Manuel FERREIRA
(1917 - 1992)

Biographie

Manuel Ferreira est né en 1917 à Gândara dos Olivais, au Portugal, et meurt le 17 mars 1994 à Linda-a-Velha.
Il suit un cursus en Pharmacie et en Commerce au lycée. Puis il obtient une licence en Sciences sociales à l'Université technique de Lisbonne.
Entre 1941 et 1947, il accomplit son service militaire au Cap Vert. Il y épouse une autre écrivaine capverdienne, Orlanda Amarilis, dont il a deux fils: Sérgio Manuel et Hernâni Donaldo. A Mindelo, il fréquente les milieux littéraires de Claridade  et Certeza.
Par la suite, il séjourne à Goa (les Indes portugaises) et en Angola, d'où il profite de l'occasion pour visiter les pays voisins et aussi y découvrir et étudier la littérature locale.
Ces expériences non seulement marquent son travail de recherche, mais encore son oeuvre littéraire (romans, contes, littérature enfantine...).
Il finti par vivre à Linda-a-Velha au Portugal où il dirige une revue et une maison d'édition. Et il devient également professeur d'études sur la littérature africaine à l'Université de Lisbonne, dont il reste aujourd'hui encore, un des plus éminents spécialistes.

Il occupe le siège n° 23 des Patronos / Imortais da Academia Cabo-verdiana de Letras, fondée en 2013.

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Oeuvres littéraires


Manuel Ferreira est avant tout un spécialiste de la littérature lusophone et plus particulièrement de celle du Cap Vert.
Parmi ses nombreux travaux et études, articles et essais, on retiendra avant tout sa remarquable compilation No reino de Caliban: antologia panorãmica da poesia africana de expressão portuguesa  qu'il publie en 3 volumes entre 1975 et 1985.
Il est aussi le propriétaire - fondateur - directeur de la notable revue portugaise África: literatura, arte e cultura  créée en 1978. Il dirige également la maison d'édition ALAC, rattachée à cette revue et spécialisée dans l'édition de la littérature africaine de langue portugaise. Il collabore par ailleurs à de nombreuses revues lusophones, dont Vértice, Seara Nova, le supplément "Cultura e Arte" du périodique O comércio do Porto, celui du Diário de Lisboa, Ocidente, Estudos ultramarinos, Colóquio / Letras, Província de Angola, Cabo Verde, etc.
Il ne se cantonne pas, par ailleurs, à la seule littérature érudite, d'études critiques et d'essais, mais écrit aussi bien des romans (Hora di bai, Casa das Motas, Voz de prisão...), que des contes (Grei, Morna, Nostalgia do Senhor Lima, Terra trazida...) ou des livres pour enfants (O sandinó e o corá, No tempo em que os animais falavam, A Maria Bé e o Finório Zé Tomé, A pulseirinha de Oiro, Vamos contar histórias? / O gato branco e o gato maltês, Quem pode parar o vento?..). Ces ouvrages connaissent de nombreuses rééditions.
Il reçoit le prix Fernando Mendes Pinto en 1957 pour Morabeza, le Prix Ricardo Malheiros en 1962 pour Hora di bai  et le Prix de l'Imprensa cultural en 1967 pour A aventura crioula.
A noter que son roman Hora di bai  a été traduit en en arabe, en français, en italien et en ukrainien. Certaines autres oeuvres l'ont été en allemand, polonais, russe, tchèque...

Enfin, question posé par Arnaldo França dans un de ses articles: peut-on, quoiqu'il en soit, considérer Manuel Ferreira, comme un auteur capverdien? Pas sûr. Certes Manuel Ferreira a beaucoup fait pour sortir la littérature capverdienne de l'ombre et Hora di bai n'est pas une oeuvre anodine, mais Ferreira s'est intéressé d'une manière très large à l'ensemble des littératures de langues portugaises, du temps des colonies à l'avènement des jeunes républiques. De là à en faire un auteur capverdien...


Remarque: Manuel Ferreira a plusieurs homonymes contemporains, écrivains, dont Manuel Ferreira (1916 - Ponta Delgada / Açores - web), Manuel Alves Ferreira, Manuel António Ferreira (probablement le même que Manuel Ferreira 1890-1963), Manuel António da Silva Ferreira, Manuel António de Medeiros Ennes Ferreira, Manuel Cavaleiro Ferreira, Manuel Cordeiro Ferreira, Manuel de Jesus Ferreira, Manuel de Pinho Ferreira, Manuel Luís Ferreira, Manuel Pita Juvenal Ferreira, Manuel Rodrigues Ferreira, Manuel Rosa Perreira, voire Manuela Ferreira qui collabore au périodique África hoje, tout comme Manuel Ferreira.
Ceci rend l'établissement de la bibliographie difficile.

Structure de Morna  (1948 / 1962)

  • "Puchinho"
  • "O cargueiro voltou ao Porto"
  • "Nhô Luís, pai de Rosita, ou uma flor entre os cardos"
  • "Bèlinha foi ao baile pela primeira vez"
  • "Nhô Vicente, essa história como foi?"
  • "Antonieta"
  • "D. Ester, chá das Cinco"
  • "A visita de Nha Joana"
  • "Tão velho era Nhô João"

Structure de Terra trazida  (1972)

  • "Puchinho"
  • "Bèlinha foi ao baile pela primeira vez"
  • "Dia domingo em casa de amigos"
  • "O cargueiro tornou ao porto"
  • "Antonieta"
  • "Filipe Cabeça de Peixe"
  • "D. Ester, chá das cinco"
  • "Amarito"
  • "Uma flor entre os cardos"
  • "Nhô Vicente, conte a história toda"
  • "Os mandongues de Pujinho Sena"
  • "A visita de nha Joana"
  • "Quando as chuvas não voltam mais"
  • "Nha Dos Ramos"
  • "A raiva de nhô João"

A MAIS BELA AVENTURA LITERÁRIA EM TERRAS DO ULTRAMAR PORTUGUÊS, assim define Manuel Ferreira a literatura de Cabo Verde.

