Gabriel MARIANO
(1928 - 2002)

Biographie


José Gabriel Lopes da Silva, plus connu sous le nom de Gabriel Mariano, est né le 18 mai 1928 à Ribeira Brava, sur l'île de São Nicolau et meurt le 18 février 2002 à Queluz, à l'âge de 73 ans.
Fils de Maria Lopes da Silva (1901-1962) et de João de Deus Lopes Mariano (1891-1976), il épouse Laura Annie Morbey Ferro Ramos Pereira (1934 - ?).
Après des études au Lycée Gil Eanes de Mindelo, il part étudié le Droit à Lisbonne et obtient une licence. Là il fréquente aussi la Casa dos estudantes do Império dans laquelle il rencontre nombre de "compatriotes" et d'autres révolutionnaires en herbe, dont Amilcar Cabral et Agostinho Neto, ce qui lui vaudra d'être fiché par la PIDE.
En 1961, il part à São Tomé e Príncipe en tant que conservateur du registre, mais il exerce dans le même temps la fonction de substitut du juge.
En 1963, il revient au Cap Vert, à Praia où il exerce les mêmes fonctions, mais son attitude jugée subversive par les autorités son cause d'une nouvelle affectation au Mozambique. Il y reste jusqu'en 1971. Puis, il est muté en Angola jusqu'à l'Indépendance en 1975, date à laquelle il rentre au Cap Vert.
Il n'y reste pas, mais part pour Lisbonne où il participe au démantèlement de la PIDE, puis à Mafra et Sintra, avant de s'installer définitivement à Queluz.

Il occupe le siège n° 31 des Patronos / Imortais da Academia Cabo-verdiana de Letras, fondée en 2013.

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Oeuvres littéraires


Au lycée, il exerce des activités culturelles dont le théâtre et participe à la création du journal estudiantin Restauração, d'opposition, ainsi qu'au Suplemento cultural  de la revue Cabo Verde, qui sera interdit par la censure après la sortie du premier numéro en octobre 1958.
Il publie de nombreux poèmes dans les périodiques capverdiens, en portugais aussi bien qu'en créole.

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CAMINHO LONGE

Caminho
caminho longe
ladeira de São-Tomé
Não devia ter sangue
Não devia, mas tem.
Parados os olhos se esfumam
no fumo da chaminé.
Devia sorrir de outro modo
o Cristo que vai de pé.
E as bocas reservam fechadas
a dor para mais além
Antigas vozes pressagas
no mastro que vai e vem.
Caminho
caminho longe
ladeira de São Tomé
Devia ser de regresso
devia ser e não é.

Poemas de Circunstância, 1965

*****

Manuel Figueira, Capitão Ambrósio
(gouache et collage sur papier, 14x20 cm., 1974)
(Casa da Liberdade Mário Cesariny)

