Arquipélago
(1985 - 1992?)

Bref historique


La revue Archipélago: revista de opinião e cultura  a été créée sous l'impulsion de l'écrivain Teobaldo Virgínio, en mai 1985, en collaboration avec John Leite, Eduardo Fontes, Lígia Fontes, Manuel Rodrigues, António Nobre Leite et un certain Sátiro.
La rédaction au second numéro est composée de:

  • Director: Virgínio de Melo
  • Subdirector: John Leite
  • Secretário: António Leite
  • Secretário-adjunto: Lígia Fontes
  • Tesoureiro: Manuel Rogrigues
  • Chefe de redacção: Eduardo Fontes
  • Relações públicas: Lurdes Fontes
  • Colaboradora: Virgínia Pires (Adelina Pires apparaît au moins à partir du n° 6, et Tomás Benrós au n° 11)
  • Repórter fotográfico: Carlos Pinto (apparaît au n° 11)

Elle est publiée en portugais, à une fréquence d'environ tous les 4 mois, à Dorchester, dans le Massachusetts. L'adresse change au cours des premiers numéros. Au départ, elle est 120 Welles Av., 3rd, adresse annoncée comme temporaire. Au n° 2 (octobre 1985), elle passe à 81 Fuller St., 2nd, puis au n° 6 (février 1986), à 46 Wainright St., 2nd, adresse semble-t-il définitive.
Le premier numéro ne comporte pas de prix, au contraire du second qui différencie le montant en fonction du pays, comme suit:

  • Estados Unidas - $8
  • Cabo Verde - 400$
  • Portugal - 900$
  • Outros países - $10

Au n° 6 (février 1997), le prix du numéro aux USA passe à $10 en page 2, mais en page 32, avec la liste des dépositaires de la revue dans le monde, on a le chiffres suivants:

  • Portugal: Dr. Nuno de Miranda - 225$ / número
  • Cabo Verde: Jornal Terra Nova  (Mindelo) - 100$ / número
  • França: Luiz Silva - $10
  • New York: Luís Martins - n/a

Au numéro 9 (mai 1988), le prix pour le Portugal grimpe à 1'800$ et celui pour les autres pays à $12. Au n° 11, les prix baissent:

  • Cabo Verde - 200$
  • Portugal - 500$
  • Estados Unidos - $4
  • Estudantes - $2.50

Au n° 11 (mai 1989), le dépositaire de la revue devient la Livraria portuguesa à Lisbonne.
Par ailleurs, l'exemplaire se divise dès lors en 2 cahiers, puis en 3 cahiers au n° 10 (décembre 1988) et n° 11 (mai 1989).
Nous n'avons pas trouver l'information concernant la fin de la revue. Le Worldcat la signale comme encore en activité, mais la dernière mention que nous avons date de 1992, soit l'année VI, n° 19.
Quoiqu'il en soit, le but de la revue est on ne peut plus clair: diffuser la culture capverdienne, mais également montrer que cette culture ne s'est pas figée avec Claridade , qu'il y a une suite, une relève et que la culture capverdienne poursuit sa course au gré des époques et des vicissitudes du pays. Plus que l'édito du n° 1 (ci-dessous), le texte de Teobaldo Virgínio sur José Lopes, qui suit le dit édito, est éloquent à ce sujet.
Par la suite, les sections de littérature et d'histoire culturelle du pays, points focaux de la revue, s'agrémentent de portefolios de photographies de Capverdiens vivant aux USA et d'oeuvres d'artistes locaux.
Notons également le fait que la revue compte presque autant de femmes collaboratrices que d'hommes, ce qui est rare dans le monde de l'édition périodique capverdienne.

Mais au final, à défaut d'avoir accès à l'intégralité de la revue, nous ne pouvons être plus précis.
Une étude reste à faire sur ce périodique majeur de la diaspora capverdienne, auquel contribuent des écrivains comme Luís Romano, Nuno de Miranda, Filinto Elísio, Luís SilvaSukre d'Sal ou encore Manuel Ferreira.

