Antonio Aurelio GONCALVES
(1901 - 1984)

Biographie

António Aurélio Gonçalves, connu sous le nom "Nho Roque" est né à Mindelo le 25 septembre 1901 et meurt dans la même ville le 30 septembre 1984, renversé par une voiture.
Fils de Roque da Silva Gonçales et de XXX, après avoir fréquenté le séminaire de São Nicolau, il se rend à Lisbonne en 1917 pour y poursuivre des études de médecine. Après deux années, il se redirige vers les Beaux Arts, puis vers l'Histoire et la Philosophie.
Il ne retourne au Cap Vert qu'en 1939. Là, il devient professeur d'histoire et de philosophie au lycée Gil Eanes, ainsi qu'à l'école technique de Mindelo. Il exerce dans le même temps les professions d'écrivain et de critique.
Sa renommée lui a valu d'avoir une rue à son nom à Mindelo, ainsi qu'un parc, le Parque Nhô Roque, situé près de l'Avenida Marginal. Plus encore, il figure sur les billets de 1'000 escudos capverdiens mis en circulation en 2007 et en 2014, encore en cours aujourd'hui, ainsi que sur un timbre poste.
Enfin, à Praia, un institut a été créé à son nom: le Instituto para António Aurélio Gonçalves.

Il occupe le siège n° 15 des Patronos / Imortais da Academia Cabo-verdiana de Letras, fondée en 2013.

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Ancien billet de 1'000$ escudos capverdiens à l'effigie d'António A. Gonçalves, toujours en circulation
Maison d'António A. Gonçalves, à Mindelo, au n° 31-33 de la rue qui porte aujourd'hui son nom, mais qui s'appelait auparavant Rua de Papa Fria. Une plaque a été aposée sur la maison le 25 avril 2015 à l'initiative de l'Associação Monumento a Nho Roque (AMNR) (web)

Timbre émis en hommage à António A. Gonçalves

Oeuvre littéraire

António Aurélio Gonçalves a publié essentiellement des nouvelles (novelas ou noveletas), quelques essais et poèmes, et des articles dans des périodiques tels que Cabo Verde, Claridade, Raízes, Ponto e virgula...
A la fin de sa vie, il écrit également quelques préfaces pour des ouvrages d'auteurs qu'il affectionne.
On lui connaît de nombreuses traductions en français, mais nous n'en avons pas trouvées dans d'autres langues.

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O enterro de Nhâ Candinha Sena
Há tanto tempo... Nhâ Candinha Sena era uma mulata multo escura, quase preta pode direz-se, de cabelos não muito crespos, sempre escondidos, porque, embora não fosse mulher do povo, usou sempre lenço. Tinha estatura regular. No entanto, como era nutrida e forte, parecia baixa.
Não me lembro bem do rosto; com o tempo, apagou-se-me da memória o desenho exacto das suas feições por aquela época, mas de três coisas nunca me esqueci. Dos olhos - pretos, sorridentes e dos mais meigos, por certo, que tenho conhecido em minha vida. Ficou-me, tambem, a lembrança dos seus braços. Envolviam-me e sobre eles eu nunca me cansave de rolar - no meio de risos - à minha cabeça; conservo ainda a impressão da sua pele fina, morna... Além disso, basta-me pensar nela para escutar novamente o tom da sua voz. Recordo-me que, por vezes, estremecia ao ouvi-la. Erguia, então, o rosto e punha-me a olhar em silêncio para ela, como numa surpresa encantada. Era uma voz, como ás vezes se encontra - mas poucas - em que nos parece distinguir um timbre mais profundo, velado e quente, vibrando acompanhado de outras notas mais altas. Nhâ Candinha tinha uma voz, que era verdadeira música e uma carícia para os meus nervos de criança.
Quando a doença se lhe agravou - jà nas últimas - passou definítivamente para casa do Abel Ferreira, seu sobrinho, e là morreu. Mas, até à velhice, morou sempre numa casinha a poucos passos da nossa. Era andar um bocadinho, subir uma rampazinha e, ao fundo, do lado esquerdo, encontrava-se a sua moradia, apenas com a porta de entrada e uma janela. A porta dava para uma pequena varanda envidraçada, guarnecida de trepadeiras, caixotes com tulipas, que estabelecia comunicação com uma salinha de visitas, desembocava num quitalejo onde o sol era certo como certas visitas íntimas, de todos os dias, que, onde chegam, instalam-se, tagarelam, faiscam e nunca dão sinal de quererem retirar-se. Là havia cadeiras de verga, uma madeira de balouço e era descandando nesta ou assomada à janela que eu encontrava Nhâ Candinha, à tarde, quando tinha licença para sair a cabriolar com o Nhano, com o Pitcha, com o Djindja de Nhâ Maria Arcângela... com a mariolagem da minha rua.
A distância, perdido no meio dos outros, espreitava o aparecimento da minha amiga. Fui sempre uma criança retraída; bastava a curta separação de um dia para me despertar a timidez. Chegao à sua porta, a minha vontade seria entrar por ali dentro numa lufada e lançar-me todo em festa nos seus braços. Era assim que via fazer a alguns dos meus camaradas com pessoas da sua amizade. O seu desembaraço era o orgulho das famílias e fazia o encanto de estranhos. Em todas as conversas, comigo presente, era certo gabarem-nos; achavam-lhes uma graça inesgotável, apontavam-nos como modelos. No íntimo, eu admirava-os como a privilegiados e desejava ser come eles; mas um travão interior abatia inevitavelmente os meus impulsos. Por isso, ia deixando passar o tempo e fingia que tomava parte nas traquinices. A verdade é que não fazia senão esperá-la. Ela via-me - os nossos olhos cruzavam-se -, e chamava-me. Outras vezes demorava-se. Eu, então, a pouco e pouco, subtilmente... aproximava-me da casa de Nhâ Candinha. Deslízava ao longo da parede e surgia à porta a sorrir-me acanhadamente.