VIDA E MORTE DE JOÃO CABAFUME

Moço, entende direito o que te vou contar. João Cabafume não foi um qualquer. Ele não era como um eu, ou como um tu que estendemos as mãos para outro pôr corda. Morreu no meio da baía numa noite de lua cheia. Não, moço, não foi destino. João Cabafume não teve destino. Quando veio da Ladeira Grande para aqui passou ao des - tino a primeira calaca. Destino queria matá-lo de fome. Então ele foi ter de mestre João - zinho:
– Mestre Joãozinho, leve-me para S. Vicente no seu navio. E quando senhor administrador quis pegá-lo para o mandar embora João Cabafume passou ao destino a segunda calaca. Moço , entende direito o que te vou contar. Foi assim: andava na ilha um homem comprido de cara vermelha. Manhento como gato ladrão. Andava catando gente para assinar contrato. Cada cabeça cem escudos. Foi então que mandaram apanhar pobres para fechar no Albergue. Pobre chateava as pessoas finas e incomodava os passageiros que desembarcavam. Por isso senhor Administrador deu ordem para fechar no Albergue toda a criatura que não tinha trabalho. Pobre e cachorro vadio, nenhum podia passear na rua. Albergue encheu. O homem comprido foi ter com o senhor Administrador. Andava catando gente para assinar contrato. Cada cabeça cem escudos. Albergue estava cheio. Foi falar com o senhor Administrador. Cem escudos bem que davam para dois. Passearam de automóvel, foram ao Grémio beber uísque e soda. As pessoas tiravam os chapéus:
– Boa noite, senhor Administrador . . .
Os comerciantes cumprimentavam com respeito:
– Senhor Administrador . . . Senhor Nogueira . .
Depois de jantar saíram de automóvel e andaram Monte e Chã de Alecrim àprocura de mulheres.
No dia seguinte senhor Administrador foi ao Albergue.
– Vocês são todos uns mandriões . . . Porque é que não trabalham? Querem é esta vida de pedir esmolas. Corja de preguiçosos...
Albergue estava cheio. Aqueles pobres de Cristo ouviam, calados, a fala do senhor Administrador.
– Porque é que não procuram que fazer?
– Dondê trabalho, senhor Administrador? Porquê que o senhorão não manda abrir trabalho?
Sr. Administrador olhou para João Cabafume mas não respondeu. Continuou a falar. Depois tirou da pasta uns papéis castanhos.
– Vocês têm de assinar isto se querem sair. Depois vão ter com o senhor Nogueira. No escritório da Casa Gomes . . .
Todos botaram assinatura e saíram. Todos foram ter de Sr. Nogueira no escritório da Casa Gomes. Ele andava catando gente. Por cada cabeça recebia cem escudos. Contou os homens que estavam na sua frente. O Administrador era homem de palavra. Depois falou para eles. Cada um ia receber, adiantado, setenta e cinco escudos. Tirou as notas do cofre. No dia 30 seguiriam no vapor da carreira. Setenta e cinco escudos para quem não tem pão certo é muita coisa. Só João Cabafume não recebeu. Moço, entende direito o que te estou contando . . . Quem podia obrigar João Cabafume? João Cabafume não teve destino. Quando Sr. Administrador o chamou no seu gabinete ele disse que ninguém o podia obrigar. Sr. Administrador falou: tu assinaste contrato. João Cabafume respondeu: assinei contrato para sair do albergue. Sr. Administrador gritou: tu tens de ir. João Cabafume abriu a boca: não vou.
– Tu vais!
– Não vou!
– Mando-te para a cadeia . . .
– Cadeia não foi feita para cães !
– Ladrão!
– Ladrão não tem marca na testa !
– Cachorro!
João Cabafume arrebentou-lhe a boca com duas palmadas na cara!
Valente lá fora! Brigador como ele só! Moço, entende direito o que te estou contando. João Cabafume não aguentava desaforo de ninguém. Nem de preto nem de branco. Nem de pobre nem de rico. Como é que ele podia brigar com o destino se ele fosse um aguentador de desaforo?

