Armando Jesus LIMA Júnior,
alias Makadite ou Manduka Didite
(1946 - )

Biographie


Armando Jesus Lima Júnior est né le 20 octobre 1946, à Mindelo.
Après le lycée, il fréquente l'Institut commercial. Puis il part pour Lisbonne où il devient employé de la Junta nacional do vinho jusqu'en 1974, date à laquelle il se rend en Angola.
Il devient alors employé de banque.

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Oeuvres littéraires


Employé de banque, il s'adonne à la poésie et à la chanson sous les pseudonymes Manduka Didite et Mankadite. Il a fait partie du groupe Serenata.

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COME SE FOSSES

Em discursos e conferências
em relatórios e ensaios
serves de objecto de estudos
como se fosses uma cobaia

Entre um grogue e um violão
entre um baile e uma catchupa
todos te premetem felicidades
como se fosses uma noiva

Nos bancos das universidades
nas reuniões e assembleias
todos te prometem brinquedos
como se fosses uma criança

Pelos bares de Rotterdam
pelas ruas de New Bedford
todos te choram come saudades
como se fosses um defunto

Com lamentos e com poemas
com mornas e com guisas
sempre faminto e miserâvel
como se fosses um mártir

Com estudos e com música
com discursos e com promessas
com o andar destes anos todos
como se fosse uma esperança

Uma noiva uma criança
como se fosses uma cobaia
Um defunto uma esperança
como se fosses Cabo Verde.

in No reino de Caliban I, 1975, p. 244-245

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Bibliographie



  • "Canção de Nha Chica", in Erica Antunes Pereira / Maria de Fátima Fernandes / Simone Caputo Gomes (ed.), Cabo Verde, 100 poemas escolhidos, Praia: Ed. Pedro Cardoso, 2016, p. 122
  • Manduka Didite / Pedro Rodrigues, "Cartina d'Holanda", Camin d'América, Vinyl LP 535 (not on Label), 1987, 3'50 (web)
  • "Ês gente: versão em crioulo do poema Esta gente  de Sophia de Mello Breyner Andresen", Raízes, ano I, n° 3 (07-09/1977), p. 73
  • Manuel Fereira (ed.), No reino de Caliban: antologia panorãmica da poesia africana de expressão portuguesa  (vol. I: Cabo Verde), Lisboa: Seara Nova, 1975:
  1.  "Cançõ de Nha Chica", p. 241-242
  2. "Retrato", p. 242-243
  3. "Como se fosses", p. 243-244

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Etudes critiques


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