Vera DUARTE
née en 1952

Biographie


Vera Valentina Benrós de Melo Duarte Lobo de Pina, plus connue sous le nom de Vera Duarte, est née le 2 octobre 1952 à Mindelo.
Après un scolarité dans sa ville natale, au Lycée Gil Eanes, elle devient professeure au Lycée Ludgero Lima, à São Vicente. Puis, elle part étudier le Droit à l'Université de Lisbonne, où elle obtient sa licence en 1978, avant de suivre des cours de magistrature au Centre d'études judiciaires de la même ville.
De retour à Praia, elle devient tour à tour procureur de la République (1978-1982), directrice général des études, legislation et documentation du Ministère de la Justice (1982-1985),  directrice générale de affaires judiciaires du Ministère de la justice (1987-1989), juge conseillère à la Cour suprême (1989-1998), conseillère du Président de la République Antonio Mascarenhas Monteiro (1998-2001), coordinatrice du Comité national des droits humains (2001-2004), présidente de la Commission nationale pour les droits humains et la citoyeneté (2004-2008) et ministre de l'éducation et de l'enseignement supérieur (2008-2010).
A côté de ces professions, elle occupe de nombreuses fonctions dans le domaine du droit ou de la culture, dont celle de vice-présidente de la Comission africaine des droits de l'homme et des peuples (1997-1998) ou de présidente de la Croix Rouge du Cap Vert (2000-2004).
Elle s'attache à deux éléments principaux: les droits humains et la condition de la femme. Les premiers lui vaudront d'obtenir le Prix Nord-Sud du Conseil de l'Europe en 1995. Les seconds, la Distinção Maxima em Pioneirismo feminino en 1995 ou encore le Prémio Divas de Cabo Verde pour le jour international de la femme en 2008.
En 2005, elle reçoit la médaille du mérite culturel décerné par le Gouvernement cap verdien et en 2010 la médaille de l'Ordem do Vulcão remis par le président de la République du Cap Vert.

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Oeuvres littéraires


Vera Duarte débute sa carrière d'écrivain en publiant un recueil de poèmes intitulé Amanhã a madrugada  en 1993, bien qu'elle ait déjà reçu le Premier Prix du Concours national de poésie en 1981.  En 2001, elle devient la première femme à recevoir le Prémio Tchicaya U Tam' si de poésie africaine à Asilah, au Maroc. Suit alors son premier roman A candidata, qui paraît en 2003 en Angola et pour lequel elle reçoit le Prix Sonangol de littérature. Au total, à ce jour, Vera Duarte a publié six recueils de poésie, deux romans, un essai et une chronique. Deux autres ouvrages sont en cours.
Durant sa carrière d'écrivaine, elle occupe plusieurs fonctions importantes, dont celle présidente de l'Association des écrivains cap verdiens (1992-1996), de vice-présidente de la "Mesa da assembleia" de la même Association de 1999 à 2002, puis celle de vice-présidente de l'Académie cap verdienne des Lettres de 2013 à 2015 et enfin celle de présidente de la même Académie de 2015 à 2017. Cette dernière année, elle est nommée membre correspondante de l'Academia Gloriense de Letras, ainsi que de l'Academie des sciences de Lisbonne.
Elle collabore également a des périodiques capverdiens, dont Mujer, A semana, Artiletra, Ponto e vírgula...