Uma consciência de maturidade
Cabo Verde (CV): - Parece-lhe que mantém a vitalidade inicial o movimento cabo-verdiano revelado, em 1936, com a publicação da revista  Claridade?
Manuel Ferreira (MF): - Tudo o que, depois de 1939, sucedeu em Cabo Verde, no âmbito literário, é para o atestar: novos números de Claridade; livros de poemas; livros de ficção; uns tantos ensaios: dezenas de poemas saídos em revistas e jornais; contos dispersos; duas antologias; uma de ficção outra de poesia; e revista Certeza; o Suplemento cultural; a colaboração literárias e até editoriais; tradução no estrangeiro de um livro de prosa e vários poemas - e isto, a despeito do afastamento, da distância, a despeito de cada um ali ter que contar apenas consigo mesmo e todos com ninguém - é bem, assim  o pensamos, a prova provada de que o fenômeno literário de Cabo Verde não só conserva a vitalidade inicial como se poderá afirmar que, agora, sim, agora è que esse movimento se nos afirma capaz de desbordar dos seus limites iniciais, em força, em penetração, em presença viva e actuante, resultado de uma consciência que é já consciência de maturidade.
CV: - Ao grupo dos pioneiros da literatura cabo-verdiana agregaram-se representantes de novas gerações, novos valores?
MN: - Nem o fortalecimento dessa consciência literária seria possivel, sem a renovação que as gerações mais novas lhe transmitiram. Numa altura em que ainda era legitimo pôr em dúvida a existência ou não existência de uma literatura cabo-verdiana, em que dir-se-ia os pioneiros já tudo terem dito (afinal, não tinham!) foi precisamente quando outros mais novos se incorporaram no pelotão e continuaram a arrancada: grupo de Certeza, grupo do Suplemento cultural, recentemente o jovíssimo  grupo do Boletim do Liceu e, de há dias, a bem dizer, os rapazes de Sèlo, uns e outros nem sempre fadados para grandes voos, bem certo, mas sem dúvida a garantirem-nos de que há um fermento e uma levedura e, como é natural, de quando em quando, sentimos o cheiro bom a pão cozido.
CV: - Julga legítimo falar-se, especificamente, de uma literatura cabo-verdiana e, de modo mais geral de uma cultura cabo-verdiana?
MF: - Na experiência humana de que e alimenta, na linguagem que cria, na atmosfera em que respira, na cor, na paisagem, nos temas que a servem, em tudo afinal que faz uma obra liter´ria, a literatura do arquipélago crioulo se distingue de qualquer outra e, tendo sido logo de início a mais bela aventura literária em terras do Ultramar, ainda hoje continua a ser a única que já logrou uma autonomia indiscutivel, sem embargo das experiências sérias e ponderosas que se vêm realizando em Angola e Moçambique. A força da sua expressão, a singularidade dos seus temas, dão-lhe, conferem-lhe uma individualidade efectivamente um lugar especifico e tão segura, que nos permite logo apartá-la ao primeiro contacto por mais próximo que seja o parentesco.
E se alongarmos o âmbito da nossa divagação para uma zona mais ampla, seja a da Cultura, aqui o problema é um pouco mais melindroso. Mesmo assim, porém, se considerarmos a morna  como expoente da sua sensibilidade, a poesia local nas suas duas formas: o dialecto  crioulo e a língua -mãe; a sua culinária; o seu estilo de vida; a sua maneira de ser e de estar no mundo; a sua literatura tradicional que, simultâneamente, se afasta e se aproxima da guineense e da lusitana, refazendo as histórias à sua imagem e semelhança; o seu dialecto crioulo, manifestação altamente significativa de uma personalidade sui generis; se tivermos em conta ainda a sabedoria popular, as suas crençase hábitos, as suas danças, os seus provérbios, toda uma tradição cultural tão individualizada; se, com efeito, considerarmos tudo isto, que não é senão, ao cabo, aquilo que define e afirma um povo na s anos de idade, e que se chua total dimensão, eu creio que sim, eu creio que não será demasiado optimismo da minha parte afirmar que há uma cultura caboverdiana, caldeada ao longo de quatro séculos no encontro de dois povos portadores cada um de um tipo de civilização e que, em síntese, possibilitou a criação de um novo grupo étnico, de reminiscência africanas, mas com fundo lastro europeu: o homem cabo-verdiano, preocupado, diga-se de passagem, em esquecer a sua orgiem de responsabilidade.