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EDITORIAL


Arquipélago é o produto dum esforço colaborativo para captar por escrito a história, a cultura, e as tradições do povo de Cabo Verde. Os artigos e ensaios são incluídos com os trabalhos literários com a intenção de servirem de fonte de informação a leitores interessados na documentação duma cultura que evoluiu no médio Atlântico, nos passados cinco séculos. Por isso, em adição àqueles ensaios referentes a temas contemporâneos, reproduções e análises de trabalhos de autoria de académicos caboverdianos do passado serão ocasionamente disponiveis na publicação.
Uma análise descritiva de qualquer cultura afirma que a arte, tradições e costumes evoluiram organicamente, assim como a sociedade da qual originaram à também uma entidade orgânica. Contudo, observadores tendenciosos ao serem prescritivos na sua análise, particularmente na sua maneira de aproximar a arte e literatura, deixam o leitor sem um entendimento coerente dos valores da cultura envolvida, mas sim dos valores do próprio observador.
Aos leitores do "Arquipélago" serão oferecidos exertos literários originais assim como periódicas análises concretas da prosa e poesia dos nossos antecessores caboverdianos, cujas obras, embora ainda existam, não são de fácil acesso hoje. Evidente que o passado e o presente não são mutuamente exclusiveis se quisermos examinar as nossas tradições.
Há todavia, aqueles detratores que afirmam que depois de quinhentos anos Cabo Verde não atingiu uma história singular. Este ponto de vista pressupõe que o grupo de ilhas em questão é único simplesmente pelo facto do seu passado ser dispensável. Se assim fosse, como se só agora uma cultura estivesse a ser formada por decreto, alguém poderia argumentar que uma publicação como o "Arquipélago" estaria a ser precipitosa; visto que a situação de Cabo Verde necessitaria esperar mais algumas gerações para acumular temas suficientes para estudo. Contudo, depois de examinar de perto, chega-se à conclusão que tal não é o caso.
Diz-se que "a criança é o pai do homem" quando se olha para o futuro. Mas ao examinar a evolução duma cultura existente, temos de vez em quando de olhar para trás. Em termos culturais, o passado e o presente não competem um com o outro porque são inextricavelmente ligados pela tradição como está o próprio povo. Enquanto escritores de outras gerações caem, ou não no agrado do público, de acordo com as correntes de moda, devemos lembrar que o presente se esvai. O que foi negado por ele, num determinado momento, será "reabilitado" no próximo. Daí, o passado, se necessário for, poder pacientemente esperar uma eternidade para ser reconhecido; pois está lá e sempre estará. Nesse sentido ele pode sorrir perante o nosso orgulho e alegar ser para sempre mais novo que o presente a desvanecer.
ARQUIPELAGO, ei-lo nos seus primeiros passos.

ARQUIPELAGO

Arquipélago, n° 1 (1985), p. 4

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Collaborateurs - Table des matières

La table des matières et la liste des collaborateurs ont été réalisées à partir des 7 exemplaires originaux à notre disposition. Aussi il y manque les numéro 4, 5, 8 et 12-19 au moins.

La table des matières des dits numéros peut être consultée ici: pdf.

Liste des auteurs et collaborateurs:

  • Osvaldo Alcântara (alias de Baltasar Lopes), n° 10
  • Eudo Tavares de Almeida, n°6, n° 7, n° 9
  • Tavares de Almeida, n°2
  • Balantim, n°6
  • Tomás Benrós, n°6, n° 9, n° 10, n° 11
  • Alberto Caeiro, n° 10
  • Alvaro de Campos, n° 10
  • Pedro Cardoso, n° 9
  • Pierrette et Gérard Challendar, n° 9
  • Gonçalves Dias, n° 9
  • Filinto Elísio, n° 11
  • Brit Evrad, n° 11
  • Manuel Ferreira, n° 9, n° 10
  • Ruben Ferro, n° 9
  • M. Alice Whanon Ferro, n° 9
  • Gertrudes Fidalgo, n° 7
  • Eduardo Fontes, n° 1, n°2, n°6, n° 7, n° 9, n° 10, n° 11
  • Lígia M. Fontes, n° 1, n° 7
  • Tony Fontes, n°6
  • António Aurélio Gonçalves, n° 9
  • Viriato Gonçalves, n° 10
  • Leonina Fortunato Heringer, n° 9
  • J.A.S. Lopito Feijoó K., n° 10
  • António Nobre Leite, n° 1, n°2, n°6, n° 7, n° 9, n° 10, n° 11
  • John Leite, n° 1, n°2, n°3, n° 7, n° 9, n° 10
  • Maria Lúcia Lepecki, n° 10
  • B. Leza, n°3, n° 9
  • Baltasar Lopes, n° 9
  • Manuel Lopes, n° 9
  • Leonel Warton Madeira (oeuvres), n° 11
  • Virgínio de Melo, n°6
  • Nuno de Miranda, n°2, n°3, n°6
  • Fátima Monteiro, n° 9
  • Fernando Pessoa, n° 10
  • Virgílio Avelino Pires, n° 9
  • Virgínia Pires, n°3
  • Ricardo Reis, n° 10
  • João Rodrigues, n° 10
  • Manuel Rodrigues, n° 1
  • Luís Romano, n°6, n° 7, n° 10, n° 11
  • Ana Júlia / Ana Júlia Macedo Sança, n°3, n°6, n° 7
  • Sátiro, n° 1
  • Adelina Silva / Adelina C. da Silva, n°2, n°3, n° 7, n° 9
  • Luíz (Luís) Silva, n°6, n° 7, n° 10, n° 11
  • Paula Barracosa / Paula Barracosa Silva, n° 6, n° 7
  • Sukre d'Sal (alias de Francisco António Tomar), n° 9, n° 10
  • Teixeira de Sousa, n° 9
  • Eugénio Tavares, n° 9
  • Teobaldo Virgínio, n° 1, n°2, n°3, n°6, n° 7, n° 9, n° 10, n° 11

Etudes critiques - Articles


Aucune étude critique complète ou partielle n'a été trouvée à ce jour concernant ce périodique!

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