Lisboa: Vega, 2001, p. 69–71 

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Bibliographie


Oeuvres

  • Vida e morte de João Cabafume, Lisboa: Vega, 2001, 149 p., 22 cm. (coll. Palavra africana / intro. Maria Cristina Pacheco)
  • Ladeira grande: antologia poética, Lisboa: Vega, 1993, 114 p., 21 cm. (coll. Palavra africana)
  • Cultura caboverdeana: ensaios, Lisboa: Vega, 1991, 182 p. (coll. Palavra africana)
  • Osvaldo Alcântara, caçador de herança: ensaios, Mindelo: Ponto e vírgula edições, 1991, 44 p.
  • Vida e morte de João Cabafume, Lisboa: Vega, 1989, 152 p., 20 cm. (col.. Palavra africana)
  • Três poemas, Praia: Ministério dos negócios estrangeiros, 1987, n/a p.
  • Osvaldo Alcântara: o caçador de herança, Queluz: s.n., 1986, 19 f.
  • Louvação da claridade, Praia: ICL, 1986, 7 p. (coll. Poesia, n° 5)
  • Vida e morte de João Cabafume, Lisboa: Via editora, 1976, 139 p., 20 cm.
  • Capitão Ambrosio, Lisboa: Casa de Cabo Verde, (1975), (26) p., 21 cm. (ill. Manuel Figueira)
  • 12 poemas de circunstância, s.l.: edição do autor, 1965, 20 p., 21 cm.
  • Uma introdução à poesia de Jorge Barbosa: seguida de uma selecção de poemas, (Praia): Secção cultural da Associação académica da Praia, 1964, 70 p., 21 cm.
  • O rapaz doente, Sá de Bandeira: Imbondeiro, 1963, 26 p., 17 cm. (coll. Imbondeiro, n° 55)
  • Inquietação e serenidade: aspectos de insularidade na poesia de Cabo Verde, s.l.: Direcção dos serviços de economia e estatística geral da Província de Moçambique, 1963, 270 p.

Périodiques

  • Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano X, n° 43-44 (03-04/2002):
  1. "Maria da Luz", p. 3
  2. "Libertação", p. 3
  3. "Para Larissa em tempo de Caboverde", p. 3 
  • "De quem são os teus olhos?", Artiletra: JORE/Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano VII, n° 24 (06-07/1997), p. 5
  • "O amor na poesia de Eugénio Tavares", Artiletra: jornal-revista de educação, ciência e cultura, ano III, n° 16-17 (1994), p. 11-12
  • "Lua na buero", Mensagem: boletim da Casa dos estudantes do Império (CEI), ano II, n° 3 (1992), p. n/a
  • "O mestiço na formação de Cabo Verde", Mensagem: boletim da Casa dos estudantes do Império (CEI), ano I, n° 6 (1992), p. n/a
  • África: literatura, arte e cultura, ano I, n° 3 (01-03/1979):
  1. "Corpo ausente", p. 320
  2. "Regresso", p. 321
  • "O ciclo claridoso ainda não se fechou diz-nos Gabriel Mariano acreca da cultura cabo-verdiana (entrevista ao Diário popular)", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XV, nova fase, n° 13-15 / 169-171 (10-12/1963), p. 8-11
  • "Aqui e não longe", Garcia de Orta: revista da Junta das missões geográficas e de investigações do Ultramar, ano IX, n° 1 (1961), p. 165
  • "O bilinguismo cabo-verdiano", Mensagem: boletim da Casa dos estudantes do Império  (Lisboa), ano III, vol. 2, n° 3-4 (03-04/1960), p. 41-42
  • "Do funco ao sobrado ou o mundo que o mulato criou", Estudos de ciências políticas e sociais, n° 22 (1959), p. 23-49
  • Estudos ultramarinos: literatura e arte, n° 3 (1959):
  1. "Inquietação e serenidade: aspectos da insularidade na poesia de Cabo Verde", p. 55-79
  2. "João Cabafum", p. 219
  • "Títia", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano X, n° 111 (12/1958), p. 12-16
  • "Nada nos separa", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano X, n° 109 (10/1958), p. 19
  • "Em torno do crioulo", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 107 (08/1958), p. 7-8
  • "Negritude e caboverdianidade", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 104 (05/1958), p. 7-8
  • "Resignação", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 101 (02/1958), p. 3-5
  • "Nome de casa e nome de igreja", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 100 (01/1958), p. 17-20
  • "O intruso", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 98 (11/1957), p. 23-30
  • "O rapaz doente", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 94 (07/1957), p. 25-31
  • "Como me doi a cabeça", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 93 (06/1957), p. 18-19
  • "De quem são esses olhos?", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 90 (1957), p. 26-28
  • "A conta do café", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VII, n° 78/79? (04/1956), p. 9-13
  • "Caduca", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VII, n° 76 (1956), p. 22-26
  • "Crónicas do cruzeiro da mocidade portuguesa feminina", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano V, n° 53 (1954), p. 29-30
  • "Vela do exílio", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IV, n° 40 (1953), p. 20-23
  • "A morna expressão da alma de um povo", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano III, n° 30 (03/1952), p. 18-20
  • "Linha do horizonte e Aguinaldo Fonseca", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano III, n° 28 (1952), p. 30-32
  • "Miguel Trigueiros: o principe dos poetas portugueses", Notícias de Cabo Verde: orgão regionalista independente, ano XXI, n° 278 (1952), p. 4
  • "O roubo", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano I, n° 8 (1950), p. 16-18
  • "Dinhêro d'ês mundo", Claridade: revista de arte e letras, n° 7 (12/1949), p. 32
  • Claridade: revista de arte e letras, n° 6 (07/1948):
  1. "Casamento", p. 35
  2. "Bida'l pobre", p. 35
  3. "Galo bedjo", p. 35