António Aurélio Gonçalves, "Enterro de Nhâ Candinha Sena", in Noite de vento, Praia: Instituto cabo-verdiano do livro, 1985, p. 87-88

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Bibliographie


Editions posthumes
Oeuvres

  • Terra da promissão, Lisboa: Editorial Caminho, 2002, 183 p., 21 cm. (pref. Arnaldo França)
  • As virgens loucas, Coimbra: Cena lusofona, 2001, 80 p., 24 cm. (versão teatral Cândido Ferreira)
  • As virgens loucas, Coimbra: Cena lusofona, 2000, 88 p. (versão teatral Cândido Ferreira)
  • Ensaios e outros escritos, Praia / Mindelo: Centro cultural português, 1998, 197 p., 21 cm.
  • Terra da promissão, Praia: Banco de Cabo Verde, 1998, 190 p., 24 cm. (pref. Arnaldo França)
  • Noite de Vento: novelas, Lisboa: Editorial Caminho, 1998, 240 p.
  • Noite de Vento, Lisboa: D. Quixote, 1998, n/a p.
  • Une histoire ancienne, Villegly: Encre Bleue Editeur, 1998, 187 p. (traduction française par Michel Laban): réédition 2015?
  • La fille prodigue, Villegly: Encre Bleue Editeur, 1998, 189 p. (traduction française par Michel Laban): réédition 2015?
  • Petite bourgeoisie, Villegly: Encre Bleue Editeur, 1998, 183 p. (traduction française par Michel Laban): comprend les nouvelles "Petite bourgeoisie", "Mirage" et "Biluca"
  • "L'enterrement de Nhâ Candinha Sena", in Récits e nouvelles des îles du Cap-Vert - Claridade, Paris: Editions Chandeigne, 04/1996, p. 113-140
  • Nuit de vent, Praia: ICLD / Saint-Maur: Sépia, 1996, 249 p.; réédition: 2000 (traduction française par Michel Laban)
  • Recaída, Praia: ICL / Lisboa: Editora Vega, 1993, 147 p. (pref. Arnaldo França), 21 cm.
  • Noite de vento, Praia: ICL, 1985, 211 p. (pref. Arnaldo França); réédition: 1989
Périodiques
  • "Dois astros: Januário Leite e Eugénio Tavares (in A mocidade africana)", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano IX, n° 34-35 (06-07/2000), p. 4
  • "Dois astros: Januário Leite et Eugénio Tavares (extraído de A Mocidade africana), Artiletra: jornal de intercâmbio cultural, ano III, n° 16-17 (1994), p. 4
  • "s.t.", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano III, n° 9 (05/1988), p. 42
  • "Inéditos de Aurélio Gonçalves: a odisseia e perspectiva para a literatura cabo-verdeana", Notícias, ano I, n° 3 (1988), p. 3
  • "Inéditos de Aurélio Gonçalves: a odisseia e perspectiva para a literatura cabo-verdeana", Notícias, ano I, n° 2 (1987), p. 3
  • "Inéditos de Aurélio Gonçalves: a odisseia e perspectiva para a literatura cabo-verdeana", Notícias, ano I, n° 1 (1987), p. 3
Recueils collectifs - Anthologies - 
  • "O enterro de Nhâ Candinha Sena", in Silvie Spánková (ed.), Literaturas africanas de l'ingua portuguesa I. Antologia de textos literários, Brno (Tchèquie): Masarykova univerzita, 2014, p. 99-100
  • "Virgens loucas", in Dulce Almada Duarte / Jorge Miranda Alfama (ed.), Antologia da ficção cabo-verdiana: Claridosos, Praia: AEC, vol. II, 2001, p. 35-57
  • (FR) "L'enterrement de Nhâ Candinha Sena", in Contes et récits de l'archipel du Cap Vert, Paris: CILF / Vanves (Hauts-de-Seine): EDICEF, 1988, p. 113-140