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NOS TEMPOS D'OUTRORA

A minha tia Cândida é uma mulher meiga, fraca e timida, cândida mesmo. Nunca se casou nem teve filhos e acredito que se manteve sempre virgem e impoluta. Nha Canda de Semião nas sortes que tinha deitado às irmãs já tinha prognosticado, há muitos anos, que a minha mãe se casaria fácil, novinha e sem dar por isso, o que de facto viria a acontecer, mas que ela a Cândida teria de ter paciência porque o seu casamento seria complicado.
Nha Canda de Semião era uma senhora do Paúl que toda a gente conhecia bem e deitava as sortes. Era família da nossa família, que vivia na sua boa casa, sozinha, sem marido, sem filhos e nela envelheceu e morreu. Dizia-se que ela acertava na maior parte das suas previsões embora nada recebesse por elas. Deitava sorte mas não fazia a ninguém mal para matar. Em Santo Antão havia gente que recebia dinheiro para fazer mal, aleijar, matar, desfazer casamentos, desmanchar namoros. Pagava-se uma quantia em dinheiro ou géneros e entregava-se um objecto de uso pessoal da pessoa a quem se pretendia fazer mal e era tiro e queda. Também na família tínhamos um parente, Nicolau de Barba, que era de uma vidência muite grande que, na hora, dava conta de acontecimentos passados em outros lugares, por exemplo no Brasil, que tinham a ver com pessoas conhecidas. Com provas dadas dizia-se.
Pois, Nha Canda de Semião dissera à minha tia, ainda novinha, que ela teria de ter paciência pois "seu casamento seria complicado". À distância de mais de meio século ela viria a interpretar a previsão como querendo dizer, de uma forma soft, que ela não se casaria. Na realidade ela nunca chegou a casar-se mas esteve para o fazer por duas vezes.
Em Porto Novo teve namoro com Chiquinho Santos, um bonito oficial das Finanças de São Vicente que esteve transferido em Porto Novo durante dois anos, após o que regressou a Mindelo com promessas de voltar em breve para pedir a sua mão e prepararem-se para o casamento. Nesse meio tempo deu-se o casamento da minha mãe que, entre ser vista pelo meu pai, moço de outra ilha, ser pedida em casamento e casar-se por procuração, foi mesmo um "dzindo fazindo".
A minha tia, mais velha que a minha mãe, foi a madrinha. Chiquinho ouviu dizer que a minha tia se casara com um moço tocador de São Nicolau. Ferido no seu orgulho de macho, longe, pois na altura não havia telefones e as viagens de barco em embarcações precárias levavam o seu tempo, aí mesmo decidiu casar-se com a jovem com quem vinha mantendo um relacionamento ligeiro mas que já se encontrava grávida. Quando a situação finalmente se esclareceu e Chiquinho quis voltar, a gravidez pública e envergonhada da outra fez com que a minha tia não o aceitasse, mandando-o, pelo contrário, cumprir a sua obrigação para com a futura mãe do seu filho.
Mergulhou então em profundo sofrimento e reclusão, dedicada a trabalhos caseiros, bordados e leituras, enquanto assistia aos casamentos das suas muitas irmãs. Quando se casou a última e mais novinha, a presença discreta, persistente e amiga de Afonso que sempre gostara dela, desde os bancos da escola, começou a fazer efeito. Lentamente ela retomou o gosto pelas coisas e pela vida e um tímido namoro começou a florescer entre os dois. E já tinham ficado noivos quando Afonso, também funcionário das Finanças, foi transferido para a Praia, tendo-a deixado a preparar o enxoval.
Algum tempo depois Zinh, grande amiga da minha tia e professora primária, foi também transferida para a Praia. A minha tia preparou uma bela encomenda para mandar para o noivo através da sua melhor amiga.
Conta o noivo que a melhor amiga entregou a encomenda e assediou-o de tal forma que ele acabou por cair. Quando ela lhe comunicou que estava grávida só havia duas soluções: ou se casaria ou seria demitido dos correios...
Escreveu à minha tia dizendo-lhe que se ela ainda o quisesse, casar-se-ia com ela, pois era dela que ele sempre gostara, mas a minha tia Cândida, de princípios rígidos e cheia de nobreza, mais uma vez indicou o único caminho que conhecia: que o noivo cumprisse a sua obrigação para com a mulher que engravidara...
Conta-se que no dia do casamento o noivo fechou-se no seu quarto e chorou copiosamente até à hora do casamento.
Também no barco que a levava para uma desconhecida e longínqua Argentina a minha tia chorou desesperadamente a sina madrasta que Nha Canda de Semião lhe previra tantos anos antes...

in Tchuba no desert, 1988, p. 109-111

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PALAVRAS

a Nelson Mandela

Não quero esta angústia
                 que se amotina
                 e desagua
                 em adolescentes suicidas
                 pela sida, pela fome, pela droga

Não quero esta dor
                que me devasta
                e se dilacera
                em mortes prematuras
                pela guerra, pelo ódio, pelo crime

Quero construir amanheceres
                de luz
          Onde os homens se olhem nos olhos
          e as mãos se afagam vigorosa