Recueils collectifs - Anthologies - Autres

  • Erica Antunes Pereira / Maria de Fátima Fernandes / Simone Caputo Gomes (ed.), Cabo Verde, 100 poemas escolhidos, Praia: Ed. Pedro Cardoso, 2016:
  1. "Caminho longe", p. 69
  2. "Manhã submersa", p. 70-71
  3. "Seca terra e pobre", p. 72
  • Silvie Spánková (ed.), Literaturas africanas de l'ingua portuguesa I. Antologia de textos literários, Brno (Tchèquie): Masarykova univerzita, 2014:
  1. "Caminho longe", p. 102
  2. "Vida e morte de João Cabafume", p. 102-103
  • "Negritude e caboverdianidade", in Pires Laranjeira (ed.), Negritude africana de língua portuguesa: textos de apoio, Braga: Angelus Novus, 2000, p. 112-114
  • Carmen Lúcia Tindó Ribeiro Secco (ed.), Antologia do mar na poesia africana de língua portuguesa do século XX, vol. II: Cap Vert, Rio de Janeiro: UFRJ, 1999:
  1. "Nada nos separa", p. 61
  2. "Manhã submersa", p. 61-63
  3. "A louvação", p. 63-67
  • (IT) Roberto Francavilla / Maria R. Turano (ed.), Isole di poesia: antologia di poeti capoverdiani, Lecce: Argo, 04/1999:
  1. "Lettera da lontano" (Carta da longe), p. 75-76
  2. "Mattina sommersa" (Manhã submersa), p. 76-77
  3. "Candela dell'a esilio" (Caminho longe), p. 78
  • (IT) "Zio Lupo", Il gallo silvestre: rivista semestrale  (Siena), n° 10 (1998), p. n/a (trad. Lia Ogno)
  • "Caminho longe", in Salvato Trigo (ed.), Matrilíngua: antologia de autores de língua portuguesa, vol. II, Viana do Castelo: Câmara municipal de Viana do Castelo, 1997, p. 226
  • (FR) "Capitaine Ambrósio", Poésie 94, n° 52 (04/1994), p. 91-92
  • (GB) "Letter from abroad" (Carta de longe), Don Burness (ed.), A Horse of White Clouds. Poems from lusophone Africa, Ohio: Ohio University Press, 1989, p. .114-115
  • Lúcia Cechin (ed.), Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe: poesia e conto, Porto Alegre (Brasil): UFRGS, 1986:
  1. "Nada nos separa", p. 29
  2. "Vela do exílio", p. 30
  3. "Única dávida", p. 31
  4. "Carta de longe", p. 32
  5. "Cantiga da minha ilha", p. 33
  6. "Caminho longe", p. 34
  • "O rapaz doente", in Maria Aparecida Santilli (ed.), Estórias africanas: história e antologia, São Paulo: Ática, 1985, p. 112-123
  • Luís Romano (ed.), Contravento. Antologia bilingue de poesia cabo-verdiana, Taunton (MA / USA): Atlantis Publishers, 1982:
  1. "Dinhêro d'ês mundo / Dinheiro deste mundo", p. 144-145
  2. "Galo bedjo / Galo velho", p. 146-147
  3. "Casamento / Casamento", p. 148-149
  4. "Bida'l pobre / Vida do pobre", p. 150-151
  5. "Sol na tchada / Sol na achada", p. 152-155
  • Textos africanos de expressão portuguesa, Luanda: Ministério da Educação, [198-]:
  1. "Mãe",p. 28-29
  2. "Poema do serviçal", p. 87-88
  • Serafim Ferreira (org.), Resistência africana (antologia poética), Lisboa: Edição di Abril, 1975:
  1. "Toada do contrabandista", p. 70
  2. "A vozinha fraca dela", p. 70-71
  3. "Família", p. 71
  • Mário de Andrade (ed.), Antologia temática da poesia africana  (vol. I: Na noite grávida dos punhais), Lisboa: Sá da Costa, 1975:
  1. "Cantiga da minha ilha", p. 49-50
  2. "Capitão Ambrósio, canto I", p. 51-55
  3. "Poema do serviçal", p. 200-201
  4. "Comissário ad hoc", p. 238-239
  5. "Caminho longe", p. 240
  • Manuel Fereira (ed.), No reino de Caliban: antologia panorãmica da poesia africana de expressão portuguesa  (vol. I: Cabo Verde / Guinée-Bissau), Lisboa: Seara Nova, 1975 (3a ed. 1988):
  1. "Nada nos separa", p. 168-169; 1988, p. 162-163
  2. "Cantiga da minha ilha", p. 169-170; 1988, p. 163-164
  3. "Carta de longe", p. 170-171; 1988, p. 164-165
  4. "Caminho longe", p. 171-172; 1988, p. 165-166
  5. "Ûnica dádiva", p. 172; 1988, p. 166
  6. "Filho de Spartacus", p. 172-173; 1988, p. 166-167
  7. "Sabará passará", p. 173-174; 1988, p. 167-168
  8. "Manhã submersa", p. 174-175; 1988, p. 168-169
  9. "Vela do exílio", p. 175-176; 1988, p. 169-170
  10. "Capitão Ambrósio", p. 176-179; 1988, p. 170-173
  11. "Sol na fchada", p. 305; 1988, p. 299
  • "Filho primogénito", in Amândio César (ed.), Contos portugueses do Ultramar: antologia, Porto: Portucalense editora, vol. 1, 1969, p. 61-70
  • (FR) Mario de Andrade (ed.), La poésie africaine d'expression portugaise, Honfleur: ed. Pierre Jean Oswald, 1969
  1. "Complainte de mon île" (Cantiga da minha ilha), p. 50-51
  2. "Chemin lointain" (Caminho longe), p. 52
  • "Convergência da lírica portuguesa num poeta cabo-verdiano de língua crioula do século XIX", in II Congresso das comunidades de cultura portuguesa (1967), Lisboa: União das Comunidades de cultura portuguesa, 1970, vol. 2, p. 497-510
  • "O rapaz doente", in Mário de Andrade (ed.), Literatura afrícana de expressão portuguesa, vol. 2: prosa, Alger (Algérie): n/a, 1968 (reprint: Lendeln: Kraus Reprint, 1970), p. 104-126
  • Mário de Andrade (ed.), Literatura afrícana de expressão portuguesa, vol. 1: poesia, Alger (Algérie): n/a, 1967 (reprint: Lendeln: Kraus Reprint, 1970)
  1. "Cantiga da minha ilha", p. 37-38
  2. "Capitão Ambrósio", p. 39-43
  3. "Poema do serviçal", p. 211-212
  4. "Comissário ad hoc", p. 253-254
  • Luís Forjaz Trigueiros (ed.), Cabo Verde, Guiné, S. Tomé e Príncipe, Macau e Timor: o Ultramar português, Lisboa: Livraria Bertrand, 1963:
  1. "João Cabafume", p. 77-78
  2. "O intruso", p. 78-81
  • "O rapaz doente", in José Alves da Neves (ed.), Poetas e contistas africanos, Saõ Paulo: Editôra Brasiliense, 1963, p. n/a
  • (FR) "Complainte de mon île", Europe  (Paris), n° 381 (01/1961), p. 15-16
  • Jaime de Figueiredo (ed.), Modernos poetas cabo-verdianos: antologia, Praia: Edições Henriquinas Achamento de Cabo Verde, 1961:
  1. "Nada nos separa", p. 149
  2. "Verde tudinha", p. 150-151
  • Baltasar Lopes (ed.), Antologia da ficção cabo-verdiana contemporânea, Praia: Edições Henriquinas Achamento de Cabo Verde1960:
  1. "O intruso", p. 209-231
  2. "O rapaz doente", p. 233-253
  • "Do funco ao sobrado ou o "mundo" que o mulato criou", in Jorge Dias (ed.), Colóquios cabo-verdianos, Lisboa: Junta de investigação do Ultramar, 1959, p. 23-49 (coll. Estudos de ciências política e sociais, n° 22)