O moderno fenómeno literário do Arquipélago crioulo
CV: - Como explica a riqueza de um movimento literário, como o cabo-verdiano, num meio que o próprio Manuel Ferreira definiu como meio pobre - pobre de pão, pobre de cultura, pobre de contactos, pobre de apoio distante?
MF: -  Tarefa difícil esta de responder à sua pergunta, embora em "Consciência literária de Cabo Verde" (n° 3 de Estudos ultramarinos) tenha já tentado uma explicação da exegese do moderno fenómeno literário do arquipélago crioulo.
O dominio da língua portuguesa por parte de toda a população alfabetizada e por grande parte mesmo daquela que o não é; o baixo nível de analfabetismo nas zonas urbanas e semiurbanas; um Seminário (hoje extinto) e, mais tarde, um Liceu criaram a condição primeira para que, já nos fins do século passado, tivesse sido possível um surto de vocações literárias que deixaram rastro, talvez de sulco de pequena profundidade, é certo, por jornais, publicações, almanaques, etc., mas de qualquer maneira a ter em conta num balanço total. Este tipo de vocações literárias, quase todas elas movimentando-se ao gosto da cena lisboeta, teve o seu exponente maior nessa curiosa figura, há pouco falecida com 90 anos de idade, e que se chamou o poeta José Lopes. Paralelmente a este surto, porém, não é difícil descortinar um outro, mas agora de raiz crioula, a entroncar na produção de mornas em dialecto local, uma das tradições mais ricas do Arquipélago. E depois de Pedro Cardoso e sobretudo Eugénio Tavares, dois dos que até 1930, melhor souberam aproximar-se da alma crioula, acontece que, por essa altura, surge, como que inesperadamente, um grupo de jovens com ideias estranhas. Andava o mundo nesta data envolvido em agudos problemas sociais e a Cabo Verde, como a todos os lados, afinal, vinham chegando os ecos dessa crise e, através do Porto Grande de S. Vicente, a Presença  e os livros da moderna literatura brasileira penetravam em Cabo Verde, principalmente no Mindelo e na Praia. Os jovens literatos de então resolveram fazer alguma coisa que correspondesse a um anseio vago em alguns, a um desejo mais definido noutros. Foi então que eles se agruparam, se interrogaram, se interpelaram - e, ao cabo, descobriram esta coisa simples: que tinham a sua terra e a sua gente para tratar, pois a época era a de encarar a realidade e não as formas vagas do sonho e da abstracção; e mais: que a forma de tratar a realidade que se desdobrava a seus pés era a de seguirem o exemplo dos seus pares brasileiros, não os copiando evidentemente, mas aprendendo-lhes a lição. Por outro lado, a revista Presença, nomeadamente no que ela tinha de modernidade formal, os contactos pessoais (o caso de José Osório de Oliveira, junto de Jorge Barbosa) e outros motivos, vários e múltiplos contribuiram para uma consciência social (que positivamente não era ideológica) actuante trazendo ao primeiro plano das preocupações de cada um a grandeza dos dramas da sua gente.
Tinham um mundo a refazer. Um mundo a recriar. E foi nesse tempo já tão acentuada a posição que tomaram que, com tal tarefa, não só apenas lançaram as bases de uma literatura portuguesa, ali se criou um capítulo inédito, já pela sua natureza de literatura de feição tropical, já porque só muitos anos passados havia de surgir na Metrópole um movimento de características mais ambiciosas, é verdade, mas afim na medida em que ambos tinham como ponto de partida não os recessos psicológicos do indivíduo, mas sobremodo o comportamento do homem no contexto das relações sociais.
Com isto queremos significar que esta sucessão de factos e cricunstâncias fora de tal modo poderosa que se sobrepôs a todas as faltas de pão, a toda a escassez de  meios de cultura, à pobreza de contactos e à ausência daquele apoio distante a que me refiro na introdução à Antologia de ficção cabo-verdiana  possibilitando assim o milagre de uma literatura retintamente cabo-verdiana.
CV: - De que modo se sente vinculado ao movimento cultural cabo-verdiano?
MF: - Quando aportei a Cabo Verde, 1941, tive a felicidade de, breves dias depois, encontrar por acaso numa pensão, uma rapaziada do liceu, entre a qual havia três ou quatro que deviam, mais tarde, revelarse poetas de merecimento. Nunca mais (à excepção de um que por aí anda talvez já a pensar nas contas que há-de, um dia, prestar ao Senhor), nunca mais nos apartámos. Entretanto, conhecia também os homens de Claridade. E estas amizades ajudaram-me muito. Durante os anos que andei em Cabo Verde tomei consciência da problemática das ilhas. Penetrei na psicologia das gentes. Dei conta das linhas metras da sua literatura nascente. E vivi ardores e alegrias do seu povo. Ali casei e ali me nasceu o meu primeiro filho. Fiz-me cabo-verdiano  e nunca mais traí a pátria de adopção. E registo com orgulho o sentir-me responsável pelo movimento da Certeza. É que, em 1942, apesar da Claridade, apesar já dos dois livros de poemas de Jorge Barbosa os jovens poetas de 17 a 20 anos, nenhum parenesco possuiam, nem na forma livre do verso (nesse tempo quase obrigatória para um poeta que começava) nem nas preocupações de uma literatura de raiz autóctone, com a revolução literária que há cerca de dez anos havia eclodido ali. A figura que pesava sobre eles era o velho José Lopes, que há pouco referi. E foi mercê de uma longa e diária convivência que se radicou no espírito desses moços a necessidade de experimentarem uma poesia nova, actualizada em relação ao tempo.
Além daquilo que eu tinha aprendido na literatura da época, em jornais e revistas como O diabo, o Sol nascente, a Sintese  foram também responsáveis o Manuel da Fonseca, o Mário Dionísio, o Carlos de Oliveira, o Alves Redol, o Joaquim Namorado e outros assim que tinha levado comigo ou que, entretanto, começavam a chegar à Livraria Leão, de S. Vicente. Pois Certeza, toda ela, apesar de ser obra de moços de 18 anos, reflecte uma mentalidade que acertava o relógio pela época. Depois, deixei Cabo Verde - e aconteceu-me isto: três livros inspirados na motivação regional do Arquipélago, dezenas de artigos, entrevistas, colóquios, prefácios, programas da rádio, um livro de estudos à espera de editor, separatas, intervenções na edição de algumas obras de autores cabo-verdianos, uma tradução no estrangeiro, etc., etc. O que representa, assim a brincar, 90% da minha actividade literária e intelectual durante vinte anos, ligada ás ilhas crioulas. E é isto, em linhas gerais, o que me liga ao fenómeno literário de Cabo Verde, e me faz, já não sei se voluntáriase involuntáriamente, escravo da quelas ilhas.

Cabo Verde: boletim documental e de cultura, ano XIV, nova fase, n° 9 / 165 (06/1965), p. 18-21