De son vivant:
Oeuvres
  • Pródiga, Sá da Bandeira: A.A. Gonçalves, 1972, 94 p. 17 cm.
  • Virgens Loucas: novelelta, (Mindelo): s.n., 1971, 36 p., 19 cm.
  • Noite de vento: novela, Praia: Edição do Centro de informação e Turismo, 1970, 54 p., 21 cm.
  • Pródiga: noveletas, Sá da Bandeira: Gráfica da Huila, 1962, 94 p., 18 cm. (Coll. Imbondeiro, n° 35-36 / intro. Manuel Ferreira)
  • O enterro de Nhá Candinha Sena, Praia: Imprensa nacional, 1957, 43 p., 18 cm.
  • Pródiga: noveleta, Praia: Imprensa nacional de Cabo Verde., 1956, 65 p., 18 cm.
  • A centelha: cadernos de estudo, Lisboa: s.n., 1938, 24 p., 17 cm.
  • Aspectos da ironia de Eça de Queiroz  (essai), Lisboa: s.n., 1937, 67 p., 20 cm.
Périodiques
  • "O enterro de nhâ Candinha Sena (extractos de noveleta)", Ponto e virgula: revista de intercâmbio cultural, n° especial (02/10/1984), p. 10-11
  • "Regresso ao lar: capitulo final da novela inédita Recaida", Ponto e vírgula: revista de intercâmbio cultural, n° 2 (04-05/1983), p. 20-22
  • "Lazaro (excerto de novela inédita)", Ponto e vírgula: revista de intercâmbio cultural, n° 1 (02-03/1983), p. 11-12
  • "Mestre Gonçalves: três aulas de literatura cabo-verdiana", Voz di povo  (Prais), ano V, n° 260 (1981), p. 8
  • "A criança de ontem e de hoje", Voz di povo  (Praia), ano IV, n° 182 (1979), p. 3
  • "Miragem", Raízes, n° 5-6 (01-06/1978), p. 88-101
  • "Burguesinha", Raízes, n° 3 (07-09/1977), p. 41-54
  • "Biluca", Raízes  (Praia), n° 1 (01-04/1977), p. 31-58
  • "O futuro do português como língua literária em Africa", Revista Colóquio/Letras, n° 21 (09/1974), p. 7-8
  • "Aspectos de ironia de Eça de Queiros: segunda fase: reacções", Cabo Verde: boletim documental e de cultura, ano XIV (nova fase), n° 10-12 / 166-168 (07-09/1963), p. 24-27 
  • Cabo Verde: boletim documental e de cultura, ano XIV (nova fase), n° 1-157 (10/1962), 
  1. "Monólogo na varanda: capîtulo da novela Recaída", p. 3-8
  2. "Muito há a fazer para alargar a actividade literária em Cabo Verde", p. 15-17 
  • "História do tempo antigo", Claridade: revista de arte e letras  (Mindelo), n° 9 (12/1960), p. 2-5
  • Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, vol. XI, n° 131 (08/1960):
  1. "A posse do novo presidente da Câmara de São Vicente", p. 3-10?
  2. "Um problema da literatura portuguesa: a psicologia de Carlos da Maia e o plano construtivo de Os Maias", p. 10-13
  • "Os mais instantes problemas coloniais: ideias prévias", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, vol. XI, n° 129 (06/1960), p. 5-10