Quero construir entardeceres
                serenos
          onde não haja explosões de bombas
          nem estertores de agonias várias

Persigo um sonho lindo
feito de coisas simples

o meu sonho se chama gente
e palavras simplemente

Palavras embriagadoras
          pertubantes
          madrugadoras
que circulam invisíveis
e se dão generosas

Persigo um sonho simples
feito de coisas lindas

O meu sonho se chama amor
          e multidões que sobem
                juntas
          as ladeiras da vida

Vou cumprir o meu camniho
este caminho dolorido
mas belo
íntegro
justo

in Destino do bai, 1988, p. 102-103

Bibliographie


Oeuvres

  • V.D. / Susana Duarte, Cabo Verde, um roteiro sentimental: viajando pelas ilhas da  sodad, do sol e da morabeza, Praia: Mudjer Edições, 07/2019, 145 p., 20 cm.
  • A reinvenção do mar: antologia poética, Lisboa: Rosa de Porcelana Editora, 06/2018, 172 p., 24 cm.
  • De risos e lágrimas, Praia: Pedro Cardoso Livraria, 02/2018, 109 p., 24 cm.
  • A matriarca: uma estória de mestiçagem, Praia: Livraria Pedro Cardoso, 07/2017, 205 p., 24 cm.
  • A palavra e os dias: crónicas, Belo Horizonte (Brasil): Nandyala, 08/2013, 188 p., 21 cm.
  • A candidata, Belo Horizonte (Brasil): Nandyala, 2012, 92 p., 21 cm.
  • Ejercicios poéticos / Exercícios poéticos, Canarias: Septenio, 2010, 61 p. (coll. Horizontes insulares): poemas em espanhol e francês (web)
  • Amanhã a madrugada, Praia: IBNL, 2008 (2a ed.), 128 p. (coll. Artes e letras)
  • Construindo a utopia: temas e conferências sobre direitos humanos, Praia: Ed. da autora, 10/2007, 282 p., 22 cm.
  • Preces e súplicas ou os cânticos da desesperança, Lisboa: Instituto Piaget, 2005, 107 p., 21 cm. (coll. Poética e razão do imaginante); réédition: 2019
  • A candidata, Luanda: União dos escritores angolanos, 2004, 101 p.
  • O Arquipélago da Paixão, Mindelo: Artiletra Edições, 04/2001, 99 p.
  • Amanhã a madrugada, Lisboa: Vega / Praia: ICL, 1993, 104 p., 21 cm. (coll. Palavra africana)