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Bibliographie


Oeuvres

  • (IT) Hora di bai, Livorno: Vittoria Iguazu Editoria, 01/2012, 144 p. (trad. italiano Elisa Scaraggi)
  • (?) Manuel Lopes e o apelo da Terra-Mãe, Lecce: Universitá di Lecce, 1991, 4 p.: réédition d'un article d'Artiletra
  • A última obra de José Craveirinha: Maria, Lisboa: AULP, 1989, pag. var.
  • O discurso no percurso africano: contribuição para uma estética africana, Lisboa: Plátano Editora, 1989, 383 p., 21 cm. (coll. Obras de Manuel Ferreira)
  • ساعة الرحيل  (Hora di bai), دار الوحدة للطباعة والنشر , (éditeur: Dar Al Wahda), 1982, 212 p.
  • Que futuro para a língua portuguesa em África?, Linda-a-Velha: ALAC, 1988, 91 p., 18 cm. (coll. A preto e branco, n° 1)
  • Quem pode parar o vento?, Porto: Edições Asa, 1987, 31  p., 21 cm. (coll. ASA Juvenil, n° 14)
  • Hora di bai, Mem Martins: Europa - América, 1987, 136 p., 18 cm. (coll. Livros de bolso Europa-América, n° 487)
  • (UA) (Hora di bai: romance), Kiev: Dnipro, 1986, 138 p., 13 cm. (trad. para o ucraniano de Margarita Gerdinivska)
  • M.F. / Matilde Rosa Araújo, Vamos contar: três histórias, Lisboa: Fundo de apoio aos organismos juvenis, 1986, 22 p., 21 cm. (coll. Cadernos juventude e cultura, n° 12)
  • A aventura crioula, Lisboa: Plátano Editora, 1985, 386 p., 21 cm.
  • O mancebo e trovador Campos de Oliveira, Lisboa: Imprensa nacional - Casa da Moeda, 1985, 134 p., 24 cm. (coll. Escritores dos países de língua portuguesa, n° 2)
  • Voz de prisão, Lisboa: Plátano Editora, 1984, 110 p., 20 cm. (coll. Obras de Manuel Ferreira); réédition: 1985
  • Grei, Lisboa: Plátano Editora, 1984, 90 p., 20 cm. (Obras de Manuel Ferreira)
  • M.F. / Ana Duarte de Almeida, A pulseirinha de oiro, Lisboa: Plátano Editora, 1984, 42 p., 25 cm. (coll. A rã que ri, n° 18)
  • A Maria Bé e o Finório Zé Tomé, Lisboa: Plátano, 1982, 40 p., 19 cm. (coll. Leonor Praça, n° 4)
  • Hora di bai, Lisboa: Plátano Editora, 1982, 198 p., 21 cm. (coll. Obras de Manuel Ferreira)
  • Quem pode parar o vento?, Lisboa: Plátano Editora, 1982, 38  p., 24 cm. (coll. A rã que ri, n° 16)
  • No tempo em que os animais falavam, Lisboa: Plátano, 1981, 45 p., 24 cm. (coll. A rã que ri, n° 12)
  • O sandinó e o corá, Lisboa: Plátano Editora, 1981, 46 p., 24 cm. (coll. A rã que ri, n° 14)
  • Hora di bai: romance, São Paulo: Ática, 1980, 160 p., 21 cm. (coll. Autores africanos, n° 6)
  • Terra trazida, Lisboa: Plátano Editora, 1980, 174 p., 21 cm.
  • Hora di bai, s.l.: Círculo de leitores, (198-), 184 p.
  • Grei, Lisboa: Plátano Editora, 1978, 114 p., 16 cm.
  • Voz de prisão, Linda-a-Velha: ALAC, 1978, 153 p., 21 cm. (coll. Tempo africano)
  • Quem pode parar o vento?, Porto: Ed. ASA, 1977, 29 p., 21 cm.
  • Morna, Lisboa: Início, 1977?, 137 p. (coll. Ficção, n° 4 / ed. reescrita)
  • A casa dos Motas, Lisboa: Caminho, 1977, 209 p., 19 cm. (coll. Letras, n° 10)
  • O gato branco e o gato maltês, e outras histórias, Mafra: Editora, 1977, 45 p.
  • Literaturas africanas de expressão portuguesa, vol. I: Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau; vol. II: Angola - Moçambique, Lisboa: Instituto de cultura portuguesa, 1977, 141 p. + 151 p., 19 cm. (coll. Biblioteca breva, n° 6-7); réédition: 1986
  • A Maria Bé e o finório Zé Tomé, Lisboa: Plátano Editora, 1976, 45 p. (ill. Leonor Praça)
  • No tempo em que os animais falavam, Lisboa: Plátano Editora, 1977, 45 p., 24 cm. (coll. A rã que ri, n° 12)
  • O sandinó e o corá, Lisboa: s.n., 1974, 51 p., 23 cm. (ill. Raimundo Rodrigues)
  • A pulseirinha de Oiro, Lisboa: s.n., 1973, 40 p., 22 cm.
  • Filipe Cabeça de Peixe, Lobito: OPAL, 1973, 16 p. (coll. Cadernos Capricórnio, n° 4)
  • A aventura crioula ou Cabo Verde, Lisboa: Plátano Editora, 1973, 441 p., 19 cm. (coll. Temas portugueses, n° 2)
  • A Maria Bé e o Finório Zé Tomé e outros contos, Lisboa: Plátano, 1972, 45 p., 24 cm. (coll. Primeiras histórias, n° 1); réédition: 1974, 1976
  • Quem pode parar o vento?, Lisboa: s.n., 1972, 24 p., 21 cm.
  • Terra trazida, Lisboa: Plátano Editora, 1972, 223 p., 18 cm. (coll. Poliedro, n° 1)
  • Hora di bai, Lisboa: Plátano Editora, 1972, 264 p., 19 cm. (coll. Poliedro, n° 3)
  • Vamos contar histórias, Lisboa: s.n., 1971, 32 p., 21 cm.
  • A nostalgia do senhor Lima, Lisboa: Estudios Cor, 1971, 31 p., 19 cm.
  • A pulseirinha de Oiro, Lisboa: Plátano Editora, 1971, 48 p. (ill. Raimundo Rodrigues / coll. A rã que ri, n° 18); réédition: 1984
  • A pulseirinha de Oiro, Lisboa: s.n., 1971, 22 p., 21 cm.
  • Voz de prisão, Porto: Editorial Inova Lda, 1971, 154 p., 21 cm. (coll. Orfeu negro, n° 1); rééditions: 1976, 1978, 1991
  • O sandinó e o corá, Porto: Inova impr., 1970, n/a p.
  • A Maria Bé e o Finório Zé Tomé, s.l.: s.n. (Lisboa: Tip. Bosil), 1970, 33 p., 22 cm.
  • A aventura crioula ou Cabo Verde: uma síntese étnica e cultural, Lisboa: Editora Ulisseia, 1967, 276 p., 19 cm. (coll. Poesia e ensaio, n° 14); réédition: 1973
  • (FR) Le pain de l'exode (Hora di bai), Paris: Casteman, 1967, 223 p.  (trad. en français par Maryvonne et Gilles Lapouge)
  • Morna: contos de Cabo Verde, Lisboa: Início, 1967, 137 p., 19 cm.
  • Morabeza, Lisboa: Editora Ulisseia Lda, 1965, 123 p., 19 cm. (pref. José Cardoso Pires / ed. refundida e aumentada)
  • O sandinó e o corá, n/a, 1963, n/a p.
  • Hora di bai, Lisboa: Portugália, 1963, 262 p., 17 cm. (coll. O livro de bolso, n° 52-53)
  • Consciência literária cabo-verdiana, quatro gerações: Claridade, Certeza, Suplemento literário Boletim do Liceu Gil Eanes, s.l.: Direcção dos serviços de economia e estatística geral da Província de Moçambique, 1963, 270 p.
  • Hora di bai, Coimbra: edição do autor / Vértice?, 1962, 278 p., 20 cm. (Prémio Ricardo Malheiros)
  • Morabeza: contos de Cabo Verde, Sá de Bandeira (Angola): Imbondeiro, 1961, 30 p., 17 cm. (coll. Imbondeiro, n° 13)
  • M.F. / Luís Romano, Entrevista sobre Cabo Verde: renascença de uma civilização no Atlântico médio, Lisboa: Editorial Império, 196-, 48-56 p., 24 cm.
  • Morabeza: contos de Cabo Verde, Lisboa: Agência geral do Ultramar, 1958, 106 p., 24 cm. (Prémio Fernão Mendes Pinto, 1957)
  • A casa dos Motas: romance, Lisboa / Algès ?: Orion Editora, 1956, 369 p., 20 cm.
  • Morna: contos de Cabo Verde, Leiria: edição do autor, 1948, 161 p., 19 cm.