  • "Problemas da literatura romanesca em Cabo Verde", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, vol. XI, n° 128 (05/1960), p. 19-23
  • "Noite de vento", Claridade: revista de arte e letras  (Mindelo), n° 8 (05/1960), p. 40-54
  • "Nhâ Candinha Sena", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano VIII, n° 95 (08/1957), p. 18-19; n° 96 (09/1957), p. 18-19
  • "A consulta", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano III, n° 32 (1952), p. 5-10 
  • "Recaída", Claridade: revista de arte e letras  (Mindelo), n° 6 (07/1948), p. 22-34
  • "Recaída", Claridade: revista de arte e letras  (Mindelo), n° 5 (09/1947), p. 19-31
  • "Monsenhor Bouças faleceu em São Nicolau", Notícias de Cabo Verde: orgão regionalista e independente, ano XIV, supl. n° 227 (1944), p. 1-2
  • "Aspectos da ironia de Eça de Queiroz (Apontamentos para um estudo)", Seara Nova: revista de doutrina e crítica:
  1. n° 523 (21/08/1937), p. 366-368  (web)
  2. n° 522 (14/08/1937), p. 352-355  (web)
  3. n° 521 (07/08/1937), p. 325-329  (web)
Receuils collectifs - Anthologies - Autres
  • "Prefácio", in Alicia Borges / Eleana Lima / Emanuel Tamar, Canto liberto, Praia: JAAC - CV, 1981, p. n/a  (Colectânea de poemas apresentados a concurso por ocasião do "I Encontro de Jovens escritores" realizado em São Vicente, de 20 à 26 de Março de 1981)
  • "Prefácio", in Maria de Lourdes Chantre, Cozinha de Cabo Verde, Lisboa: Editorial Presença, 1979, (4e éd., 2001), p. 11-13 (Coll. Habitat, n° 56)
  • "O enterro da Nha Candinha Sena", in Amândio César (ed.), Antologia do conto ultramarino, Lisboa: Editorial Verbo, 1972, p. 5-29
  • "O enterro da Nha Candinha Sena", in Mário de Andrade (ed.), Literatura afrícana de expressão portuguesa, vol. 2: prosa, Lendeln: Kraus Reprint, 1970, p. 75-87
  • "O enterro da Nha Candinha Sena", in Amândio César (ed.), Contos portugueses do Ultramar: antologia, Lisboa: Portucalense editora, vol. 1, 1969, p. 15-42
  • "O enterro da Nha Candinha Sena", in José Alves da Neves (ed.), Poetas e contistas africanos, Saõ Paulo: Editôra Brasiliense, 1963, p. n/a
  • Luís Forjaz Trigueiros (ed.), Cabo Verde, Guiné, S. Tomé e Príncipe, Macau e Timor: o Ultramar português, Lisboa: Livraria Bertrand, 1963,
  1. "Enterro em Cabo Verde", p. 35-41
  2. "Xandinha", p. 35-41
  • Baltasar Lopes (ed.), Antologia da ficção cabo-verdiana contemporânea, Praia: Edições Henriquinas - Achamento de Cabo Verde, 1960:
  1. "Problemas da literatura romanesca em Cabo Verde", p. XXIII-XXXI
  2. "Pródiga", p. 3-54
  3. "O enterro da Nhâ Candinha Sena", p. 55-87