Périodiques

  • "Cartas de Amílcar Cabral a Maria Helena: a outra face do homem", Revista de estudos cabo-verdianos  (Praia), série 3, n° 1 (12/2016), p. 157-164  (web)
  • "Diálogos com Arnaldo França", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XXIV, n° 132-133 (11-12/2015), p. 29
  • "Corsa de David - um épico cabo-verdiano", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XXIV, n° 130-131 (07-08/2015), p. 17
  • "De pés descalços", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano XXIII (sic), n° 126-127 (12/2014), p. 3
  • "Mensagem", África: revista do Centro de estudos africanos  ​(São Paulo), n° 22-23 (2004), p. 415-417  (web)
  • Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano X, n° 36-37 (04-05/2001):
  1. "O Cinzento quotidiano", p. 3
  2. "Sinais", p. 3
  3. "Salmo para ti", p. 3
  4. "Fissura", p. 3
  5. "Desvario", p. 3
  6. "Entrevista com Vera Duarte", p. 3
  7. ​"Até sempre Orlando!", p. 13
  8. "Prólogo: Porcos em delírio  de Jorge Carlos Fonseca", p. 27
  • ​Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura, ano VI, n° 23 (03-04/1997):
  1. "A candidata  (entrevista com Larissa Rodrigues)", p. 24-25
  2. "A candidata: extracto do romance", p. 25
  • A semana, ano III, n° 111 (1993):
  1. "A primeira mulher na Comissão áfricana dos Direitos do homem e dos povos", p. 4
  2. "Escritores aprovam comunidade dos Sete", p. 13
  • "Pequenos trechos de moral privado", Artiletra, ano II, n° 5-6 (1992), p. 5
  • Vera Duarte, "Energias: reflexões do quotidiano", Viver na terra..., n° 4-5 (07-10/1984), p. XI: périodique inclu dans Ponto e vírgula, n° 10-11 (07-10/1984)
  • "Turismo em Cabo Verde", Mujer: revista da Organização das mulheres de Cabo Verde, série 2, n° 12 (1984), p. 12-13
  • "Três casos abomináveis", Mujer: revista da Organização das mulheres de Cabo Verde, série 2, n° 11 (1984), p. 19
  • "Morreu Nhô Roque", Mujer: revista da Organização das mulheres de Cabo Verde, série 2, n° 10 (1984), p. 19
  • "Energias renováveis", Mujer: revista da Organização das mulheres de Cabo Verde, série 2, n° 7 (1984), p. 19
  • Mujer: revista da Organização das mulheres de Cabo Verde, série 2, n° 2 (1984):
  1. "A mulher e as leis do trabalho", p. 8-9
  2. "Mulher batucadeira", p. 16
  • "Exercício poético 4: discurso alucinado sobre a existência de mim", Ponto e vírgula: revista de intercâmbio cultural, n° 4 (08-09/1983), p. 31-33
  • "Exercício poético 7: discurso angustiado sobre a vida", Ponto e vírgula: revista de intercâmbio cultural, n° 3 (06-07/1983), p. 35
  • "Os tribunais populares", Unidade e luta: orgão central do partido da Indenpendência de Cabo Verde, série 2, n° 12 (1982), p. 18-23
  • "Emancipação da mulher: a propósito do Dia internacional da mulher: a libertação da mulher", Voz di povo  (Praia), ano V, n° 225 (1980), p. 6-7