Périodiques

  • "Certeza  ou a aleluia deslumbrante dos dezoito anos", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XXIV, n° 132-133 (11-12/2015), p. 5
  • (?) "Manuel Lopes e o apelo da Terra-Mãe", Artiletra, ano I, n° 1 (1991), p. 5
  • "... para que conste e se enriqueça a cabo-verdianidade", A semana, ano I, n° 20 (1991), p. IV
  • (?) "Cabo Verde, a terceira via estética", Jornal de letras, artes e ideias  (Lisboa), n° 27 (06/03/1990), p. 27
  • "Guiné-Bissau, uma literatura escassa", Diário de Moçambique  (Beira), n° n/a (22/04/1989), p. 8-9
  • "Fernando Pessoa em crioulo: na tradução do poeta Guedes Brandão", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano III, n° 10 (12/1988), p. 72-73
  • "Da regionalização à universalidade na ficção de Teobaldo Virgínio", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano III, n° 9 (05/1988), p. 5-8
  • (?) "Nicolas Guillen e o surto da poesia africana de língua portuguesa", Estudos portugueses e africanos, n° 12 (1988), p. 49-55
  • "Boa Vista: homens e areias em luta pelo futuro", Voz di povo, ano XII, n° 702 (1988), p. 6-7
  • "Política de habitação", África hoje, ano III, n° 22 (03/1987), p. 415
  • "África: entre o controlo e a explosão demográfica", África hoje, n° 19 (12/1986), p. 40-41
  • África hoje, n° 17 (10/1986):
  1. "Aos 26 anos Nigéria enfrenta rebilião juvenil", p. 20-21
  2. "Ilha de Moçambique: beleza com mussiro", p. 29-30
  • África hoje, n° 15 (08/1986):
  1. (?) "Pigmentação da pele deixou de ser uma factor suficientemente forte de união", p. 48-49
  2. "Emigrantes portugueses também sofrem: e muito", p. 50
  3. "Crioulo: lingua de trapos?", p. 54-55
  • "Recensão crítica: Noite de vento", África: literatura, arte e cultura, 2a série, ano 9, n° 14 (08-09/1986), p. 87-88
  • "Claridade, a voz da caboverdianidade", África hoje, n° 12 (05/1986), p. 48-49
  • África: literatura, arte e cultura, 2a série, vol. 9, n° 13 (04-06/1986):
  1. "António Aurélio Gonçalves, meu mestre e saudoso amigo", p. 19-25
  2. "A imprensa cultural e literária africana de língua portuguesa: O serão, folha literária, noticiosa e charadística", p. 45-47
  • M.F. / Juliet Perkins, "Luz e crença: an Episode in Angolan Journalism", Portuguese Studies, vol. 1 (1985), p. 168-181
  • "António Aurélio Gonçalves, Cabo-verdiano universalista", Colóquio / Letras   (Lisboa), n° 83 (01/1985), p. 75-77
  • "Numa perspectiva socio-cultural: que futuro para a língua portuguesa em África?", Congresso sobre a situação actual da língua portuguesa no Mundo  (Lisboa), n° 2 (1983), p. 248-272
  • "Dependência e individualidade nas literaturas africanas de língua portuguesa", Cadernos do terceiro mundo, ano III, n° 22 (04/1980), p. 117-123
  • "Actualidade: Moçambique, relações igreja-Frelimo agravam-se", Além-Mar, ano XXIV, n° 255 (10/1979), p. 30
  • "Actualidade eclesial: Angola, que futuro para a igreja?", Além-Mar, ano XXIV, n° 252 (06/1979), p. 8
  • "Actualidade política-religiosa em Angola: razões e repercussões de uma pastoral", Além-Mar, ano XXIII, n° 241, (06/1978), p. 7
  • "S. Tomé e Príncipe: uma literatura de expressão social e africana", Voz di povo, ano III, n° 148 (1978), p. 9
  • "Literaturas africanas de expressão portuguesa", Raízes, n° 3 (07-09/1977), p. 77-80
  • "Um século de poesia angolana", A bem da língua portuguesa: boletim da Sociedade de língua portuguesa, ano XXVII, n° n/a (1976), p. 39-45
  • "Inquérito: o futuro do português como língua literária em África", Colóquio / Letras, n° 21 (09/1974), p. 10-12
  • "O círculo do mar e o terra-longismo em Chiquinho  de Baltasar Lopes", Colóquio Letras  (Lisboa), vol. 5 (1972), p. 66-70
  • (?) "Tema de etnologia: factores institivos e factores culturais", O tursimo: revista de divulgação, ano II, n° 28 (11/1969), p. 45-46
  • (?) "Caminhos da informaçõ em Angola: mais de uma centena de jornais desde 1845", O turismo: revista de divulgação, ano II, n° 20 (08/1969), p. 73-74
  • (?) "Os Ovimbali: exemplo típico de assimilação", O turismo: revista de divulgação, ano II, n° 19 (07/1969), p. 33-37
  • (?) "São pastores os povos", O turismo: revista de divulgação, ano I, n° 11 (11/1968), p. 65-68
  • "Vale a pena escrever com pleno respeito pela pessoa humana declara Manuel Ferreira", Cabo Verde: boletim documental e de cultura, ano XV, n° 16-18 / 172-174 (01-03/1964), p. 9-11
  • "Prémio Ricardo Malheiros, na Academia das Ciências (discurso)", Cabo Verde: boletim documental e de cultura, ano XV, n° 13-15 / 169-171 (10-12/1963), p. 17-19
  • "Do regionalismo cabo-verdiano: introdução", Cabo Verde: boletim documental e de cultura, ano XIV, nova série, n° 10-12 / 166-168 (07-09/1963), p. 32-47
  • Cabo Verde: boletim documental e de cultura, ano XIV, nova fase, n° 9 / 165 (06/1963):
  1. "Chuvas...", p. 14-17
  2. "A mais bela aventura literaria em terras do Ultramar português", p. 18-21
  • "António Aurélio Gonçalves: um admirável novelista", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XIII, n° 154 (07/1962), p. 13-17
  • "Do regionalismo cabo-verdiano", Ocidente  (Lisboa), n° 63 (1962), p. 165-183
  • "Encontro com o Dr. Norman de Araújo", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XII, n° 139 (04/1961), p. 15-17
  • "Uma página de artes e letras do Diário de Notícias  dedicada a Cabo Verde", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XII, n° 133 (10/1960), p. 8-11
  • Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, vol. XI, n° 132 (09/1960):
  1. "O director de Cabo Verde  fala ao Diário ilustrado  sobre a cultura cabo-verdiana", p. 8-14
  2. "Temas cabo-verdianos", p. 10-14
  • "Introdução à ficção cabo-verdiana contemporânea", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XI, n° 129 (06/1960), p. 27-31: réédition de l'introduction à l'ouvrage de Baltasar Lopes
  • "Morna: expressõ do lirismo", Ocidente  (Lisboa), n° 59 (1960), p. 171-178
  • "A propósito de mais uma jovem publicação cabo-verdiana", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XI, n° 123 (12/1959), p. 15-16
  • Estudos ultramarinos: literatura e arte, n° 3 (1959):
  1. "Consciência literária cabo-verdiana, quatro gerações: Claridade, Certeza, Suplemento literário  e Boletim do Liceu Gil Eanes", p. 31-53
  2. "A cultura em Goa e a literatura de expressão portuguesa", p. 151-159
  • "Comentários em torno do bilinguismo cabo-verdiano", Revista Portugal  (Lisboa), n° 24 (1959), p. 226-247
  • "Instrumentos de expressão literária do cabo-verdiano", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano X, n° 116 (05/1959), p. 15-17
  • "Amarito", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano X, n° 112 (01/1959), p. 31-36
  • "Achegas para a compreensão da caboverdianidade: a solidão e a morabezza", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano IX, n° 107 (08/1958), p. 9-11
  • "Timor, orgulho de Portugal", Boletim geral do Ultramar, ano XXXIII, n° 382 (04/1957), p. 87-100
  • "Timor, orgulho de Portugal", Boletim geral do Ultramar, ano XXXIII, n° 381 (03/1957), p. 81-94
  • "Um recital de poesia cabo-verdiana", Boletim da Emissora de Goa, ano I, n° 3-4 (07-12/1952), p. 28-31
  • "Comentários sobre a poesia cabo-verdiana", Boletim da emissora de Goa, vol. I, n° 2 (04-06/1952), p. 26-29
  • "Breves notas sobre a literatura cabo-verdiana", Vértice  (Coimbra), ano IV, n° 61 (09/1948), p. 143-145
  • "Breves notas sobre a literatura cabo-verdiana", Vértice  (Coimbra), ano IV, n° 52 (11-12/1947), p. 493-496