Enregistrements sonores
  • "Cassete audio. António Aurélio Gonçalves", Mindelo (03/08/1984): Casa Comun, Arquivo Mário Pinto de Andrade, cote 04346.035 (web)

Etudes critiques


  • Manuel Brito-Semedo, "Aspectos da ironia de Eça de Queiroz  de António Aurélio Gonçalves", ​Expresso das ilhas, n° 919 (10/07/2019), p. 24-25
  • "Vasco Martins com os músicos: António Aurélio Gonçalves e a morna (entrevista)", Expresso das Ilhas, n° 813 (28/06/2017), p. n/a  (web)
  • Arnaldo França, "O magistério de António Gonçalves lembrava-me sempre o título de um livro de José Régio ", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XXIV, n° 132-133 (11-12/2015), p. 18
  • Jorge Tolentino, António Aurélio Gonçalves: o mestre entre nós, Praia: Universidade do Mindelo?, 2014, 46 p.
  • Maria Manuela Araújo, "António Aurélio Gonçalves: contar com ironia a relação homem / mulher no espaço humano mindelense", Ata do colóquio internacional Cabo Verde e Guiné-Bissau: percursos do saber e da ciência (Lisboa, 21-23 de Junho de 2012), Lisboa: INCT - ISCSP-UTL, 2013, n.p.  (web)
  • Maria João Alves Borges da Gama, O universo feminino em António Aurélio Gonçalves, Praia: IC - CCP, 2009, 142 p. (Premio Sena Barcelos 2009 / mémoire de maîtrise, Lisboa, 2003, 132 f.)
  • Gisela Gomes Duarte Lopes, Da pobreza envergonhada à prática da prostituição: uma abordagem literária, Praia: UniCV, 09/2009, 44 p.  (web)
  • Heidil Rodriguez Pinto, Tema: O texto queirosiano no texto aureliano. Uma leitura intertextual, Praia: UniCV, 06/2008, 62 p. (web)
  • Julieta Sílvia Rodrigues Soares, O discurso metafórico em António Aurélio Gonçalves, Praia: ISE, 09/2008, 54 p.  (web)
  • Rebecca J. Atencio, "Para uma leitura pós-colonial de António Aurélio Gonçalves: o potencial subersivo da imitação em Pródiga  Virgens loucas", Africa: revista do Centro de estudos africanos  (São Paulo), n° 27-28 (2006-2007), p. 9-22  (web)
  • Dina Teresa Chainho Chora, António Aurélio Gonçalves: uma escrita sem fronteiras insulares, Lisboa: D.T.C.C., 2005, 113 f.: mémoire de maîtrise polycopié  BNP cota L 88827 V) 
  • s.n., "António Aurélio Gonçalves. 20 anos de saudade", Kriolidadi  (supplemento A semana / Praia), n° n/a (01/10/2004), p. 2  (web)
  • Maria Felisa Rodriguez Prado, "Algumas insulas na narrativa cabo-verdiana: as noveletas de Antonio Aurélio Gonçalves", in Juan M. Garrasco (org.), Actas do congresso internacional de Historia y Cultura en la Fontera - I Encuentro de Lusitanistas españoles, Cáceres: Universidad de Extremadura, 2000, p. 617-627  (web)
  • Rolando Martins, "Setembro na vida e na morte de António Aurélio Gonçalves: evocação simples de um grande homem simples", O cidadão, ano I, n° 7 (1999), p. 19
  • Lima Isabel Lobo, "Nuit de vent", in Manuel Veiga (ed.), Insularité e littérature aux îles du Cap Vert, Paris: Karthala, 1997, p. 197-200
  • Ivone Ramos, "Relembrando Mano Toi ou Nhô Roque aquele que foi António Aurélio Gonçalves", Artiletra: jornal de intercâmbio cultural, ano I, n° 3 (1991), p. 3
  • Isabel de Almeida Lima Lobo, Noite de vento de António Aurélio Gonçalves: uma novela cabo-verdiana, Lisboa: I.A.L. Lobo (texto policopiado), 1987, 123 f.  BNP cota L 45050 V)
  • Manuel Brito Semedo, "Estudo da novela O enterro de Nha Candinha Sena  de António Aurélio Gonçalves", África: revista do Centro de estudos africanos  (São Paulo), n° 10 (1987), p. 93-99  (web)