Recueils collectifs - Anthologies - Autres

  • "Mundo, século XXI, fronteira físicas e morais", in Christina Ramalho, Ítalo de Melo Ramalho / Rafael Senra (ed.), Todas as águas: crônicas, Natal (Brasil): Lucgraf, 2019, p. 158-161  (web)
  • Helena Carvalhão Buescu (ed.), Literatura-mundo comparada perspectivas em português: également conseillère pour cette anthologie en 7 volumes:
  1. Parte I - Mundos em português, vol. 1, Lisboa: Tinta-da-China, 12/2017, 735 p.  (web
  2. Parte I - Mundos em português, vol. 2, Lisboa: Tinta-da-China, 12/2017, 765 p.  (web): Vera Duarte, "Querer" in Amanhã Amdrugada  (pdf redux, p. 48)
  3. Parte II - O mundo lido: Europa, vol. 3, Lisboa: Tinta-da-China, 05/2018, 739 p. (web)
  4. Parte II - O mundo lido: Europa, vol. 4, Lisboa: Tinta-da-China, 05/2018, 781 p.  (web)
  • "O Atlântico: estrada cultural entre Cabo Verde e o Brasil", in Christina Bielinski Ramalho (ed.), Literatura entre irmãos: Brasil e Cabo Verde, Aracaju (Brasil): Editora Brasil Casual, 2017, p. n/a
  • "Condição de ilhéu", in Onésimo Teotónio Almeida / Roberto Carneiro / Artur Teodoro de Matos (ed.), A condição de ilhéu, Lisboa: Centro de estudos dos povos e culturas de expressão portuguesa, 2017, p. n/a  (web: tdm)
  • "n/a", in Érica Antunes Pereira / Fátima Bettencourt / Simone Caputo Gomes (ed.), Cabo Verde: prosa literária pós-independência, Praia: Acácia Editora, 2017, p. n/a
  • "n/a", in Suso Diaz, Salgueiro Maia: a liberdade não é uma utopia, Cáceres (ES): Ediciones Liliputienses, 2017, p. n/a
  • Erica Antunes Pereira / Maria de Fátima Fernandes / Simone Caputo Gomes (org.), Cabo Verde, 100 poemas escolhidos, Praia: Ed. Pedro Cardoso, 2016:
  1. "A canção do corpoamor", p. 131-134
  2. "Companheiro", p. 135
  3. "Em Gorée eu chorei", p. 136 
  • "n/a", in Por Cabral sempre, Praia: Fundação Amílcar Cabral, 2016, p. n/a
  • "n/a", in Simone Caputo Gomes / Érica Antunes Pereira (ed.), Literatura cabo-verdiana: seleta de poesia e prosa em língua portuguesa, Belo Horizonte (Brasil): Nandyala, 2015, p. n/a
  • "Atlântida", in Errâncias de um imaginário: entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, Porto: Universidade do Porto, 2015, p. 429-438  (web)
  • "O papel da língua portuguesa nas literaturas da CPLP", in Cristina Montalvão Sarmento / Sandra Moura (ed.), Novos desafios para o ensino superior após os objetivos de desenvolvimento do Milénio (ODM): XXV encontro associação das universidades de língua portuguesa, s.l.: AULP, 2015, p. 133-134
  • V.D. / Manuela Ivone Cunha (ed.), Violências e delinquências juvenis femininas: género e (in)visibilidades sociais, Vila Nova de Famalicão: Húmus, 2014, 173 p., 23 cm. (coll. Debater o social, n° 27)
  • Amosse Mucavele (ed.), A arqueologia da palavra e a anatomia da língua: antologia poética, Maputo: Revista de literatura moçambicana e lusófona, 2013:
  1. "Rosa entre cadáveres", p. 159-160
  2. "Criança", p. 161
  • "n/a", in Mayara R. Guimarães / Luís Maffei (ed.), Extratextos 1: Clarice Lispector, personagens reescritos, Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2012, p. n/a
  • "Prefácio", in Manuel João Alves / Fernando Gonçalves, As medidas de coacção no processo penal português, Coimbra: Edições Almedina, 11/2011, p. n/a
  • Ricardo Riso (org.), "Cabo Verde: antologia de poesia contemporânea", Revista Africa e , Afrícanidades, ano IV, n° 13 (05/2011),
  1. "Momento IX (mensagem ao próximo milénio que jà não tarda)", p. 139
  2. "Exercício poético 5: a ti", p. 140
  3. "Exercício poético 1: sobre a beleza e a morte", p. 141
  4. "Sinais", p. 142
  5. "Rosa entre cadáveres", p. 143
  • "n/a, in Frederick G. Williams (ed.), Poets of Cape Verde: a bilingual selection, Praia: IBNL / Lisboa: Instituto Camões / Provo (Utah/USA): Brigham Young University Press, 01/2010, p. n/a
  • "n/a", in Wilmar Silva (ed.), Portuguesia contraantologia, Belo Horizonte: Anome Livros, 2009, p. n/a
  • Francisco Fontes (org.), Destino de Bai: antologia de poesia inédita cabo-verdiana, Coimbra: Saúde em português, 06/2008:
  1. "O poema primordial", p. 93
  2. "Os justos", p. 94-95
  3. "Sereno canto", p. 96-98
  4. "Tumulto", p. 99-101
  5. "Palavras", p. 102-105
  • "n/a", in Simone Caputo Gomes, Contravento, pedra-a-pedra: conferências do I seminário internacional de estudos cabo-verdianos, Praia: IBNL, 2008, p. n/a; réédition: 2015?
  • "Cabral, género e desenvolvimento", in Inocência Mata / Laura Cavalcante Padilha (ed.), A mulher em África: vozes de uma margem sempre presente, Lisboa: Edições Colibri, 2007 (2a ed. 2018), p. n/a