Recueils collectifs - Anthologies - Autres

  • (?) Manuel Ferreira, "The Literature of Cape Verde: African, Portuguese or Brazilian?", in Wilfried F. Feuser / I.N.C. Aniebo (ed.), Essays in Comparative African Literature, (Nigeria): Centre for Black and African Arts and Civilizations, 2001, p. 108-122
  • "O testamento do senhor Napumoceno", in Manuel Veiga, Cabo Verde: insularidade e literatura, Paris: Editions Karhtala, 1998, p. 215-216
  • M.F. (coord.), Colóquio sobre literaturas dos países áfricanos de língua portuguesa (Lisboa - 1985), Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian - ACARTE, 1994, 236 p., 25 cm. 
  • (?) "Do estatuto da língua portuguesa em África e da retórica do aparato", in Simpósio nacional sobre la língua portuguesa em África (Escola superior de educação de Santarém,  14-15/11/1991), s.l.: s.n., 1993, p. 11-14
  • M.F. (dir.), Mensagem: circular dos serviços de cultura da Casa dos estudantes do Império, Linda-a-Velha: ALAC, 1996, 2 vol., n/a p.: réédition des 7 numéros de la revue parus entre 1948 et 1964
  • "Do cuydar e sospyrar", in Onde o mar acaba: antologia de poesia e prosa sobre as descobertas, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1991, p. 75-79
  • "Prefácio", in António Augusto Menano, Poemas do Oriente, (Macau): Livros de Oriente, 1991, p. n/a (coll. Poesia em papel de arroz, n° 2)
  • "Prefácio", in Antologia poética da Guiné-Bissau, Mem Martins: Editorial Inquérito, 1990, p. n/a
  • "Prefácio", in Marcelo da Veiga, O canto do Ossôbó, Linda-a-Velha: ALAC, 1989, p. n/a 
  • Cartas inéditas de Jorge Barbosa, João Lopes e Eugénio Tavares a José Osório de Oliveira (apresentadas e anotadas por Manuel Ferreira), Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1989, pag. var.
  • "Introdução", in Elsa Rodrigues dos Santos, As máscaras poéticas de Jorge Barbosa e a mundividência cabo-verdiana, Lisboa: Caminho, 1989, p. n/a
  • 50 poetas africanos: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe  (compilado por Manuel Ferreira), Lisboa: Plátano Editora, 1989, 487 p., 21 cm. (coll. Obras de Manuel Ferreira); réédition: 1997
  • "Numa perspectiva socio-cultural: que futuro para a língua portuguesa em África?", in Congresso sobre a situação actual da língua portuguesa no mundo (Lisboa, 1983), Lisboa: Instituto de cultura e língua portuguesa, 1988, p. 248-272
  • No reino de Caliban: antologia panorâmica da poesia africana de expressão portuguesa (vol. I: Cabo Verde / Guinée-Bissau; vol. II: Angola / São Tomé e Principe; vol. III: Mozambique), Lisboa: Plátano Editora, 3 vol., 1988, 334 p. + 506 p. + 506 p., 22 cm.; réédition: 1997
  • "Prefácio", in Agostinho Neto, A renúncia impossível, Luanda: Imprensa nacional - Casa da Moeda (INCM), 1987, p. n/a  (coll. Escritores dos países de língua portuguesa, n° 7)
  • "Prefácio: o fulgor e a esperança de uma nova idade", in Claridade: revista de arte et letras, Linda-a-Velha, ALAC, 1986, p. XIX-XCIX
  • Um postal para Luanda: 38 autores portugueses saúdam Angola, Lisboa: Vega, 1986, 69 p., 20 cm.
  • José-Augusto França / Jean-Michel Massa / Manuel Ferreira (dir.), Les littératures africaines de langue portugaise: à la recherche de l'identité individuelle et nationale (actes du colloque international, Paris, 28-30 novembre et 1er décembre 1984), Paris: Fondation Calouste Gulbenkian / Centre culturel, 1985:
  1. "Alocução", p. 31-34
  2. "O mito hesperitano ou a nostalgia do paraíso perdido", p. 241-250
  • "Puchinho", in Maria Aparecida Santilli (ed.), Estórias africanas: história e antologia, São Paulo: Ática, 1985, p. 129-134
  • "Introdução", in A. Bobela Mota, Não adianta chorar: contos coloniais, (Luanda): União dos escritores angolanos, 1984, p. n/a
  • M.F. / Gerald Moser, Bibliografia das literaturas africanas de expressão portuguesa, Lisboa: Imprensa nacional - Casa Moeda, 1983, 405 p., 24 cm.
  • "Introdução", in Hélder Proença, Não posso adiar a palavra, Lisboa: Sá da Costa, 1982, p. n/a
  • "Antelóquio", in Francisco José Tenreiro, Coração em África, Linda-a-Velha: ALAC, 1982, p. n/a
  • "Prefácio", in Mário Pinto de Andrade / Francisco Tenreiro, Poesia negra de expressão portuguesa, Linda-a-Velha: ALAC, 1982, p. n/a
  • Textos africanos de expressão portuguesa, Luanda: s.n., (198-):
  1. "Xandinha", p. 53-54
  2. "A maldição da fome", p. 69-71
  • "Introdução", in António Jacinto, Vôvô Bartolomeu, Lisboa: Edições 70, 1979, p. n/a
  • "Introdução", in Manuel Rui, Regresso adiado, Lisboa: Edições 70, 1978, p. n/a
  • "Introdução", in José Luandino Vieira, A cidade e a infância, Lisboa: Edições 70, 1978, p. n/a
  • "Introdução", in A. Bobela-Motta, Não adianta chorar: contos coloniais, Lisboa: ALAC, 1977, p. n/a
  • "Introdução", in A. Bobela-Motta, Não adianta chorar: contos coloniais, Luanda: UEA, 1976, p. n/a
  • No reino de Caliban: antologia panorâmica da poesia africana de expressão portuguesa (vol. I: Cabo Verde / Guinée-Bissau; vol. II: Angola / São Tomé e Principe; vol. III: Mozambique), Lisboa: Seara nova, 3 vol., 1975/1976/1986, 329 p. + 489 p. + 517 p., 23 cm.
  • "n/a", in collectif, 8 Histórias, n/a: MDP / CDE, 12/1974, p. n/a
  • "Introdução", in Baltasar Lopes da Silva, Chiquinho, Lisboa: Prelo Editora, 1974, p. n/a
  • "(Dona Ester, chá das cinco)", in Erkundungen: 30 Portugisische Erzähler, Berlin: Verlag Volk und Welt, 1973, p. n/a
  • "Os Mandongues de Pudjinho Sena", in Amândio César (ed.), Contos portugueses do Ultramar: antologia, Porto: Portucalense editora, vol. 1, 1969, p. 89-100
  • (CZ) "Morabeza", in Zdenek Hampl, Moderní brazilská a portugalská próza: texty II, Praga: Universita Karlova v Praze, 1969, p. n/a
  • Luís Forjaz Trigueiros (ed.), Cabo Verde, Guiné, S. Tomé e Príncipe, Macau e Timor: o Ultramar português, Lisboa: Livraria Bertrand, 1963:
  1. "A poesia da luz e do mar", p. 67-68
  2. "A morabezza", p. 68-70
  3. "A festa da chuva", p. 70-71
  4. "Um abraço de morabeza", p. 71-72