  • Fernando Augusto Albuquerque Mourão / Francisco Fragoso, "In memoriam: Cheikh Anta Diop / António Aurélio Gonçalves", África: revista do Centro de estudos africanos  (São Paulo), n° 9 (1986), p. 172-176  (web)
  • Manuel Brito Semedo, "Estudo da novela O enterro de Nha Candinha Sena  de António Aurélio Gonçalves", Voz di letra  (suplemento da Voz di povo), n° 7 (1986), p. 2
  • Manuel Ferreira, "Recensão crítica: Noite de vento", África: literatura, arte e cultura, 2a série, ano IX, n° 14 (08-09/1986), p. 87-88
  • Manuel Ferreira, "(Recensão crítica a Noite de vento  de António Aurélio Gonçalves)", Revista Colóquio/Letras ​ (Lisboa), n° 92 (07/1986), p. 111-113
  • Manuel Ferreira, "António Aurélio Gonçalves, meu mestre e saudoso amigo", África: literatura, arte e cultura  (Lisboa), 2a serie, n° 13 (04-06/1986), p. 19-25
  • Voz di povo, ano XI, n° 490 (1985), :
  1. Maria Lúcia Lepecki, "Vírgens loucas  (1971) de António Aurélio Gonçalves", p. 3 
  2. João Rodrigues, "António Aurélio Gonçalves: breves apontamentos sobre o homem e o escritor", p. 3
  • Herculano Freire, "Lembrando ainda, lembrando sempre o Dr. António Aurélio Gonçalves", Voz di povo, ano X, n° 457 (1985), p. IV
  • Ponto e vírgula: revista de intercâmbio cultural, n° 14 (04-09/1985):
  1. João Lopes Filho, "Duas cartas de António Aurélio Gonçalves", p. 3-9
  2. Leão Lopes, "Conflitos de A.A. Gonçalves", p. 18-21
  • Manuel Ferreira, "António Aurélio Gonçalves, Cabo-verdiano universalista", Revista Colóquio/Letras  (Lisboa), n° 83 (01/1985), p. 75-77 / 76-78 (?)
  • Arnaldo França, "O magistério de António Gonçalves lembrava-me sempre o título de um livro de José Rédio (03/09/1984)", Ponto e vírgula: revista de intercâmbio cultural, n° especial (02/10/1984), p. 8 + photos
  • anonyme, "Um encontro dentre do tempo e do espaço: entrevista a António Aurélio Gonçalves", Ponto e vírgula: revista de intercâmbio cultural, n° 3 (06-07/1983), p. 4-6
  • Álvaro Salema, "Apontamento de leitura da obra novelística de António Aurélio Gonçalves", África: literatura, arte e cultura  (Lisboa), n° 11 (01-06/1981), p. 3-9
  • Maria Lúcia Lepecki, "(Recensão crítica a Virgens Loucas  de António Aurélio Gonçalves", Revista Colóquio/Letras  (Lisboa), n° 11 (01/1973), p. 77
  • Maria Lúcia Lepecki, "(Recensão crítica a Noite de vento  de António Aurélio Gonçalves", Revista Colóquio/Letras  (Lisboa), n° 8 (07/1972), p. 88-89
  • "António Aurélio Gonçalves e a novela Noite de vento  perante a crítica", O arquipélago: orgão informativo do Centro de informação e turismo, ano IX, n° 431 (1970), p. 4
  • Manuel Ferreira, "António Aurélio Gonçalves: um admirável novelista", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XIII, n° 154 (07/1962), p. 13-17
  • Zdenek Hampejs, "Um artigo sobrea a publicação em checo de um conto de António Aurélio Gonçalves", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XI, n° 127 (04/1960), p. 13-14
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(2001)

(2009)

Aspectos da ironia...

Lisboa - 1937

Prodigua

Sá da Bandeira - 1962

Noite de vento

Praia- 1970

Noite de vento

Praia- 1985

Recaída

Praia- 1993

Ensaios...

Praia / Mindelo - 1998

Petite bourgeoisie

Villegly (France) - 1998

Une histoire ancienne

Villegly (France) - 1998

Noite de Vento

Lisboa- 1998

Nuit de vent

Praia / Paris - 2000

Terra de promissão

Lisboa- 2002