s.n., 1937, 23 p., 24 cm.
  • BNP: Hesperitanas: poesias, Lisboa: Livr. J. Rodrigues e Ca, 1933, 547 p., 22 cm.
  • Jardim das Hespérides: sonetos do livro Hesperitanas, Lisboa: J. Rodrigues, 1928/29?, 135 p., 20 cm.  (web)
  • O berço e a campa, 1920, n/a p.
  • Saudação: ode saphica em louvor de Luiz  Loff de Vasconcellos..., Lisboa: Imprensa de Libanio da Silva, 1900, 9 p., 18 cm.

Périodiques

  • Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XX, n° 122-123 (05-06/2014)
  1. "Crespuscular", p. 5
  2. "Eugénio Tavares", p. 31 + 33
  • "Vivos e mortos: Eugénio Tavares (01/1931)", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano IX, n° 34-35 (06-07/2000), p. 8
  • "A noite de sete  (costumes populares de Cabo Verde)", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XIII, n° 146 (11/1961), p. 12-13
  • "Marcha triunfal da mocidade portuguesa", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XI, n° 125 (02/1960), p. 21
  • "A palavra escravo  / Informação (inquérito)", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 105 (06/1958), p. 33-34
  • "A palavra pessoa  (meditação) / Assuntos de línguagem (respostas a algumas preguntas)", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 101 (02/1958), p. 30-32
  • (?) "A Augusto Miranda", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 99 (12/1957), p. 36
  • "Macronésia ou Macaronésia", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 96 (09/1957), p. 29
  • (?) "A barca Sicília", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 90 (03/1957), p. 29-30
  • "Saudação: poema", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VII, n° 73 (10/1955), p. 4
  • "E depois?...", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VI, n° 72 (09/1955), p. 3-5
  • "Opera plusquam verba", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VI, n° 71 (08/1955), p. 25-26
  • "Recordação da visita presidencial às ilhas de Cabo Verde", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VI, n° 70 (07/1955), p. 2-4
  • "Uma carta", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano V, n° 58 (1954), p. 2
  • "Dum latrant canes", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano I, n° 3 (12/1949), p. 6
  • (?) "Algumas considerações sobre a atitude de Casais Monteiro para com a Academia de Coimbra", Notícias de Viana  (Viana do Castelo), n° n/a (11/01/1941), p. n/a  (web)
  • "Arquipélago de Cabo Verde", Boletim da Agência geral das colónias, ano V, n° 45 (03/1929), p. 201-214
  • "Imortal...", O manduco: orgão defensor dos interêsses da Colónia, ano I, n° 7 (30/11/1923), p. 4; reprint: 2016, p. 40
  • O manduco: orgão defensor dos interêsses da Colónia, ano I, n° 6 (15/11/1923):
  1. "O jornalismo em Cabo Verde", p. 1; reprint: 2016, p. 33
  2. "Jardim das Hespérides: O original", p. 3; reprint: 2016, p. 35
  • ""Vivos e mortos: Eugénio Tavares", O manduco: orgão defensor dos interêsses da Colónia, ano I, n° 5 (31/10/1923), p. 2; reprint: 2016, p. 30
  • O manduco, ano I, n° 1 (01/08/1923
  1. "Vive la France! (traduction du poème de Pedro Cardoso)", p. 3; reprint: 2016, p. 15
  2. "Teu nome", p. 4; reprint: 2016, p. 16
  • "Infelizes", Revista de Cabo Verde, n° 17 (12/1899), p. 3-4
  • "Licenças de saúde", Revista de Cabo Verde, n° 14 (09/1899), p. 3-4
  • Revista de Cabo Verde, n°  11 (08/1899):
  1. "Raças", p. 5-6
  2. "À urna", p. 7
  • Revista de Cabo Verde, n° 10 (07/1899):
  1. "Instrucção pública obrigatória", p. 9-10
  2. "Missionários", p. 11-12
  • "Receita e despeza", Revista de Cabo Verde, n° 8 (06/1899), p. 11-12
  • Revista de Cabo Verde, n° 6 (05/1899):
  1. "A questão do milho", p. 2-3
  2. "Parochos", p. 8-9
  3. "Telhados de vidro", p. 10-11
  4. "Culturas", p. 15-16
  • "A voz do porvir", Revista de Cabo Verde, n° 3 (03/1899), p. 90-92
  • "Deputados (para o povo)", Revista de Cabo Verde, n° 2 (02/1899), p. 43-44
  • "A tarde", Revista de Cabo Verde  (São Vicente), n° 1 (01/1899), p. 18-19
  • "As cathedraes", in António Manuel da Costa Teixeira  (dir.), Almanach luso-africano ilustrado para 1899..., Lisboa: Guillard, Aillaud e Cia1898 (reprint: Coimbra: Edições Almedina / Lisboa: CLEPUL, 2011), p. 535-536
  • ?"Á Bellota (dos Sinos de Cabo Verde)", António Manuel da Costa Teixeira  (dir.), Almanach luso-africano ilustrado para 1895..., Lisboa: Livraria de Antonio Maria Pereira, 1894 (reprint: Coimbra: Edições Almedina / Lisboa: CLEPUL, 2011), p. 187-188

Recueils collectifs - Anthologies - Autres

  • Erica Antunes Pereira / Maria de Fátima Fernandes / Simone Caputo Gomes (ed.), Cabo Verde, 100 poemas escolhidos, Praia: Ed. Pedro Cardoso, 2016:
  1. "A fajá", p. 23-24
  2. "Minha terra!", p. 25-33​

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Etudes critiques

  • Manuel Veiga, "O sentir literário da época de José Lopes e o húmus da sua poesia. A literatura cabo-verdiana e o sentido de pertença de cada época", Odju d'Agu, 29/03/2017, en ligne  (web)
  • Arminda Brito, "José Lopes and the beginnings of cape verdean literature", Portuguese literary and cultural studies, n° 8 (2003 - Cape Verde: language, literature and music, sous la dir. Ana Mafalda Leite), p. 61-77  (web)
  • Artiletra: JORE / Jornal - revista de educação, ciência e cultura, ano X, n° 41 (12/2001): 
  1. Larissa Rodrigues, "Joãozinho! Era o melhor de todos nõs...", p. 4-5
  2. Felicia Moutefalco Almeida, "Um nome um perfil. Lembrança de João de Deus Lopes da Silva (in Presença crioula)", p. 5
  • Tomás Benrós, "José Lopes: outra faceta", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano IV, n° 11 (05/1989), p. 48-49
  • Tomás Benrós, "Aspectos do pensamento poético de José Lopes: IV - A evasão", Arquipélago: revista de opiniõ e cultura, ano III, n° 9 (1988), p. 17-19
  • Tomás Benrós, "Aspectos do pensamento poético de José Lopes: O mar", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano II, n° 6 (02/1987), p. 22-24
  • Teobaldo Virgínio, "José Lopes", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano I, n° 1 (05/1985), p. 5
  • "José Lopes da Silva: recordação de um poeta que deu Cabo Verde a conhecer o mundo", Novo jornal de Cabo Verde: orgão do Gabinete de informação do Governo, ano I, n° 7 (1974), p. 6-7
  • "José Lopes, cavaleiro da legião de honra", Cabo Verde, ano VII, n° 78 (04/1956), p. 32-34