  • "Nos tempos d'outrora", in Francisco Fontes (ed.), Tchuba na desert: antologia do conto inédito cabo-verdiano, Coimbra: Saúda em português e Autores, 11/2006, p. 109-111
  • "n/a", in Jorge Velhote / Nicolau Saião / Nuno Rebocho (ed.), Na liberdade: antologia poética: 30 anos - 25 de Abril, Peso da Régua (PT): Garça Editores, 2004, p. n/a
  • "n/a", in Maria Alexandre Dáskalos / Livia Apa / Arlindo Barbeitos (ed.), Poesia africana de língua portuguesa: antologia, Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2003, p. n/a
  • "Violência", in Preces e súplicas ou cânticos da desesperança, Lisboa: Instituto Piaget, 2005, p. n/a
  • (IT) Roberto Francavilla / Maria R. Turano (ed.), Isole di poesia: antologia di poeti capoverdiani, Lecce: Argo, 04/1999:
  1. "Momento XII: ventesimo secolo, un giorno incerto di un tempo di sofferenze", p. 113
  2. "Abbandono", p. 114
  • Carmen Lúcia Tindó Ribeiro Secco (ed.), Antologia do mar na poesia africana de língua portuguesa do século XX, vol. II: Cap Vert, 1999:
  1. "Discurso alucinado sobre a existência de mim", p. 138
  2. "Mar e morte", p. 138-139
  • "Nascimento de um mundo", in Manuel Veiga (ed.), Cabo Verde: insularidades e literatura / Insularité et littérature aux îles du Cap Vert, Paris: Editions Karthala, 1998, p. 223-231 (PT) / p. 231-240 (FR)
  • "n/a", in Xosé Lois García (ed.), Antologia da poesia feminina dos PALOP, Santiago do Compostela: Edicións Laiovento, 1998, p. n/a  (coll. Vento do Sul, n° 10)
  • (FR) "Compagnon", Poésie 94, n° 52 (04/1994), p. 105
  • José Luís Hoppfer Cordeiro Almada (ed.), Mirabilis de Veias ao Sol: antologia dos novíssimos poetas cabo-verdianos, Lisboa: Caminho, 1988:
  1. "Exercício poético 1: sobre a beleza e a morte", p. 514
  2. "Exercício poético 2: extractos de viagem imaginada ao interior de meu país, dos homens e da vida", p. 515
  3. "Exercício poético 3: sobre a morte", p. 516
  4. "Exercício poético 4: discurso alucinado sobre a existência de mim", p. 517
  5. "Exercício poético 5: A ti", p. 518
  6. "Exercício poético 6: discurso de defesa", p. 519 
  7. ""Exercício poético 7: discurso angustiado sobre a vida", p. 520
  8. "Exercício poético 8: sobre infâncias coloridas", p. 521
  9. "Exercício poético 9: o sonho", p. 522
  10. "Exercício poético 10: mar e morte", p. 523
  • "n/a", in Maira M. Ellen (ed.), Across the Atlantic: an anthology of cape verdean literature, North Dartmouth (USA): Center for the Portuguese Speaking World, Southeastern Massachusetts University, 1988, p. n/a
  • "De quando se soltaram as amarras", Jogos florais 12 de Setembro, Praia: Instituto cabo-verdianodo disco, 1976, p. 61-70
Traduction
  • Christina Ramalho, Poemas mínimos / Poemas mínimos / Poèmes minimaux / Minimum poems / Wiersze minimalne / Puema piknin, Natal (Brasil): Lucgraf, 2019, 118 p.: tradusão pa kriol pur Vera Duarte / tradução para o cabo-verdiano: Vera Duarte  (web)
Erreurs d'attributions (homonymes)
  • Vera (Mónica) Duarte et alii, Desigualidade sociais e políticas públicas. Homenagem a Manuel Carlos Silva, Ribeirão(PT): Edições Húmus, 01/2019, 736 p.
  • Vera (Mónica) Duarte / Silvia Gomes (ed.), Female Crime and Delinquency in Portugal. In and Out of the Criminal Justice System, Cham (CH): Palgrave MacMillan, 05/2018, 212 p.
  1. Chap. 1: Silvia Gomes / Vera Duarte, "An Introduction to Female Crime and Delinquency"
  2. Chap. 10: Vera Duarte / Ana Margarida Guerreiro, "Girls and Transgressive Paths"
  • Vera Mónica Duarte, "E as raparigas? A importância do género na intervenção no sistema de justiça juvenil. Preocupações teóricas, desafios práticos", in Justiça juvenil: a lei, os tribunais e a (in)visibilidade do crime feminino, Porto: Vida Económica Editorial, 01/2017, p. 61-90
  • Vera (Mónica) Duarte / Manuela Ivone Cunha (ed.), Violências e delinquências juvenis femininas: género e (in)visibilidade sociais, Ribeirão (PT): Edições Húmus, 2014, 173 p.
  • Vera Mónica Duarte, Discursos e percursos na delinquência juvenil feminina, Ribeirão (PT): Edições Húmus, 2013, 240 p.
  • Vera Mónica Duarte, "Delinquência juvenil feminina: teorias, olhares e silêncio", Ousar integrar, n° 5 (2009), p. 23-26
  • Vera Duarte, Nascimento de um mundo de Mário Lúcio Sousa, Praia: Movimento pró-cultura, 1993, n/a p.
  • Vera Duarte, Claridade: um lição operatória: à intenção do simposium sobre a literatura e a cultura cabo-verdianas, Praia: Movimento pró-cultura, 1991, n/a p.
  • Vera Duarte, Breve, Lisboa: Ática, 1960, 43 p., 20 cm. (BNP)