  • "Introdução", in António Aurélio Gonçalves, Pródiga, s.l.: edição da autor, 1962, p. n/a
  • "Introdução", in Baltasar Lopes (ed.), Antologia da ficção cabo-verdiana contemporânea, Praia: Edições Henriquinas Achamento de Cabo Verde, 1960, p. IX-XIX
  • "Comentários em torno do bilinguismo cabo-verdiano", in Colóquios cabo-verdianos, Lisboa: Junta de investigações do Ultramar, 1959, p. 51-80  (coll. Estudos de ciências políticas e sociais, n° 22)
Mauvaise attribution: homonymes, signé "Manuel Ferreira"
  • Manuel Ferreira (Ponta Delgada, 1916 - ), O barco e o sonho: conto açoriano, s.l.: Letras lavadas, 2017, 72 p.
  • Manuel Ferreira (Ponta Delgada, 1916 - ), A ilustre marquesa de Ponta Delgada, s.l.: Emp. Gráfica açoreana, 1991, n/a p.
  • Manuel Ferreira (Ponta Delgada, 1916 - ), O Segredo das ‘Almas Cativas’ – Roberto de Mesquita, Santa Cruz das Flores: Cãmara municipal de Santa Cruz das Flores, 1991, 237 p.
  • Manuel Ferreira (Ponta Delgada, 1916 - ), Vitorino Nemésio e a Sapateia Açoriana: "loucura" ou "traição"?, s.l.: Edição do autor, 1988, n/a p.
  • Manuela Ferreira, "Manuel Lopes: sou um bocado indisciplinado, gostosamente indisciplinado", Voz di letra  (suplemento da Voz di povo, ano XI, n° 654), n° 6 (1987), p. 4-5
  • (?) Manuel Ennes Ferreira / Luís Salgueiros Antunes / Pedro Branco, Desenvolvimento económico e formação de quadros em Cabo Verde, Lisboa: ISE, 1986, 120 p.
  • Manuela Ferreira, "Mentagula, paraíso perdido ameaçado de submersão", África hoje, n° 17 (10/1986), p. 22-24
  • Manuel Ferreira (Ponta Delgada, 1916 - ), O barco e o sonho: conto açoriano, s.l.: Publiçor, 1979, 267 p.
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: um sábio de Cabo Verde", Ronda pelo Ultramar: Cabo Verde, n° 1 (1969), p. 35
  • Manuel António Ferreira, "O barão de Água-izé", in Amândio César, Presença do arquipélago de S. Tomé e Príncipe na moderna cultura portuguesa, S. Tomé: Câmara municipal, 1968, p. 59-61
  • M.F. (chefe de cozinha), A cozinha ideal: tratado completo de cozinha, pastelaria e bar, s.l.: Editorial Domingos Barreira, 1962, 898 p., 24 cm.; rééditions: 1988
  • "Comentários em torno do bilinguismo cabo-verdiano", in Jorge Dias (ed.), Colóquios cabo-verdianos, Lisboa: Junta de investigação do Ultramar, 1959, p. 51-80 (coll. Estudos de ciências política e sociais, n° 22)
  • (?) "O doutor António da Costa Carvalho e a epidemia do cólera em Timor (1893)", Anais do Instituto de medicina tropical, vol. XIV, n° 3-4 (09-12/1957), p. 547-575
  • Manuel Ferreira (1890-1963), Neutel de Abreu, Lisboa: Agência geral das colónias, 1946, 129 p. (coll. Pelo Império, n° 116)
  • Manuel António Ferreira, "Fala um colono", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. XII, n° 139 (1945), p. 309-318
  • Manuel Ferreira (1890-1963), Colecção pelo Império: índices n° 1 a 100, Lisboa: Agência geral das Colónias, 1945, 126 p.
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: Abdul Sanhá e Baró Baldé", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. IX, n° 103 (07/1942), p. 333-335
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: o coronel D. Aleixo", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. IX, n° 100 (04/1942), p. 181-184
  •  p.Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: um mestiço governador da Guiné", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. IX, n° 99 (1942), p. 133-137
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: o barão de Água-izé", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. IX, n° 98 (02/1942), p. 83-87
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: o cabo José Manuel, herói do Quiteve", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. IX, n° 97 (01/1942), p. 37-41
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: o tenente Mesquita, herói de passa leão", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. VIII, n° 95-96 (11-12/1941), p. 487-492
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: Costa Alegra, poeta de S. Tomé", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. VIII, n° 94 (10/1941), p. 431-434
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: um senhor do Bárvé benemérito da pátria", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. VIII, n° 92-93 (08-09/1941), p. 365-371
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: um sábio de Cabo Verde", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. VIII, n° 91 (07/1941), p. 297-300
  • Manuel António Ferreira, "Gente do mundo português: Caripuli e a sua tragédia", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  ​(Lisboa), vol. VIII, n° 90 (06/1941), p. 259-262
  • Manuel António Ferreira, "Neutel, um grande de Moçambique", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  (Lisboa), vol. VII, n° 76 (1940), p. 175-181
  • (?) Manuel Ferreira, Martins de Lima, Lisboa: Edições Cosmos, (1940), 43 p., 15 cm. (coll. Cadernos coloniais, n° 68) (web)
  • Manuel António Ferreira, "Legendas", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  ​(Lisboa), vol. VI, n° 66 (1939), p. 229-232
  • Manuel António Ferreira, "Um pouco de história colonial", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  ​(Lisboa), vol. VI, n° 62 (1939), p. 83-89
  • Manuel António Ferreira, "Duas viagens", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  ​(Lisboa), vol. V, n° 58 (1938), p. 431-438
  • Manuel António Ferreira, "Nota sobre o cruzeiro", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  ​(Lisboa), vol. V, n° 56-57 (1938), p. 379-385
  • Manuel António Ferreira, "Os núcleos pró-Império colonial português", O mundo português: revista de cultura e propaganda, arte e literatura colonias  ​(Lisboa), vol. V, n° 55 (1938), p. 315-317
  • (?) Manuel Ferreira, A desforra do Viso-Rei, Nova Goa: s.n., 1938, 8 p., 26 cm.
  • (?) Manuel Ferreira, Viriato de Lacerda, Lisboa: Cosmos, 19--, 56 p. (coll. Cadernos coloniais, n° 59)