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Etudes critiques


  • Ondina Ferreira, "Gabriel Mariano entre a lírica e a composição musical", Jornal de São Nicolau, 19/07/2018, en ligne  (web)
  • António Chantre Neves, "Academia cabo-verdiana de Letras (ACL) homenageia Gabriel Mariano", A nação: jornal independente, ano XI, n° 558 (10/05/2018), p. A17  (web)
  • Chissana Magalhães, "Memória. Homenagem a Gabriel Mariano nos 90 anos de seu nascimento", Expresso das Ilhas, 08/05/2018, en ligne  (web)
  • Ondina Ferreira, "Capitão Ambrósio e Nhô Ambrose - o Mito e a realidade", coral-vermelho.blogspot.com, 16/04/2016, en ligne  (web)
  • Ricardo Silva Ramos de Souza, "Gabriel Mariano - Vida e morte de João Cabafume", A nação, n° n/a (30/06/2011), p. 14
  • Luis Romano, "Gabriel Mariano", África: revista do Centro de estudos africanos  (São Paulo), n° 24-26 (2009), p. 373-378  (web)
  • Glória de Brito, "A representação espacial nos contos de Gabriel Mariano", Portuguese literary and cultural studies, n° 8 (2003 - Cape Verde: language, literature and music, sous la dir. Ana Mafalda Leite), p. 195-211  (web)
  • Cátia Costa, "Entrevista com Gabriel Mariano: para him, o mestiço é que foi o criador da sociedade e da cultura caboverdianas", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XII, n° 52 (07-08/2003), p. 2 + 5
  • Latitudes, n° 16 (12/2002):  (web)
  1. Luis Romano, "Gabriel Mariano", p. 52
  2. Nuno Álvares de Miranda, "Lembrando Gabriel Mariano", p. 53
  • Luís Romano, "Gabriel Mariano", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XI, n° 47-48 (10-11/2002), p. 22
  • Larissa Rodrigues / Vasco Martins / José Leitão da Graça, "Ninguém não vai sem ficar sem morrer ninguèm ressurge (Gabriel Mariano†)", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano X, n° 43-44 (03-04/2002), p. 3​

Rapaz doente

(1963)

Jorge Barbosa

(1964)

Capitão Ambrosio

(1975)

Cabafume...

(1976)

Louvação...

(1986)

Cabafume...

(1989)

Cultura...

(1991)

Ladeira Grande

(1993)