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Etudes critiques - Articles


  • António Monteiro, "Em conversa com Dina Salústio e Vera Duarte (entrevista - parte II)", Expresso das ilhas, n° 925 (21/08/2019), p. 24-25
  • António Monteiro, "Em conversa com Dina Salústio e Vera Duarte (entrevista - parte I)", Expresso das ilhas, n° 924 (14/08/2019), p. 24-25
  • Kaká Barboza, "De risos e lágrimas  de Vera Duarte", Leitura: revista da Livraria Pedro Cardoso, n° 3 (07-09/2018), p. 6
  • Nuno Andrade Ferreira, "Jà não existe identidade única: Vera Duarte (entrevista video)", Expressão das ilhas, n° n/a (26/07/2018), p. n/a, en ligne  (web)
  • Dulcina Mendes, "Vera Duarte e Susana Duarte num "djunta-mon" para promover Cabo Verde", Expresso das ilhas, n° 918 (03/06/2019), p.  24
  • anonyme, "De risos e lágrimas, livro de poemas de Vera Duarte", A nação: jornal independente, ano XI, n° 561 (31/05/2018), p. E3
  • M.J.B. / A.A., "Vera Duarte comemor 25 anos de publicação com lançamento de dois livros", Inforpress, 29/05/2018, en ligne  (web)
  • António Chantre Neves, "Segundo romance de Vera Duarte: A matriarca - uma história de mestiçagens  a caminho das bancas", A nação: jornal independente, n° 524 (14/09/2017), p. E6-E7
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  • Simone Caputo Gomes, "Ainda e sobretudo a paixão", in Vera Duarte, O arquipélago da paixão, Mindelo: Edições Artiletra, 2001, p. 7-24
  • Maria do Carmo Sepúlveda, "Vera Duarte: poesia multifacetada no espelho cabo-verdiano", in Maria do Carmo Sepúlveda / Maria Teresa Salgado (ed.), África e Brasil: letras em laços, Rio de Janeiro: Atlântica, 2000, p. 329-347
  • Larissa Rodrigues, "Entrevista a Vera Duarte: A candidata", Artiletra: JORE / Jornal revista de educação, ciência e cultura  (Praia), ano IV, n° 23 (03-04/1997), p. 25
  • Mario Fonseca, "Poesia em Cabo Verde: Vera Duarte e Mario Lucio", Palaver: culture dell'Africa e della diaspora  (Lecce), n° 9 (1996), p. 67-78
  • Fernando Monteiro, "Prémio Norte-Sul para Vera Duarte: tributo à mulher e Cabo Verde", Novo jornal Cabo Verde, ano III, n° 279 (1995), p. 7
  • (IT) Roberto Francavilla, "Grito de mulher: su Vera Duarte, poetessa capoverdiana", Palaver: culture dell'Africa e della diaspora  (Lecce), n° 8 (1994-1995), p. 71-80
  • anonyme, "Vera Duarte em árabe", Novo jornal Cabo Verde, ano II, n° 235 (1994), p. 7
  • anonyme, "A década das Nações Unidas para a mulher aproxima-se do seu final: entrevista com Vera Duarte", Mujer: revista da Organização das mulheres de Cabo Verde, série 2, n° 5 (1984), p. 5-6

Amanhã a madrugada

(1993)

O arquipélago...

(2001)

A candidata

(2004)

Preces e súplicas...

(2005)

Construindo a utopia...

(2007)

Amanhã...

(2008)

Ejercicios poéticos...

(2010)

A candidata...

(2012)

A Palavra...

(2013)

A matriarca...

(2017)

De risos...

(2018)

Reinvenção...

(2018)

roteiro sentimental

(2019)