Etudes critiques


  • Rui Guilherme Silva, "Manuel Ferreira e a crítica da literatura cabo-verdiana", Revista de estudos literários, vol. 5 (06/2017), p. 249-288  (web)
  • Henrique Teixeira de Sousa, "Manuel Ferreira: o nosso relacionamento", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano VII, n° 28 (11-12/1998), p. 12 + 14
  • Luzia G.N. Navas-Toribio, "Multiplicidade de vozes na narratologia de Manuel Ferreira", África: revista do Centro de estudos africanos  ​(São Paulo), n° 18-19 (1997), p. 251-256  (web)
  • Ana Helena Cizotto Belline, "As mulheres-narrativas de Manuel Ferreira", Estudos portugueses e africanos, n° 30 (1997), p. 15-25
  • João Ferreira, O nível narrativo e metafórico em  Hora di bai de Manuel Ferreira, Praia: Movimento pró-cultura, 1997, pag. var.
  • A semana, ano III, n° 147 (1994):
  1. Arnaldo França, "Manuel Ferreira, escritor cabo-verdiano?", p. 12
  2. Francisco L. da Silva, "Nós e Manuel Ferreira", p. 12
  • Henrique Teixeira de Sousa, "Foi em Cabo Verde que quase tudo começou para Manuel Ferreira"; A semana, ano III, n° 115 (1993), supl. p. II
  • (FR) Michel Laban, "Le regard e Manuel Ferreira", Notre librairie: revue du livre: Afrique, Caraïbes, Océan Indien, n° 112 (1993), p. 37-39
  • Yolanda Morazzo, "Lembrando Manuel Ferreira", A semana, ano II, n° 95 (1993), p. 11
  • Moacyr Rodrigues, "Manuel Ferreira, o mestre, o amigo: recordar o mestre e o amigo", Agaviva, ano II, n° 13 (1992), p. 11
  • Inocência Mata, No passamento de Manuel Ferreira: a generosidade também se aprende, Lisboa: AULP, 1992, n/a p.
  • Pires Laranjeira, Manuel Ferreira: África no coração da escrita, Lisboa: AULP, 1992, n/a p.
  • Alberto Carvalho, Anotações a propósito de Manuel Ferreira, Lisboa: AULP, 1992, n/a p.
  • Rosendo Brito, "O tema emigração nas obras de Baltasar Lopes, Manuel Lopes e Manuel Ferreira", Arquipélago: revista de opinião e cultura, ano VI, n° 16 (1991), p. 21-22
  • Francisco L. da Silva, "No cinquentenário da chegada de Manuel Ferreira a Cabo Verde", Notícias, ano IV, n° 46 (1991), p. 14-15
  • Alexandre Pinheiro Torres, "Releitura de Hora di bai  de Manuel Ferreira", in Ensaios escolhidos: estudos sobre as literaturas de língua portuguesa, Lisboa: Caminho, 1989, p. 278-286
  • Benjamin Abdala Júnior, "A aventura crioula de Manuel Ferreira", Xo Encontro de professores universitátios brasileiros de literatura portuguesa / Io Colóquio luso-brasileiro de professores universitários de literaturas de expressão portuguesa: actas, (Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade clássica de Lisboa), 1986, p. 357-363
  • Luzia Garcia do Nascimento Navas-Toríbio, "Manuel Ferreira: ficção caboverdiana em causa", África: revista do Centro de estudos africanos  ​(São Paulo), n° 8 (1985), p. 137-150  (web)
  • Luzia Garcia do Nascimento Navas-Toríbio, Manuel Ferreira: contribuição bio-bibliográfica, São Paulo: Centro de estudos africanos, 1984, 81 p.
  • Laura Cavalcante Padilha, "Escatologia e cosmogonia em Hora di bai  de Manuel Ferreira", Estudos portugueses e africanos, n° 4 (1984), p. 44-59
  • s.n., "Manuel Ferreira de novo em Cabo Verde: literatura cabo-verdiana esteve no cerne das suas palestras", Voz di povo, ano VII, n° 358 (1983), p. 9
  • Ana Maria da Silva Santos, "Hora di bai  de Manuel Ferreira: análise e comentário", Raízes, ano V, n° 17-20 (1981), p. 21-47
  • Fernando J.B. Martinho, "Recensão crítica: Voz de prisão  de Manuel Ferreira", África: literatura, arte e cultura, n° 7 (1980), p. 264-268
  • Annamaria Pagliaro Micieli, "Recensão crítica: Uma Hora di bai  para Manuel Ferreira", África: literatura, arte e cultura, n° 6 (10-12/1979), p. 33-41
  • Russel G. Hamilton, "Recensão crítica: Literaturas africanas de expressão portuguesa I e II  de Manuel Ferreira", África: literatura, arte e cultura, n° 2 (1978), p. 224-225
  • Arnaldo França, "Recensão crítica: Literaturas africanas de expressão portuguesa  de Manuel Ferreira", Raízes, ano I, n° 1 (1977), p. 77-80
  • Joaquim Correia, "Encontro com Manuel Ferreira: a geração do meu tempo foi aquela que realizou o mais significativo movimento artístico e literário deste meio século: o neo-realismo", Cabo Verde: boletim de propaganda e informação, ano XIII, n° 152 (05/1962) o n° 153 (06/1962), p. 5-8

A casa...

(1956)

Morabeza

(1958)

Morabeza

(1961)

Hora di bai

(1961)

Hora di bai

(1963)

Terra trazida

(1965)

Morna...

(1967)

O Sandino...

(1967)

Le pain...

(1967)

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